Depois da transição da TV e da telefonia para o padrão digital, 2012 vai ser a vez do rádio. E o governo federal quer correr para anunciar pelo menos a escolha do modelo de transmissão ainda no primeiro semestre.
Entram em jogo aí os modelos norte-americano, europeu e japonês. Mas também se abre a possibilidade para o desenvolvimento de um modelo nacional. Ainda no governo Lula (PT), o Executivo havia escolhido o norte-americano, que permite que vários conteúdos sejam disponibilizados pela mesma rádio, só que acabou voltando atrás.
O problema é que várias rádios já haviam comprado os equipamentos e o governo, que resolveu insistir na indefinição, também proibiu a transmissão em sinal digital. À época, existiam apenas os modelos norte-americano e europeu, só que representantes do modelo japonês entraram em contato com o Ministério das Comunicações e com a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.
Na lista de exigência do governo, além de um sistema que se adapte à geografia e às características socioeconômicas brasileiras, está a transferência de tecnologia. No centro dessa decisão está o deputado federal Sandro Alex (PPS-PR). Ele é o relator do texto que define o modelo que o Brasil irá adotar no rádio digital.
O problema é que a decisão da Câmara dos Deputados terá que ser a mesma do Ministério das Comunicações. “Se a Câmara adotar um e o Ministério outro, nenhum é adotado”, diz.
De acordo com ele, o rádio está “defasado” na adoção do sistema digital, que poderá salvar as rádios AM. “Precisamos de um modelo que necessariamente atenda às rádios AM, que precisam dessa tecnologia para sobreviver.”
Fonte: Jornal do Comércio
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