sexta-feira, 13 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

TV paga deverá ter receita de US$ 200 bilhões no mundo até 2017

A receita da TV paga em 80 países deve alcançar US$ 200 bilhões até 2017, segundo o levantamento da Digital TV Research divulgado nesta terça-feira, 10. Embora sejam US$ 23 bilhões a mais do que em 2011, o mercado mostrará desenvolvimento lento, crescendo apenas US$ 2 bilhões entre 2016 e 2017, de acordo com o Digital TV World Revenue Forecasts.

No total, o faturamento da TV paga crescerá apenas 13,5% até 2017, com queda no mercado norte-americano e com crescimento modesto na Europa Ocidental, com 3,5%. No entanto, a América Latina crescerá 57,5%, seguida pela Europa Oriental (48,5%) e Ásia-Pacífico (40,1%).

Sozinho, o Brasil vai dobrar no lucro, adicionando US$ 4,8 bilhões nesses seis anos, enquanto os Estados Unidos poderão ter menos US$ 1,2 bilhão na receita. Na visão do autor do estudo, Simon Murray, o Brasil será responsável, junto com os EUA, pelo alto faturamento do DTH, adicionando US$ 3,86 bilhões nos seis anos previstos e "praticamente dobrando seu total de lucro no processo", chegando a US$ 8,1 bilhões.

Neste mesmo período, os Estados Unidos deverão crescer US$ 3,1 bilhões, o que significa, segundo Murray, que os dois países deverão ser responsáveis por "quase a metade do lucro extra". No entanto, apesar da boa performance dos dois mercados, o DTH deverá declinar em 17 países na previsão do analista.

Segundo Murray, isso acontecerá por conta da competição forçando a diminuição da margem de lucro por consumidor. A tecnologia chegará em 2017 ao lucro de US$ 91 bilhões, contra US$ 76 bilhões em 2011. O padrão DTH deverá passar o faturamento do cabo analógico em 2015. Um ano antes, o mercado de TV a cabo por assinatura começará a declinar em 2014, com lucro caindo US$ 3,2 bilhões até 2017, atingindo o total de US$ 85 bilhões.

Operadoras, no entanto, poderão acabar faturando um pouco mais ao converter pacotes com ofertas combinadas para assinantes. Por sua vez, o cabo digital deverá crescer mais rapidamente do que o DTH, chegando a US$ 81 bilhões em 2017, um aumento de 32%. Ainda assim, 12 países, incluindo os Estados Unidos, deverão ver um declínio no faturamento.

O cabo analógico cairá ainda mais, saindo dos atuais US$ 23 bilhões para apenas US$ 4,1 bilhões daqui a seis anos, com a Índia responsável por metade do total. O IPTV deverá crescer de US$ 9,7 bilhões em 2011 para US$ 21,3 bilhões em 2017, com os EUA garantindo um terço desse total do mercado global daqui a seis anos.

Fonte: Teletime

segunda-feira, 2 de julho de 2012

sábado, 23 de junho de 2012

Governo pode estender prazo para migração à TV digital

A data para o chamado "apagão analógico" está mantida e favorece canais de comunicação. Companhias de telecomunicações, por outro lado, se preocupam com a novidade, uma vez que desejam ampliar seus serviços de banda larga pelo analógico.

Nesta semana, em Brasília, durante o 26.º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo sinalizou que a migração para o formato digital tem sido mais lenta que o esperado.

O ministro acrescentou a possibilidade de o governo tolerar as transmissões analógicas por mais tempo até que boa parte da população adquira conversores de sinal.

Segundo o jornal, setores de radiodifusão e companhias de telecomunicações disputam a frequência de 700 mega-hertz (Mhz), usando o modelo analógico de TV, com interesses de ampliar a rede de banda larga.

Em razão da pressão vinda dos dois grupos, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) avisou que a decisão sobre o caso não sairá ainda em 2012.
 
Fonte: Portal Imprensa

O Mundo da Publicidade: Ibope aponta aumento de usuários na internet e pub...

O Mundo da Publicidade: Ibope aponta aumento de usuários na internet e pub...: O número de usuários ativos em casa ou no local de trabalho aumentou 4,2% em maio e chegou a 50,9 milhões de pessoas, segundo o IBOPE Niel...

domingo, 10 de junho de 2012

Ginga: A TV Digital com interatividade

Muitos não devem saber do que se trata a tecnologia Ginga, trata-se de um sistema de interatividade que começa a aparecer com mais frequência nos canais de TV Digital aberta.

Ginga é um middleware concebido originalmente pela PUC do Rio de Janeiro e a pela Universidade Federal da Paraíba e que tem como objetivo a possibilidade de implementar aplicações e recursos de interatividade para o nosso sistema de TV Digital baseado em tecnologia de código aberto.

No início da TV Digital no Brasil as fabricantes de TV’s não eram obrigadas a inserir o Ginga em seus equipamentos, só em meados de 2010 as especificações técnicas foram normalizadas pela ABNT.

Pelo que pudemos ver pelas páginas que visitamos, o visual até que é bastante elaborado e flexível. Porém as aplicações em si ainda são bem simples, limitando-se a funcionar apenas durante certos horários apresentando informações estáticas como resumo do programa, personagens, galeria de fotos, próximos capítulos etc.

Confira a aplicação funcionando nas principais emissoras:
Globo – Na imagem podemos perceber que a emissora apresenta os personagens da novela “Malhação”, galeria de fotos, e capítulos.

Record – Na imagem vemos os personagens de “Rei Davi” e ao lado um quiz.
Gazeta - implementou um serviço de meteorologia com previsões semanais…
Rede TV – Criou uma espécie de portal
SBT - adotou um formato semelhante ao da RedeTV!, também formado por um feed de notícias, tempo e temperatura,.
Assim como as primeiras páginas de programas da TV, os novos portais de Ginga ainda estão na sua infância, mas já mostram todo um potencial de desenvolvimento de produtos e serviços que pode até se popularizar à medida que mais TVs com Ginga cheguem ao mercado.
Adaptado do ZTOP

segunda-feira, 4 de junho de 2012

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Novo smartphone Atrix traz sintonizador de TV Digital

Quando tudo apontava para que a combinação TV digital + smartphones ia ser abandonada de vez pela indústria, eis que a Motorola surge com uma nova versão do seu popular Atrix, agora com TV. Com isso, a empresa é uma das poucas a ainda fazer a combinação de um smartphone Android com a funcionalidade de receber, de forma gratuita, os sinais 1-Seg do Sistema Brasileiro de TV Digital.

Dos recursos relacionados à TV, estão a possibilidade de acessar o Guia de Programação, efetuar pausa ao vivo e gravar programas na memória (pra serem assistidos depois).

O Atrix TV possui tela de 4 polegadas (480 x 854 pixels), câmera de 8 MP, com autofoco e flash. A memória interna é 1 GB, memória RAM de 512 MB e o sistema operacional é Android 2.3 Gingerbread.

Ele vem com rádio FM integrado, suporte para cartão de memória de até 32 GB e o preço sugerido será de R$ 999.

Fonte: Google Discovery

Uso de internet no celular cresce 340% em um ano


Uso de internet no celular aumentou no Brasil
O número de brasileiros que passou a utilizar a internet pelo celular mais que triplicou em apenas um ano. Apesar de apenas 17% das pessoas acessarem a rede por meio de seus celulares em 2011, esse número era de 5% no ano anterior --crescimento de 340%--, segundo pesquisa do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil).

"Não há erro que possa contestar esses números", diz Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação). "A tendência de crescimento é exponencial."

A porcentagem de brasileiros que acessavam a internet pelo celular se mantinha estável na pesquisa anual TIC Domicílios, do CGI.br: desde 2008, variava entre 6% e 5%. Em 12 meses, subiu para 17%.
Cappi diz que países de infraestrutura precária, como os africanos souberam usar o celular para levar acesso à população. "Países africanos utilizam o celular como inclusão não só digital, mas também financeira."

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Governo planeja o apagão da TV analógica

O Ministério das Comunicações informou na última sexta-feira que está concluindo a primeira versão do plano de transição da TV analógica para a digital. O pré-projeto será encaminhado para a Secretaria de Telecomunicações (STE), vinculada ao órgão, e também para a Anatel.

A versão final deve ser apresentada até o fim deste ano. De acordo com cronograma do governo, o desligamento completo do sistema analógico está marcado para 2016 e “não será adiado”, diz o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do MiniCom, Genildo Lins.
Em vídeo publicado no blog Conexão Minicom em março, Lins afirma que o plano provavelmente conterá “ajuda a radiodifusores que não tenham recursos para adquirirem equipamentos e um reforço na distribuição de equipamentos de transmissão para a população mais baixa”.

A Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), vinculada ao governo japonês, auxilia o governo brasileiro a elaborar o documento. Para isso, realiza um estudo que avalia o andamento da implantação da TV digital e identifica as principais dificuldades enfrentadas pelas emissoras de TV. O objetivo é ajudar no desenvolvimento de ações para acelerar o processo.

Também buscando subsidiar o plano, representantes do MiniCom estiveram nos Estados Unidos, em abril, para ver de perto como foi a transição para o sistema digital no país. A intenção foi verificar a experiência norte-americana para tentar replicar algumas estratégias no Brasil. Uma delas é a escolha de uma cidade para testar a transição antes do restante do país. A eleita foi Wilmington, na Carolina do Norte.

De acordo com o ministério, a escolha de uma cidade-piloto para antecipar os testes deve ser incluída no plano brasileiro. O local ainda será definido, mas precisa reunir algumas características específicas, como o fato de todos os canais disponíveis para a população serem da própria cidade e não haver muita interferência do sinal. Outro aspecto importante para os testes é uma quantidade significativa de lares com receptor digital.

“Eles desligaram lá com antecedência, para verificar quais foram os impactos, o que iam precisar mudar. Fizeram a transição no microcosmo para aplicar todas as medidas corretivas antes de aplicar no macrocosmo”, diz Genildo.

O secretário ressalta que a experiência americana é que mais deve influenciar o modelo brasileiro. Isso porque os Estados Unidos têm um perfil de radiodifusão mais próximo do Brasil do que o Japão, por exemplo, que também já concluiu a transição para o sistema digital.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Abert – com informações do Minicom

Padrão norte-americano permitirá transmissão de conteúdo para push video-on-demand

O padrão norte-americano de TV digital, o ATSC, permitirá que os radiodifusores transmitam conteúdo não ao vivo para os receptores de TV digital terrestre. Foi anunciada nesta terça, 29, a aprovação da norma ATSC NRT (Non-Real-Time) Content Delivery, designada A/103. A norma permitirá a distribuição de conteúdo baseado em arquivos, incluindo programas e clipes, além de alertas de emergência, tanto para receptores fixos, quanto para receptores móveis portáteis. A funcionalidade permite o desenvolvimento, por exemplo, de conteúdos sob-demanda baseados em gravadores digitais, como hoje fazem as operadoras de TV por assinatura.

O conteúdo é pré-carregado no receptor do telespectador, podendo ser acessado por ele a qualquer momento. Dessa forma, será possível, por exemplo, enviar um conteúdo durante a noite para que o telespectador assista se e quando desejar. Segundo nota do Advanced Television Systems Committee, a aplicação é especialmente interessante para o consumo de TV em dispositivos móveis, que tende a ser usado em momentos de espera.

Além do conteúdo televisivo, a norma permite enviar informação para outros tipos de dispositivos equipados com um receptor ATSC, como PCs ou media players portáteis. As aplicações previstas usando a nova versão do padrão são push video-on-demand (conteúdo pré-carregado no receptor para ser visto quando o telespectador quiser); notícias, informações e serviços referentes a clima; canais de TV personalizados; distribuição de música; informação de referência relacionada à programação de TV.

Fonte: Teletime

sexta-feira, 25 de maio de 2012

PUC do Rio lança ferramenta livre para conteúdos de TV digital

O Laboratório TeleMídia do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro publicou este mês uma nova ferramenta para facilitar a criação de conteúdos interativos para a TV digital. A ferramenta de autoria NCL Composer, que pode ser baixada gratuitamente (http://www.ncl.org.br/pt-br/autoria ), permite desenvolver aplicações para emissoras de TV sem exigir conhecimento especializado em computação. A linguagem NCL é o padrão ABNT e ITU-T para a criação de conteúdos declarativos interativos para o Ginga, nome do middleware aberto do Sistema Nipo-Brasileiro de TV Digital (ISDB-TB). Além de ter seu interpretador em código aberto, o uso de NCL não implica o pagamento de qualquer royalty, seja pelos produtores de aplicações (desenvolvedores), pelas emissoras de TV, ou pelos desenvolvedores de máquinas de interpretação da linguagem. Embora a linguagem NCL já esteja disponível como padrão desde 2007, agora os desenvolvedores podem contar com uma ferramenta que facilita a criação dos conteúdos interativos – que podem ser diretamente relacionados ao programa em exibição, como uma novela ou uma partida de futebol, ou podem ser independentes dos programas, como um portal de notícias ou uma plataforma de serviços interativos através do televisor. 'A partir da disponibilização dessa ferramenta facilitadora, espera-se um aumento significativo na quantidade de aplicações criadas pelos produtores de aplicações DTV e uma maior complexidade dessas aplicações', afirma Luiz Fernando Gomes Soares, coordenador do Laboratório TeleMídia do Departamento de Informática da PUC-Rio e membro do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (Fórum SBTVD). Ainda este mês, foi lançada a segunda edição do livro “Programando em NCL”, que agora pode ser obtida gratuitamente na forma eletrônica (www.ncl.org.br/pt-br/livrosecapitulosdelivros). Além disso, acaba de ser lançado o “Online NCL Handbook”, um Guia de referência Rápida que pode ser consultado a partir do site oficial da linguagem NCL (www.ncl.org.br/pt-br/handbooks). Do Forum SBTD)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

TV digital: É hora de o Brasil acelerar transição da TV analógica, adverte UE

O Brasil precisa fixar um cronograma rígido e adotar medidas eficazes para garantir a transição da TV analógica para digital. É o que considera Paulo Lopes, conselheiro de mídia e TIC da União Europeia tomando por base a experiência europeia que faz o apagão da TV analógica no início de 2013. Lopes apresentou nesta terça-feira, 22/05, na 12ª edição do Rio Wireless a palestra “Dividendo Digital na Europa”.

“O que recomendo é que o país estabeleça um cronograma concreto e tente seguí-lo o máximo possível. Trata-se de uma decisão das autoridades brasileiras, mas se houver formas de acelerar este processo seria importante pois todos temos o objetivo de desenvolver a banda larga nas nossas regiões”, diz Lopes.

Ele observa que o espectro do dividendo digital da TV analógica poderia ser utilizado para novos serviços até da radiodifusão e se não houver formas de acelerar isso a transição fica bloqueada.

“A não ser que existam formas de compartilhamento, usando uma parte do espectro que já está disponível. E entendo que a Anatel está fazendo um estudo sobre isso até o final do ano. Mas é preciso acelerar este processo porque a União Europeia já vai ter este espectro disponível em 2013. Por sua vez, os EUA também já migraram e seria importante para o Brasil desenvolver a banda larga nesta faixa”, alerta.

Também durante a Rio Wireless, Fabio Leite, deputy-director do comitê de radiocomunicação da União Internacional de Telecomunicações (UIT), alertou que o Brasil deve decidir logo que destino dar a faixa de 700MHz que hoje ainda é de uso secundário. Lopes reitera que este é um espectro valiosos inclusive para aplicações de cunho social em área rurais e isolada.

“Com menores investimentos é possível cobrir uma maior área. É uma
oportunidade e o governo e as autoridades terão que pesar todos os prós e contras e ver o que é efetivamente factível e tentar avançar da forma mais eficiente que leve em conta todos os interesses e as condicionantes que existem no país”, aconselha.

Fonte: Convergência Digital

domingo, 20 de maio de 2012

TRINCHEIRA DO FACIOLI: Eugênio Bucci: Sobre TV Digital

TRINCHEIRA DO FACIOLI: Eugênio Bucci: Sobre TV Digital: Eugênio contradiz o fenômeno que chama de “fetiche político da tecnologia”, que prega que “a revolução digital traz consigo a democratizaçã...

sábado, 19 de maio de 2012

TV da Samsung controlada por gestos chega ao Brasil por mais de R$8 mil

A Samsung anunciou que começa a vender no Brasil nesta sexta-feira, 18/5, as suas novas Smart TVs controladas por gestos e comandos de voz. Os aparelhos que dispensam controle remoto da fabricante sul-coreana chegam ao país com preços a partir de 6 mil reais e também possuem recurso de reconhecimento facial. O modelo de 46 polegadas da linha ES7000 será vendido por 6 mil reais nas revendas autorizadas, enquanto que o “irmão maior” de 55 polegadas sairá por 8.200 reais. Ambos podem ser pagos em até 10 vezes sem juros. Os produtos estarão disponíveis para venda em sites como FNAC, Saraiva, Ponto Frio, entre outros, pelos preços sugeridos acima. As TVs possuem telas de LED, capacidade de exibir imagens em 3D (trazem 4 óculos no pacote) e suporte para comandos de voz em português, além de Wi-FI e conversor digital integrados.

Record inova e exibe Jogos Olímpicos em 3D no cinema

A Record fará, de 27 de julho a 12 agosto, a transmissão em 3D da Olimpíada de Londres em 20 salas digitais de cinemas da rede Cinépolis em diversas cidades do Brasil.

A emissora contará com os mais modernos equipamentos de captação e transmissão desta tecnologia e montará um núcleo específico de produção 3D.

A exibição terá apresentador e comentarista exclusivos no estúdio da Central de Jornalismo Record, em São Paulo.
Essa iniciativa será um marco e deverá consolidar uma tendência que se observa atualmente em utilização do 3D para broadcasting ao vivo de eventos esportivos. Até agora, apenas 14 emissoras de TV em todo o mundo assinaram o pacote 3D disponibilizado pela Olympic Broadcasting Services (OBS).

As transmissões das modalidades na rede Cinépolis (São Paulo, Barueri, Ribeirão Preto, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Caxias do Sul, Campo Grande, João Pessoa, Blumenau, São Luiz, Recife e Belém) serão diárias, entre 15 e 17 horas. Já as cerimônias de abertura (27/07) e encerramento (12/08) terão horários diferenciados, das 17 às 20 horas.

Olimpíada de Londres, em julho só na Record.

Fonte: Portal da Propaganda

quinta-feira, 17 de maio de 2012

TV analógica do Uruguai será desligada em 2015

O governo do Uruguai publicou decreto regulamentando a implementação da TV digital no país, que adotou o padrão nipo-brasileiro tecnológico, o ISDB-T, e determinou o fim das transmissões analógicas para novembro de 2015.
Conforme as novas regras, serão 20 canais de 6 MHz reservados para a TV digital. Na área metropolitana de Montevideo haverá sete canais comerciais, sete canais comunitários e seis canais públicos. Em contrapartida, os atuais licenciados de TV - um canal público e três canais privados - manterão os seus canais no sistema digital. A transmissão simultânea deverá começar em julho.

A intenção do governo é, em 60 dias, lançar uma consulta pública para definir a licitação dos novos canais.

Fonte: Telesintese

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Internet apavora a velha mídia

Não é apenas a revista Veja, denunciada por suas ligações com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, que está desesperada com os “insetos”, “robôs” e “petralhas amestrados” das redes sociais. Toda a velha mídia, no Brasil e no mundo, teme o vertiginoso crescimento da internet. Um estudo recente confirma que o seu modelo de negócios está em declínio acelerado.

Estimativas apresentadas na semana passada pela seccional brasileira da agência Interactive Advertising Bureau (IAB) indicam que os jornalões serão superados pela internet como mídia mais acessada até o final deste ano. Mas não são somente os veículos impressos que perderão publicidade e terão o seu faturamento reduzido. As emissoras de televisão também sofrerão abalos.

Menos tempo diante da TV
Segundo Fabio Coelho, presidente do IAB-Brasil e também da filial do Google, em 2012 o meio digital crescerá 39%, fechando o ano com 13,7% de participação no mercado de comunicação e faturamento na casa dos R$ 4,7 bilhões. No ano passado, a web representava 11% do bolo publicitário. Para ele, a internet é “um mercado pujante”, que irá superar rapidamente as outras mídias.

O estudo da IAB, intitulado “Brasil Conectado: Hábitos de Consumo de Mídia”, aponta a existência de 80 milhões de internautas no país, dos quais 49% pertencem às chamadas classes C, D e E. Na rotina dos brasileiros, a internet já é considerada o meio mais importante para 82% dos 2.075 entrevistados. Mais de 40% deles passam, pelo menos, duas horas por dia navegando na rede, enquanto apenas 25% gastam o mesmo tempo assistindo TV.

“No limiar de uma grande transformação”
A internet aparece como a atividade preferida por todas as faixas etárias, de renda, gênero e região quando se tem pouco tempo livre, somando 62%. Em casa, a web é acessada pela manhã, quando 69% se conectam, 78% acessam à tarde e 73% à noite. Ela também é a mídia mais popular nos locais de trabalho, escola, restaurantes, shoppings e na casa de amigos.

“Todos os dados confirmam a expansão do mercado, que tende a se acentuar com as iniciativas de ampliação do acesso a banda larga e também ao aumento da base de smartphones. Estamos apenas no limiar de uma grande transformação”, garantiu Fabio Coelho, presidente do IAB, ao jornal O Globo.

Altamiro Borges é jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, militante do PCdoB.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Brasileiro prefere internet à televisão

Uma pesquisa realizada pelo IAB Brasil, revelou que o brasileiro prefere consumir internet à televisão, em seu tempo livre. O público também considera as campanhas digitais mais criativas do que as exibidas na TV.

A pesquisa aponta ainda que 42% das pessoas passam pelo menos duas horas por dia conectada seja por meio do computador ou do celular. No caso da TV, esse percentual, para a mesma quantidade de horas, é de 25%.

Quando perguntados sobre que tipo de atividade fariam caso “tivessem 15 minutos livres para usar no dia”, os brasileiros tiveram como primeira resposta a navegação na internet.

O presidente do IAB Brasil, Fábio Coelho, destacou que a internet é a atividade preferida em todas as faixas etárias, inclusive entre os indivíduos com mais de 55 anos. Coelho ressaltou também a mídia como a mais utilizada em todos os lugares, como escola e trabalho.

Em relação à publicidade, a pesquisa aponta que os brasileiros são mais receptivos ao tipo de anúncio online, considerado mais criativo e rico em conteúdo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Argentina libera nova versão do middleware Ginga

Com o objetivo de se consolidar como um player na área de TV Digital, a Argentina, através do laboratório da Universidade de La Plata (UNLP), liberou a versão 1.3 do Ginga.ar, versão portenha para o middleware de interatividade, criado no Brasil, para o padrão nipo-brasileiro de TV Digital, o SBTVD.

De acordo com o comunicado a UNLP, a nova versão traz melhorias para o trabalho de desenvolvedores e para os usuários do middleware de interatividade. Ela tem suporte para HTML e, segundo a UNPL, transparência com as aplicações NCL. A versão 2.0 deverá ser lançada até dezembro.

A nova versão Ginga.ar 1.3, está disponível neste link: http://tvd.lifia.info.unlp.edu.ar/ginga.ar/index.php/download.
Com informações de Convergência Digital

terça-feira, 8 de maio de 2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Televisão 3D é sonho de consumo da classe C

Os brasileiros têm predileção por aparelhos de televisão modernos. Quando se aproximam eventos esportivos importantes, como Copa do Mundo ou Olimpíada, a preferência vira fixação e as vendas de televisores aumentam de 20% a 40%.
Nos últimos sete anos, a classe C ganhou volume e renda. Já são 103 milhões com uma renda média familiar de R$ 1.450 por mês, o que representa 54% da população brasileira.
  
No ano passado, mais 2,7 milhões de brasileiro tiveram ascensão social e entraram na classe C, segundo a pesquisa empresa Cetelem BGN, do grupo BNP Paribas.
  
O preço da TV 3D também ficou mais acessível. No Brasil, quando chegou a tecnologia 3D em junho de 2010, o preço do aparelho chegava a R$ 9 mil. Agora já é possível encontrar no varejo modelos de 42 polegadas, como conversor digital e um óculos por R$ 1.799, queda de 80% no preço em dois anos. No financiamento, a prestação da TV 3D de R$ 1.799, em 18 vezes, é de R$ 149,90 (o custo total a prazo é de R$ 2.698,20).
  
Para este ano, a renda da classe C deve subir para R$ 1.566 e em 2013, a expectativa é que alcance R$ 1.700.
A distância entre a renda do telespectador e o sonho de consumo está cada vez menor. “Os televisores 3D ainda são aspiracionais, embora o preço do produto venha caindo. Acreditamos, no entanto, que num futuro próximo a tecnologia 3D estará mais popularizada a exemplo do que aconteceu com a TVs de LCD. Na Copa do Mundo em 2014 acreditamos que a televisão 3D já esteja em muitos lares dos brasileiros", disse Roberto Fulcherberguer, vice-presidente comercial da Via Varejo, que inclui as redes Casas Bahia e Ponto Frio.


As emissoras de TV já estão se preparando para o futuro e adaptando a grade de exibição. “Toda a programação da Rede TV! está em 3D. Em maio de 2010, fomos a primeira emissora de canal aberto no mundo a transmitir um programa ao vivo, em 3D”, disse Kalled Adib, superintendente de operações da emissora.
Tecnologia 3D exige cuidados com a visão
Para manter a saúde dos olhos em dia, o usuário deve manter uma distância mínima de 1,5 metro da tela. Também deve ser mantida a luz da sala acesa ou com iluminação natural. A cada uma hora de programação 3D, é recomendável pelo menos alguns minutos de descanso.

As dicas são do médico Osvaldo Travassos, vice-presidente da SBO (Sociedade Brasileira de Oftalmologia) e professor da Universidade Federal da Paraíba.
Travassos estuda o efeito 3D desde os anos 1970 e é o inventor do teste OTM Stereoteste usado no mundo todo para avaliar a visão binocular.

“Para ver corretamente o efeito 3D é preciso ter boa acuidade visual com percepção simultânea em ambos os olhos além de bom balanceamento dos músculos que movimentam os olhos.”

Outro cuidado importante é com os óculos 3D. “Para cada tipo de TV existe um óculos 3D indicado. Existem os polarizantes, que fazem a seleção da entrada de luz de acordo com o ângulo e os óculos ativos de cristal líquido que alternam rapidamente a exposição dos olhos à imagem”, afirmou.

Quem usa óculos para longe deve usá-lo com o óculos 3D na hora de assistir à TV. “Dá para encaixar um no outro ”, disse.
Fonte: Bom Dia Sorocaba

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Mundo da Publicidade: Mercado digital deve crescer 39,1% em 2012

O Mundo da Publicidade: Mercado digital deve crescer 39,1% em 2012: IAB Brasil projeta investimento de R$ 4.646 bi no ano e 13,7% de participação no bolo publicitário, ficando atrás apenas do meio TV. Em col...

terça-feira, 24 de abril de 2012

TV analógica encerra serviço em Portugal

Na próxima quinta-feira (26/4), a tecnologia de TV analógica encerrará seu serviço em Portugal, concluindo o projeto Televisão Digital Terrestre (TDT), iniciativa de implantação da nova tecnologia de teledifusão por sinal digital. Segundo o site português A Bola, na data serão desligados os últimos 15 emissores analógicos localizados em vários estados de Portugal. A medida é a última etapa do projeto TDT, iniciativa da Comissão Europeia. Por definição da entidade, todos os países europeus devem adotar a tecnologia até 2012. Fonte: Portal Imprensa

domingo, 22 de abril de 2012

EUA criam TV para cães



De acordo com o diretor executivo do canal, Gilad Neumann, as imagens são captadas sob o ponto de vista do cachorro e há um trabalho especial de emudecer cores, alterar e adicionar músicas escritas especialmente para a programação, tudo para captar o máximo de atenção de seu telespectador.

“Os sons de alta frequência podem ser muito irritantes para os cães, por isso, eles foram removidos. Tivemos que mexer nas cores também, já que eles só conseguem enxergar o azul e o amarelo”, explicou Neumann ao Daily Mail.

O resultado disso é um tremendo sucesso: o novo canal, com o custo de U$ 4,99 por mês, já está disponível para um milhão de assinantes de duas empresas de TV em San Diego, nos Estados Unidos. E a promessa de audiência é tão grande que a empresa responsável pelo programa está planejando oferecê-lo a nível nacional.

“Mais de 46 milhões de famílias norte-americanas têm cães e 97% dos lares possuem TV. Olhando por esse lado, o futuro do nosso canal parece bastante promissor”, especula o Neumann.

A melhor amiga do cão
Na televisão analógica, os cães podiam ver apenas uma tela piscando, mas, com a chegada da tecnologia digital, as câmeras de alta definição e o maior cuidado na produção mudaram o modo como os cães percebem as imagens.

As pesquisas que apoiaram o lançamento da DogTV comprovaram que os cães conseguem prestar atenção em programações específicas, porém, uma nova pesquisa está em andamento para saber se esse tipo de telespectador realmente entende o “conteúdo” que está sendo passado.

sábado, 21 de abril de 2012

TV Digital: CPqD amplia leque de aplicativos com Ginga

Impulsionar o mercado de aplicativo, com uso do Ginga, o middleware de interatividade para TV digital, é o objetivo do CPqD, ao disponibilizar três novas aplicações, com os respectivos códigos e manuais, para desenvolvedores.

"O mercado de desenvolvimento para TV digital está, de fato, muito confuso. E queremos acelerar o processo com essas soluções", revela José Orfeu, responsável pelo projeto de TV digital no CPqD, em entrevista ao Convergência Digital.

Há um mês, houve a disponibilização da primeira parte do projeto nacional. O CPqD disponibilizou o serviço PrevidênciaFácil (com informações sobre aposentadoria), a biblioteca de componentes de software em Ginga e a ferramenta de autoria.

Juntos, eles tiveram mais de 400 downloads, no período de menos de um mês. "Esse resultado foi bem bom para nós porque sabemos que quem baixou foi porque está interessado em estudar, em aprender a mexer com o Ginga", destaca Orfeu. A partir desta segunda-feira, 13/04, três novas aplicações foram adicionadas, todas com os respectivos códigos e manuais. São eles:

ProcuraEmprego - Facilita a busca de vagas de emprego no país. Por meio de um mapa, o usuário pode navegar pelas várias regiões e estados brasileiros até chegar a uma lista de profissões com vagas disponíveis. Notícias - Serviço que permite exibir na tela da TV digital interativa as últimas notícias, divididas por assuntos como economia, mundo, música, política, tecnologia, etc. Clima - Permite oferecer informações sobre o tempo e as temperaturas (máxima e mínima) de uma cidade previamente selecionada.

Além delas, também já está disponível a parte servidor (backoffice) do sistema que gerencia as aplicações interativas. Desenvolvido com base em arquitetura cliente-servidor orientada a serviços, esse sistema permite que uma aplicação seja executada em diferentes plataformas de TV - e, ainda, em diferentes terminais de acesso.

Para baixar as aplicações, os interessados podem entrar nos sites do CPqD (www.cpqd.com.br) ou do Ministério das Comunicações (www.mc.gov.br). Na terceira fase do seu cronograma, programada para 15 de maio, o CPqD tornará disponíveis para download as demais aplicações e serviços para plataforma Ginga desenvolvidos no âmbito do projeto SMTVI.

O mercado brasileiro é o grande alvo - especialmente, a TV pública, como ferramenta de disseminação dos aplicativos interativos da TV digital, mas o mercado latino-americano está na mira. "Precisamos cuidar da harmonização do uso do Ginga. Aqui no Brasil, temos que usar Ginga NcL e Ginga J (java). E queremos levar isso para todos os países que adotaram o ISDB-T como padrão para TV digital", afirma José Orfeu.

Fonte: Convergência Digital

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Artista pendura mil televisores para comemorar transmissão de TV digital em Londres

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Para comemorar a transição das televisões analógicas para as digitais em Londres, o renomado artista David Hall criou uma instalação com mais de mil televisores “antigos” pendurados, em sintonias diferentes. Intitulado 1001 TV Sets (End Piece), a obra está em exposição na Ambika P3 Gallery, em Londres.
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Segundo o órgão responsável pela mudança, a emissão analógica será totalmente bloqueada dentro de duas semanas, enquanto o sinal digital ficará disponível em todas as zonas de Londres.
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Fonte: Globo.com

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Software público completa 5 anos com licitação nacional e desdém do setor privado

O governo festejou nesta quinta-feira, 12/4, cinco anos de implantação do Portal do Software Público – página onde podem ser baixados, gratuitamente, aplicativos em plataforma aberta, principalmente relacionados à e-gov – mas não só. O Ginga, único sistema operacional compatível com todos os padrões de TV Digital, também está lá.

Além da marca de 56 aplicativos disponíveis – quando lançado, em 2007, havia apenas um, o Cacic, que faz diagnóstico do parque computacional – a Secretaria de Logística e TI do Planejamento prepara a primeira licitação nacional para implantação dos programas em municípios brasileiros.

“O Portal é um instrumento de governança pública que agora atinge maturidade. Já temos 12 soluções para gestão municipal e com o novo projeto de Cidades Digitais, vamos alavancar essa temática”, comemorou o secretário da SLTI, Delfino Natal de Souza.

Este ano marca, ainda, a primeira contratação do governo federal de serviços de TI baseados em softwares públicos – com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – mas que tem ata de registro de preços aberta e deve ser ampliado para outros órgãos da administração.

A lógica da ata de registro de preços é a mesma a ser usada pelos municípios interessados, visto que a licitação se destina a homologar diferentes empresas para a implantação das soluções de gestão, especialmente nas áreas tributária (como a nota fiscal eletrônica), saúde e educação.

Curiosamente, apesar do número limitado de soluções já disponíveis, o sucesso do Portal – que reúne 130 mil usuários e cerca de 500 empresas – incomoda parte do setor privado – que na véspera criticou os esforços do governo em disponibilizar as ferramentas.

Entidades como Abes e Assespro reclamaram, durante audiência no Senado Federal, da presença do governo no setor – sob a lógica de que sendo o maior consumidor de software do país, com um terço das compras, não deveria ser “o maior concorrente”. “Um exagero ridículo”, rebate o diretor de sistemas da SLTI, Corinto Meffe.

“Em um estudo recente da Gartner sobre as perspectivas até 2020, o software livre aparece como uma das grandes tendências de mercado. Infelizmente, ainda há uma visão míope de algumas associações, contrárias ao software público, como se isso pudesse reduzir o mercado”, pontuou o coordenador de software e serviços do MCTI, Rafael Moreira, durante os festejos.

Fonte: Convergência Digital

TV pública quer liderar conteúdo para tecnologia

Com a migração da televisão analógica para a tecnologia digital a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) planeja implantar, até 2013, conversores de TV digital (Ginga) na maioria das televisões fabricadas no país.

Evitando depender de emissoras comerciais no futuro, a TV Brasil aumenta seus investimentos em serviços públicos de difusão da tecnologia de alta definição. “A TV pública será a grande fomentadora do Ginga", diz André Barbosa, superintendente de suporte da EBC e um dos idealizadores do projeto desde 2004.

Segundo reportagem do portal iG, no futuro a TV Brasil poderá transmitir conteúdos do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), localizado em Campinas (SP), entre eles oito aplicativos criados pela organização, resultado de um investimento de R$ 16 milhões. “Alguns aplicativos oferecem dicas de saúde, como prevenção da dengue, e outros permitem buscar vagas de emprego e até bater papo”, diz o pesquisador do CPqD José Orfeu.

Especialistas destacam o atraso de emissoras em aprimorar suas transmissões. "As aplicações de interatividade das emissoras ainda são muito pobres. Há 10 anos já havia recursos superiores ao que elas oferecem hoje”, disse Luiz Fernando Gomes Soares, pesquisador do departamento de informática da PUC-Rio e criador do recurso Ginga.

Entre as emissoras comerciais, apenas o SBT emite conteúdo interativo 24 horas por dia.

Redação Portal IMPRENSA

domingo, 8 de abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Londres inicia blecaute analógico para adotar TV digital

Londres inicia nesta quarta-feira a primeira fase do blecaute da televisão analógica, uma mudança de tecnologia que será concluída na capital britânica no próximo dia 18 e se estenderá até outubro nas outras regiões do Reino Unido.

Em decorrência do blecaute, nesta quarta-feira, o canal inglês BBC Two será cortado para os londrinos que ainda não tenham adaptado seus televisores à tecnologia digital. Dentro de 14 dias, a emissão analógica das outras cadeias na capital será bloqueada, enquanto o sinal digital ficará disponível em "todas as zonas de Londres", informou o organismo que regula a mudança no sistema de televisão do país, Digital UK.

O plano britânico para substituir o antigo sistema analógico de transmissão televisiva foi iniciado em 2008. Após um processo paulatino, a previsão é que seja concluído no próximo dia 24 de outubro na Irlanda do Norte. Em 2005, a Comissão Europeia estabeleceu um prazo que termina em 31 de dezembro deste ano para que os canais de televisão transmitam exclusivamente em formato digital.

Luxemburgo e Holanda foram os primeiros a se adaptarem ao novo padrão europeu, já em 2006. Espanha, Alemanha, Dinamarca e Finlândia também já realizaram a mudança. No entanto, outros países, como a França, a Itália e o próprio Reino Unido só concluirão a passagem à televisão digital pouco antes do fim de 2012.

Com a tecnologia digital, os espectadores britânicos pagarão somente a parcela anual para custear a televisão pública para sintonizar entre 14 e 40 canais, de acordo com a região do país na qual residam.

Fonte: Terra

terça-feira, 27 de março de 2012

Brasileiros passam três vezes mais tempo na internet do que assistindo TV

De acordo com um relatório feito pela Forrester Research, os sites de mídias sociais e vídeos on-line contam com mais audiência do que a TV no Brasil. A adoção da web como principal meio de informação e entretenimento é hoje de 48%. Para 2016, a previsão é de que o número alcance a marca de 57%. “Por permitir a interação imediata sobre seu conteúdo, a internet mostra-se mais atraente do que a TV, onde o telespectador tem um papel passivo”, comenta Leandro Kenski, CEO da Media Factory, empresa especializada em marketing digital.

O estudo, publicado pelo site AdAge, foi realizado em novembro do ano passado com 4.020 pessoas maiores de 18 anos e com acesso à web em 22 cidades brasileiras. Os brasileiros gastam aproximadamente 23,8 horas por semana na Internet, e assistem apenas 6,2 horas de TV. Nesse período conectado, os brasileiros passam 89% do tempo nas mídias sociais, sendo que, nesse grupo, 81% usam regularmente o Facebook, e 63% são usuários do Orkut.

Em se tratando de vídeos on-line, 86% dos entrevistados utilizam a Internet para essa finalidade. O estudo aponta também que o brasileiro está mais propenso a ver os vídeos do que a produzi-los: apenas 16% dos consultados informaram que produzem vídeos regularmente para sites como o YouTube.

Pessoas acessam a internet enquanto assistem TV

A pesquisa da Forrester conclui que apenas 40% dos brasileiros conectados estão acessando a web móvel regularmente, gastando 2,2 horas de acesso semanal por dispositivos. “Esse número tende a aumentar, acompanhando o aumento da quantidade de usuários de smartphones no Brasil”, comenta Leandro Kenski.

Um hábito que tem se mostrado comum no exterior é o de pessoas que acessam a internet enquanto assistem televisão. De acordo com estatísticas divulgadas pela Yahoo/ Nielsen, 86% por cento dos usuários de dispositivos móveis estão utilizando seu dispositivo enquanto vêem televisão, sendo que um quarto deles está acessando conteúdo relacionado ao que está assistindo na TV. O estudo, realizado em 2011, entrevistou 8.384 norte-americanos. Sendo 5.313 foram usuários de internet móvel.

Outra pesquisa, realizada no Reino Unido em 2011, aponta que 76% dos telespectadores costumam acessar a internet de seus laptops, smartphones ou tablets enquanto assistem TV. “Consumidores estão integrando cada vez mais comportamentos móveis em seu estilo de vida” explica o CEO da Media Factory.

Fonte: www.inteligemcia.com.br

segunda-feira, 26 de março de 2012

Anatel produzirá regulamento para multiprogramação e interatividade

Em breve, a Anatel deve produzir um regulamento para falar das regras que deverão ser cumpridas pelos operadores do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) em emissoras de TV aberta que operam com multiprogramação. Atualmente, apenas emissoras públicas podem utilizar multiprogramação.

Segundo o site Teletime, multiprogramação é quando uma emissora de TV aberta analógica escolhe ter mais de um canal digital em lugar de um canal em alta definição.

O mesmo regulamento deverá tratar também da interatividade. Este recurso está disponível na TV digital aberta, mas, ao passar para as redes de TV por assinatura, pode se perder por causa de incompatibilidades técnicas. Eventuais dúvidas sobre a aplicação prática das regras de must-carry dos canais abertos também devem ser esclarecidas pelo regulamento.

No documento, a Anatel estabeleceu que as operadoras do serviço que levarem uma geradora de TV aberta de sinal nacional deverão levar as demais emissoras com um terço de cobertura nacional.

Os conselheiros Marcelo Bechara e Rodrigo Zerbone disseram que "a lei diz claramente que no caso dos canais digitais de TV aberta, o sinal ou é levado obrigatoriamente ou é cobrado. De qualquer maneira, a decisão é sempre do radiodifusor".

Fonte: Portal Imprensa

sexta-feira, 23 de março de 2012

Consumo diário de TV no mundo cresce 20 minutos em dez anos

Em 2011, o tempo médio global de visualização diária de TV chegou a 3h16 por pessoa, um aumento de seis minutos em comparação com 2010, mas de 20 minutos ao longo de dez anos.

O aumento foi mais significativo na Ásia e especialmente na China, onde o crescimento registrado chegou a 12 minutos ao longo de um ano. Aumentos semelhantes também foram relatados em vários países europeus, com um aumento de 15 minutos na França, sete minutos na Itália e cinco minutos, na Espanha.

A pesquisa anual Eurodata TV, da Médiamétrie, revelou que a televisão está indo bem em todo o mundo. O relatório, que abrange cerca de 100 territórios, aponta que "a televisão impôs-se como o principal meio de comunicação em termos de conteúdo ao vivo e exclusividade". Com mais canais, mais opções disponíveis, os telespectadores estão gastando mais tempo em frente à TV. Ao mesmo tempo, as famílias estão melhor equipados com aparelhos de TV e outros dispositivos.

O Eurodata TV aponta que mais de sete milhões de HDTVs foram compradas na Alemanha em 2011, 100 vezes mais do que cinco anos atrás. No Reino Unido, metade dos lares tem um gravador de vídeo digital, enquanto na Austrália o número é de 44%, tendo crescido 11 pontos percentuais em um ano. Os dispositivos de gravação digital ajudam a aumentar o tempo médio gasto em frente à TV. O aumento é de 11%, em relação aos espectadores que só assistem ao vivo, nos EUA, e 10% no Reino Unido.

O fim da TV analógica também é uma motivação adicional para consumir TV. Na Espanha, a participação de mercado de canais que não são analógicos cresceu de 9% em 2001 para quase 47% dez anos depois.
O tempo extra gasto em frente à TV significa que "novos momentos do dia estão sendo dedicados à telinha, fora o horário nobre". Isso inclui programas matinais.

O ano passado, foi, no entanto, considerado o ano da programação ao vivo, já que a TV beneficiou eventos como o casamento real britânico, a final da França da Copa do Mundo de Rugby, e as celebrações chinesas de Ano Novo. Boletins de notícias representaram 63% dos programas que aparecem no topo do ranking em 2011, um aumento de dez pontos em comparação com 2010.

Em termos de gêneros de programação, a pesquisa aponta que que a ficção foi o gênero principal no ano passado, representando 41% dos programas mais eficientes. Séries foram responsáveis por 69% das ficções no topo do ranking, nove pontos acima de 2010. Este aumento foi impulsionado principalmente pelas produções locais, mas as produções norte-americanas ainda estão sendo muito exportadas e enchem as redes de TV. A sitcom "Two and a Half Men", por exemplo, apareceu entre os dez programas nos EUA, mas também na Austrália, no Canadá de língua inglesa e na Suíça de língua italiana.

Os programas de entretenimento representam 38% dos dez melhores rankings, com o formato de talento "Got Talent" aparecendo entre os dez programas em 11 países diferentes, antes dos formatos "Idol", "Strictly Come Dancing" e "X Factor".

"Diante de uma enorme variedade de canais, conteúdos e telas, apenas marcas poderosas, com visivelmente integrando estratégias 360 ° e multi tela, conseguem reunir uma forte e durável audiência internacional", diz Amandine Cassi, chefe de pesquisa.

Fonte: Teletime

segunda-feira, 19 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Análise: iPad pode se tornar próxima TV dos usuários

A Apple apresentou uma nova versão de seu Apple TV set-top-box em seu evento de mídia na quarta-feira (07/03). Entretanto, não se trata das televisões com a marca da empresa que muitos analistas esperavam.

Apesar de uma televisão da marca ser atrativa, não seria interessante para os planos de crescimento da companhia. Uma televisão não definiria um novo mercado, da mesma forma que o iPod, iPhone e iPad fizeram. Seria apenas uma extensão do ecossistema existente.

A companhia já tem uma tela pequena de TV: o iPad – sem mencionar a set-top box Apple TV – que pode reproduzir conteúdo do aparelho para televisões. O aparelho não é uma TV no sentido convencional e não vem com um sintonizador para receber canais. Mas as TVs em seu sentido tradicional já estão morrendo.

Os televisores são o ponto final para o conteúdo da TV aberta é um detalhe quando comparado com a programação que é exibida em banda larga e TV paga. Streaming é o futuro. A Apple sabe disso. Ninguém constrói um centro de dados de um bilhão de dólares e lança o iCloud apenas para competir com o Dropbox.

Na realidade, o termo “TV” deveria ser aposentado. “Display”, “tela” ou “monitor” seriam melhores por serem neutros; não deixam implícito uma fonte de programação particular.

Olhando à frente, são os grandes conteúdos em nuvem e plataformas de software que se tornarão competidores importantes na indústria de conteúdo. Será a Amazon, Apple, Google e Microsoft. Talvez a Samsung e Sony também entrem. Serão os reis em termos de distribuição de conteúdo digital. Hollywood também tenta competir, mas com iniciativas pobres como o UltraViolet. Porém, as empresas de vídeos, bem como as de publicidade, enfrentarão uma paisagem cada vez mais sombria de escolhas para ter seu conteúdo na tela dos consumidores.

As empresas a cabo e móveis talvez se adaptem e se tornem parte do novo regime, se conseguirem criar seu próprio conteúdo e desenvolver ecossistema ou se aliar com uma das plataformas competidoras. Mas a velha guarda é mais odiada do que amada pelas pessoas. Estão vulneráveis.

Observando o mercado periférico do iPad, é possível ver a mudança chegando na forma de kits para paredes. As pessoas instalam os aparelhos em cozinhas e outros cômodos onde antes havia TVs. Dada à possibilidade de reprodução de conteúdo de uma Apple TV box para um iPad, não é necessário ter uma TV pequena e um iPad em casa.

O novo iPad pode reproduzir vídeos de até 1080p por meio da terceira geração da Apple TV boxes, isso é quase tão bom quando as HDTVs de hoje.

Fonte: It Web

quinta-feira, 15 de março de 2012

TVs de Plasma também terão de ter o Ginga

Portaria interministerial publicada no ultimo dia 13/3, no Diário Oficial da União (DOU), determina que os televisores com tela de plasma fabricados na Zona Franca de Manaus também incorporem obrigatoriamente o Ginga, software brasileiro que dá ao Sistema Brasileiro de TV Digital a capacidade de executar aplicações interativas. As regras são as mesmas estabelecidas no mês passado pela portaria interministerial número 140, que estabelece o PPB para a produção de televisores com tela de cristal líquido.

Pela portaria 187, datada de 9/3 e publicada hoje, a partir de 1º de julho, até 31 de dezembro deste ano, a inclusão do Ginga nos televisores de plasma fabricados na Zona Franca é opcional. A partir de 1º de janeiro de 2013, 75% dos televisores devem sair de fábrica com o middleware instalado. O percentual sobe para 90% a partir do começo de 2014.

Fonte: PC World

segunda-feira, 12 de março de 2012

TV digital interativa pode servir às inclusões digital e social

O acesso a serviços interativos por meio da televisão poderá se tornar uma política de governo, com o objetivo de promover a inclusão digital e social da população. Segundo o superintendente de Suporte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), André Barbosa, a ideia está sendo formatada pela EBC e será levada em breve aos ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, e Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, para depois passar pela avaliação da presidenta Dilma Rousseff.

A expectativa é que ainda neste semestre possam ser iniciados os primeiros testes para avaliar a aceitação da população do modelo de interatividade. "A ideia geral é que a gente possa fazer uma prova de conceito, transmitir o sinal da TV Brasil, distribuir set-top box conversores na casa das pessoas, principalmente de baixa renda, que estejam integradas a um dos programas do governo. Para fazer uma medição real se eles vão usar o serviço ou não, se realmente vão saber usar. Com essa medição, mostrar para as autoridades para que se possa fazer disso uma política tão importante de Estado como é o Programa Nacional de Banda Larga", disse Barbosa, em entrevista à Agência Brasil.

A aposta é que a intimidade da população com a televisão possa facilitar o uso dos serviços que serão oferecidos com a interatividade, como a marcação de consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso a programas do governo, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, serviços previdenciários e serviços bancários. "Todos os programas do Estado estarão dentro da casa da pessoa, em um veículo que a maioria da população brasileira já tem familiaridade há mais de 50 anos. Isso é muito diferente do que introduzir uma tecnologia nova", avalia o superintendente, comparando a TV com a internet.

Para receber o sinal de TV digital em um televisor comum, é preciso de um conversor, chamado de set-top box. Para facilitar o acesso a esses aparelhos, estão sendo estudadas formas de financiamento ou até mesmo uma fidelização, como por exemplo, ao abrir uma conta para receber os recursos do Bolsa Família nos bancos públicos, a pessoa receberia um conversor.

O superintendente explica que as emissoras comerciais ainda não demonstram interesse pela interatividade, porque o uso dos aplicativos durante o intervalo da programação poderia prejudicar sua principal fonte de renda: a publicidade. "As emissoras comerciais não têm ainda uma fórmula perfeita de sobrevivência do modelo comercial atual com o modelo interativo, porque um compete com o outro", diz. Por isso, na sua avaliação, a TV pública, que não depende de patrocínios, pode assumir o pioneirismo na introdução desse modelo no país.

Uma ideia para atrair as TVs comerciais para a interatividade pode ser o patrocínio de empresas estatais, como Banco do Brasil, Petrobras e Correios, criando um novo modelo publicitário. A sugestão também será levada ao governo pela EBC.

Fonte: Terra

quinta-feira, 8 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Ginga só será obrigatório em 2013

Semana passada, o Ministério das Comunicações publicou o cronograma para a implantação obrigatória do middleware Ginga nos aparelhos de TV fabricados no Brasil. O Ginga é o último elemento para implantação da TV digital brasileira, ativa desde o dia 2 de dezembro de 2007, e hoje presente em 457 cidades (45,4% da população), de acordo com o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD).

O cronograma representou uma pequena vitória por parte das fabricantes, que garantiram o adiamento da obrigatoriedade de do Ginga para o ano que vem. O medo da indústria é que a obrigatoriedade já valesse para este ano. No entanto, o fato de a lei obrigar a presença do Ginga não quer dizer que a utilização do middleware seja massificada.

Segundo o cronograma, a implantação do middleware é opcional para a produção de 2012. A partir de janeiro de 2013, no entanto, 75% das TVs fabricadas no País têm que vir com o programa. Somente em 2014, ano de Copa do Mundo, é que 90% dos aparelhos devem incluir o Ginga. O problema é que, apesar de estar previsto no papel, o Ginga pode “não pegar” simplesmente pela falta de um modelo de negócios que viabilize a produção de softwares e conteúdo interativo.

“Do jeito que está hoje, quem comanda a interatividade são as emissoras de TV. E elas têm um modelo de negócio baseado em propaganda. Certamente não vão investir na interatividade de uma forma que torne isso rentável para os desenvolvedores de menor porte”, comenta o pesquisador especialista em TV do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Jorge Cavalcanti. Ele defende que o Fórum SBTVD crie com urgência um modelo de negócios que contemple, por exemplo, a criação de uma loja de aplicativos para que outros desenvolvedores criem softwares voltados para a TV digital.

“Esse modelo de interatividade não pegou em lugar nenhum do mundo. Tudo bem que a TV no Brasil tem um aspecto muito particular. Mas mesmo assim fica muito difícil fazer a interatividade do SBTVD funcionar, se não tenho um canal para escoar a produção”, diz. Na opinião do pesquisador, esse é apenas um dos fatores que ameaça o futuro do Ginga.

“As fabricantes todas têm suas Smart TVs, com lojas de aplicativos. Até o Google e, segundo dizem os rumores, a Apple, estão nesse negócio. Então, para que as fabricantes irão querer instalar um middleware se elas já têm os seus e, mais ainda, para que obrigar a interatividade em 100% dos aparelhos, se não temos sinal digital em todo o País?”, comenta Cavalcanti. “Acontece que muitos produtores que estavam empolgados com o Ginga passaram e se voltar para as Smart TVs”, conta o pesquisador. Ele lembra ainda que, para haver interatividade real (no Ginga e nas Smart TVs), é preciso utilizar o canal de retorno, ou seja, ultra banda-larga.

“Atualmente, a única experiência com interatividade que temos é a busca por mais informações. É algo que as emissoras enviam e que pode ser acessado localmente. Não temos nada de interatividade real no Brasil e para que isso aconteça é preciso ampliar o PNBL”, destaca o pesquisador. O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) prevê conexão de 1 Mbps a R$ 35.

Fonte: Jornal do Commercio

TV Digital: marque a consulta no SUS pelo controle remoto

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) vai disponibilizar conteúdos interativos e acesso códigos de desenvolvimento de aplicativos para a TV digital em março, segundo o Ministério das Comunicações. Um dos novos serviços é o "IncluaSaúde", em que o telespectador poderá marcar consultas por meio do SUS (Sistema Unidos de Saúde) em um posto de saúde para si mesmo e seus dependentes diretamente na TV.

A programação interativa será transmitida inicialmente pela emissora governamental EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), mas serão abertos e disponíveis nos demais canais.

Entre os demais conteúdos interativos oferecidos pelo CPQD para TV Digital estão aplicativos de previsão do tempo, vagas de empregos, notícias, comércio na TV, jogos e até mesmo bate-papo com funcionalidades de rede social.

O aplicativo "PrevidênciaFácil", por exemplo, deve oferecer a visualização de informações e documentos necessários para a obtenção de aposentadoria por idade, tempo de serviço ou invalidez, utilizando dados adaptados do site da Previdência Social para a plataforma de TV.

O CPQD afirmou que vai lançar a programação interativa não apenas para a plataforma Ginga, que será obrigatória em 75% dos televisores com tela de cristal líquido a partir de 2013, mas também para um sistemas usados por prefeituras, serviços de vagas de emprego, entre outros.

De acordo com o Ministério das Comunicações, o projeto SMTVI (Serviços Multiplataforma de TV Interativa) está em fase final de desenvolvimento e os resultados estão previstas para março, abril e maio desse ano.

Desenvolvimento

O CPQD afirmou que irá oferecer uma biblioteca de componentes de software, com trechos de código independentes e com funcionalidades de criação e navegação de telas para aplicações interativas para a TV Digital.

O Ministério das Comunicações informou que o CPQD vai disponibilizar também ferramentas para o desenvolvimento de aplicativos para TV Digital. A ferramenta para o ambiente Ginga da TV Digital permite o acesso a técnicas e mecanismos de criação de conteúdos multimídia interativos.

Também serão oferecidas recomendações de usabilidade que reúnem as principais descobertas e melhores práticas de design para o desenvolvimento e a avaliação de serviços para TV Digital Interativa.

Fonte: IDG Now

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A partir de 2013, interatividade nos televisores será obrigatória

O governo perdeu a paciência com os fabricantes de televisores, que negociavam um cronograma para equipar os aparelhos com o Ginga, software que garante a interatividade na transmissão da TV digital. As regras foram publicadas ontem no Diário Oficial da União. A partir de 2013, 75% das TVs de tela fina produzidas no País terão de sair de fábrica com o Ginga.

Apesar de a indústria ter sido pega de surpresa, Virgilio Almeida, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmou que o setor privado foi consultado, tendo participado até de um seminário em Brasília, em agosto de 2011. 'Na realidade, os prazos e porcentuais iniciais foram flexibilizados', disse Almeida.

Segundo a portaria, os fabricantes de TVs estão dispensados de incluir o software nos aparelhos produzidos neste semestre e, de julho a dezembro, a instalação do sistema é opcional. Em 2014, ano da Copa do Mundo, 90% dos televisores de tela fina fabricados no Brasil terão de contar com o software. O Ginga é o único componente desenvolvido no Brasil do chamado sistema nipo-brasileiro de TV digital.

A decisão do governo não contemplou o pleito da indústria, que propunha um ritmo mais lento na implantação do software interativo nas TVs.

Em janeiro, Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), disse ao Estado que o cronograma proposto pela entidade era incluir o Ginga em 10% das TVs conectadas, com acesso à internet, a partir de outubro deste ano, subir esse índice para 50% em janeiro de 2013 e atingir 95% em 2014.

Na época, o governo queria incluir 30% do Ginga em todas as TVs de tela fina em julho deste ano, ampliar esse índice para 60% em 2013 e atingir 90% em 2014. A indústria considerou esse cronograma inadequado, uma vez que o teste para validar o uso do software só será concluído no fim de setembro.

Além disso, como não havia obrigatoriedade de instalação do software nos aparelhos e nos transmissores do sinal digital, de acordo com a norma 15.606 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que trata sobre a TV digital, metade das indústrias não se preparou para isso, especialmente as nacionais. A norma foi acertada no âmbito do Fórum da TV Digital, do qual participaram indústrias, governo, emissoras e idealizadores do software.

Justiça. O temor de que a obrigação de instalação do software já valesse já partir de julho deste ano fez com que representantes de dez indústrias concluíssem em janeiro que a saída seria questionar a medida na Justiça.

Ontem, procurada pelo Estado, a Eletros não quis se pronunciar sobre a decisão do governo. A entidade tem reunião marcada para discutir a questão no dia 6 de março.

Samsung, LG e Philips informaram que vão seguir as exigências do governo. A Semp Toshiba não retornou as ligações

Fonte: Estadão

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ginga acirra impasse entre indústria e governo

No início do mês de fevereiro, a coluna da jornalista Ana Paula Lobo, no site convergência digital apresentou as reivindicações dos fabricantes de equipamentos para que o percentual obrigatório do middleware Ginga nos receptores ficasse em apenas 10% dos novos equipamentos e que essa regra entrasse em vigor apenas a partir de outubro.

O que a nota não traz, no entanto, é a intensa discussão que se acirra nos bastidores sobre a presença obrigatória da parte declarativa na implementação. Os fabricantes afirmam, como pode ser acompanhando na nota, que os testes ainda não foram concluídos. Porém, muitos afirmam existir uma forte pressão da indústria de software para adotar uma solução puramente Java em função de acordos comerciais que não beneficiarão o usuário final, tanto em qualidade quanto no custo dos equipamentos.

Fonte: http://telecom.cesjf.br/node/22604

Convergência da TV com a internet promete nova revolução

Quando a TV a cabo chegou ao Brasil, a pobreza de opções da TV aberta ficou evidente. A convergência da televisão com a internet, caminhando a passo acelerado, promete fazer o mesmo com o menu da TV paga.

Mas não é só questão de quantidade de opções. Estamos falando de outra maneira de ver televisão. O que era passivo, preso às grades das emissoras, vira ativo, e pode se ver o que quiser, na hora em que bem entender. Sem falar que a TV vira também um centro de mídia para ouvir suas músicas, rádios online, ver fotos, clipes, jogar games, etc. Há algumas maneiras de se começar a ver TV assim. A mais cara é a SmartTV (TV com internet).

Seus modelos mais baratos e menores (32 polegadas) não saem por menos de R$ 1.500. Outra opção é acessar a web através de um console de jogos. Um pouco mais barato, mas ainda assim na faixa de R$ 700. E ocupam espaço com sua caixa e controles. A opção mais prática e econômica para levar a internet para sua TV (que não seja ligar seu computador direto no televisor) é uma categoria de produtos ainda pouco difundida no Brasil: os set-top boxes ou digital media receivers.

Abrange uma variedade de módulos que ligamos na TV para canalizar conteúdo digital para nossos receptores. "Set-top box" significa, literalmente, "caixa que vai em cima do aparelho". O termo é usado nos EUA há décadas para qualquer tipo de conversor para a televisão, desde os heroicos transformadores de sinal UHF. Para os três aparelhos testados (Apple TV, Boxee Box e Seagate GoFlex TV), lançados recentemente no Brasil, a especificação digital media receiver (ou media streamer ou digital media hub) faz mais sentido.

Os aparelhos vêm com aplicativos próprios (por exemplo, YouTube, Picasa, Netflix) ou podem acessar conteúdo do seu computador, smartphone e tablet. Mas, se tudo isso parece bom, ainda precisa melhorar muito para que o consumidor brasileiro possa usufruir dessa tecnologia como se deve.

Primeiro, porque o media receiver depende de uma boa conexão de banda larga (pelo menos 10 Mbps). Segundo, porque por aqui a oferta de aplicativos e serviços pensados para a convergência entre internet e TV ainda é pequena (nem Google TV temos ainda). PRODUTOS APPLE TV Preço: R$ 399 (sugerido) Se o fato de se fechar num sistema não chega a ser um problema em produtos da Apple como iPad ou iPhone, com a Apple TV esse não é o caso. A razão de ser de um media center é o conteúdo e aqui o usuário está restrito ao que há no iTunes e a alguns aplicativos como YouTube, Netflix e Vimeo.

Admita-se, não é exatamente pouco. Mas, quando se pensa no tanto a mais que existe na web (em formatos que o iTunes não lê), ou mesmo em pen drives e HDs da sua casa (que não podem ser ligados por causa da falta de entrada USB), as limitações ficam evidentes. O outro lado da moeda: é à prova de vírus e a qualidade da reprodução tende a ser uniforme.

D-LINK BOXEE BOX Preço: R$ 599 (sugerido) A vantagem do Boxee Box é a quantidade de opções. A caixa da D-Link traz para a TV uma experiência mais próxima a navegar na web ao aceitar inúmeros formatos de som e imagem (a Apple TV fica presa ao iTunes e alguns aplicativos). A navegação é ajudada pelo teclado que vem no controle remoto (mas o mouse faz falta). Já vem com 180 canais de conteúdo, como Wired, BBC, VEVO e Globo Digital. Com toda essa abertura, um antivírus se faz necessário.

Entradas: HDMI, duas USB, ethernet, áudio óptico e áudio estéreo. SEAGATE GOFLEX TV Preço: R$ 499 (sugerido) O set-top box da Seagate não difere muito do Boxee Box em termos do que ele pode fazer: acesso direto a praticamente tudo que se pode ver no seu computador, dialogando com inúmeros formatos de áudio, vídeo e foto.

As entradas se repetem: HDMI, ethernet, duas USBs, áudio óptico e áudio estéreo. Sua grande desvantagem: Wi-Fi, só se você comprar um adaptador opcional. FAQ - O que é set-top box? É o nome dado a qualquer caixa que converte sinais para a TV, desde o antigo conversor de UHF até a Apple TV

- O que é digital media receiver? É o set-top box que converte conteúdo digital para a TV. Alguns guardam arquivos (D-Link Boxee Box). Outros só têm streaming (Apple TV).

- O videogame pode ser considerado um set-top box? Se ele se conecta à internet como o Xbox 360 ou o PlayStation 3, pode sim. O Xbox inclusive vem com o aplicativo de filmes da Netflix. - Posso navegar na web com o set-top box? Depende do modelo. Com a Apple TV você só pode acessar conteúdo da iTunes Store ou de alguns aplicativos. Já o Boxee Box tem browser. - Um set-top box depende de uma boa banda larga? Totalmente. Para a maioria dos modelos, recomenda-se uma conexão de pelo menos 10 Mbps para assistir a filmes em alta definição sem engasgar.

Fonte: R7 - Por Camilo Rocha São Paulo

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Governo deve deixar exigência do Ginga apenas para 2013

Ao que tudo indica, o decreto que estabelecerá o Processo Produtivo Básico (PPB) de televisores com o middleware Ginga está pronto para ser publicado e, segundo fontes do governo, deve isentar a indústria de incluir o Ginga nos equipamentos produzidos este ano. Em compensação, a partir de 2013, o percentual de televisores com Ginga deverá ser de 75% sobre toda a base, ou seja, tanto sobre televisores conectados quanto sobre televisores sem conectividade. Será possível abater dessa cota em 2013 até 15 pontos percentuais caso haja estoque de equipamentos com Ginga produzidos em 2012.

Se confirmados os percentuais, já que esta semana ainda havia alguma movimentação junto às principais autoridades envolvidas, a mudança é significativa em relação ao que o governo esperava publicar em janeiro. Na época, o portal Convergência Digital informava que a ideia do governo naquele momento era exigir 30% de televisores com Ginga ainda este ano, 60% em 2013 e 90% em 2014.

A aposta do governo é que o Ginga será alavancado por uma profusão de aplicativos abertos e, sobretudo, aplicativos de governo eletrônico que serão embarcados nos televisores e devem ser produzidos com financiamento do governo. Mas as mesmas fontes reconhecem que ainda não existe muita clareza sobre a questão do canal de retorno. Ainda que seja possível um bom grau de interatividade simulada (aquela em que o usuário na verdade interage com dados armazenados na memória do dispositivo), dificilmente isso terá apelo no crescente ambiente de TVs conectadas, em que cada fornecedor tem o seu próprio middleware e ecossistema de desenvolvimento de aplicativos.

Mais do que isso, com a perspectiva de televisores com sistema operacional Android, que é aberto a desenvolvedores (ainda que do lado do fabricante a Microsoft tenha entrado com diversas ações de cobrança de royalties), o governo sabe que terá que enfrentar uma disputa global no desenvolvimento de aplicativos. O cenário tende a se complicar caso surjam esse ano televisores com sistemas operacionais da Apple e Microsoft embarcados, como já apostam analistas.

Segundo integrantes do Forum TV Digital ouvidos por este noticiário, o Ginga é importante do ponto de vista das emissoras de TV para que os radiodifusores assegurem autonomia na interatividade, mas eles mesmos acreditam que o ideal seria exigir o middleware apenas em TVs conectadas, justamente por conta da crescente necessidade de um canal de retorno.

Segundo apurou este noticiário, para resolver o problema do canal de retorno, o governo chegou a cogitar colocar alguma obrigação de acesso à rede LTE das teles no edital de 2,5 GHz, mas avaliou que não haveria tempo para definir um modelo. Há ainda a expectativa de que a banda U da faixa de 2,5 GHz, que tem 15 MHz de largura e será destinada a aplicações do governo, possa um dia ser utilizada para isso. Ou que no bojo de um debate sobre o futuro da faixa de 700 MHz, em 2013, fique mais claro que alternativas poderão ser buscadas para uma interatividade plena que independa de um acesso do cidadão à Internet. Mas tudo isso está longe de uma definição.

Fonte: Teletime

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Vídeo: interatividade (Ginga) na Copa do Mundo

MiniCom concluiu revisão da proposta do novo marco da mídia eletrônica

O Ministério das Comunicações já concluiu a revisão da proposta de alteração do marco regulatório da mídia eletrônica, mas ainda não tem data para abrir a discussão pública sobre o tema. O ministro Paulo Bernardo disse que a norma não prevê mudanças na Constituição, porém admite que é preciso discutir se a restrição ao capital estrangeiro é valida também para sites noticiosos. “Recebi uma demanda da Abert [Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão] e devo pedir um parecer da Advocacia Geral da União”, disse, avisando que essa questão não é tratada no projeto do marco regulatório.

“A restrição já está prevista na Constituição, o que precisamos saber é se o sites noticiosos podem ser considerados veiculos de comunicação”, explicou. Bernardo disse que já teve uma conversa preliminar com o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, que também recebeu demanda semelhante, mas ainda não há uma posição formada. “Precisamos saber se o que parece veículo, tem cheiro de veiculo é realmente um veiculo de comunicação”, brincou.

O ministro das Comunicações disse que é preciso levar em conta também a eficácia de restringir esses jornais eletrônicos. “Se foram proibidos aqui, os sites com predominância de capital estrangeiro podem se instalar na Cidad del Leste, no Paragaui, e continuar abastecendo a internet brasileira”, argumentou. “O certo é que uma hora vamos ter que nos debruçar e enfrentar essa questão”, afirmou.

Bernardo assegurou que o projeto de revisão do marco regulatório não trata de censura e que se limita a regulamentar o que está previsto na Constituição. Ele disse que a questão da internet não está clara porque quando foi aprovada a Carta Magna a web estava apenas ainda se estruturando no país. “Mas isso é apenas uma questão de definição”.

O projeto já está em discussão entre ministros do governo. Após essa etapa, será debatido com a presidente Dilma Rousseff para definição de cronograma de discussão com a sociedade. Em seguida, será aberta a consulta pública da proposta.

Radiodifusão
Bernardo disse que até maio estará enviando para a Casa Civil proposta de decreto para regulamentar o funcionamento da radiodifusão comercial. Ele disse que com a medida completa o esforço de reformular as normas existentes para o setor e que datam de 1962. Recentemente, o MiniCom reformulou os procedimentos de outorgas de emissoras comerciais, exigindo maior capacidade técnica e finaceira dos concorrentes à obtenção da licença. Anteriormente, foram reformuladas as regras de concessão de rádios comunitárias e de emissoras educativas.

Sobre TV digital, o ministro disse que a Secretaria de Comunicação Eletrônica analisou e deferiu 190 processos para atribuição de canal, especialmente para geradoras. Mas só 94 compareceram com a documentação. “As empresas não se planejaram para aproveitar esse momento”, disse o ministro. Ele adiantou que já marcou reunião com Abert para tratar do assunto.

Bernardo afirmou que neste semestre serão atendidos todos os pedidos para obter o canal digital. “Quem não apresentou pedido, vamos procurar. Nossa ideia é cumprir rigorosamente o prazo de desligamento do sistema analógico, previsto para 2016”, concluiu.

Fonte: Telesintese

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

EBC prepara teste piloto de Ginga com canal de retorno

A Empresa Brasileira de Comunicações está preparando um teste piloto para oferecer serviços públicos através do sinal de TV digital aberta usando o middleware de interatividade Ginga e com possibilidade de canal de retorno para que o usuário também possa enviar informações. O objetivo é usar os resultados do piloto na elaboração de um projeto nacional que será apresentado ao governo para impulsionar o uso do Ginga através da TV pública e “criar uma política de estado”, afirmou o superintendente de suporte da estatal, André Barbosa Filho.

Barbosa participou nesta quinta-feira (9) de um debate sobre TV digital na Campus Party, em São Paulo, onde defendeu a necessidade da TV pública levantar a bandeira da interatividade na TV aberta, uma vez que as emissoras comerciais não têm interesse na tecnologia por não haver um modelo de negócios consolidado para a publicidade com Ginga. “Quem tem que tocar esse projeto é a TV pública: é quem vai prestar os serviços públicos, é quem não depende da receita da publicidade. A TV pública é a sociedade na casa da pessoa”, disse ele.

Os testes devem ocorrer nos próximos 6 meses em 3 cidades de diferentes tamanhos, e contarão com o apoio da Telebras, que fornecerá a rede de canal de retorno. Entre as propostas em estudo está a possibilidade de entregar conversores de TV digital embarcados com Ginga e aplicativos de serviços públicos como SUS, Previdência e Caixa a beneficiários do Bolsa Família, e a partir daí medir e analisar o uso dos aplicativos pela população. A EBC também planeja abrir editais para o desenvolvimento dos aplicativos que serão usados no piloto.

Outro plano em análise citado pelo superintendente é o de reservar um pequeno porcentual da receita de grandes estatais como Petrobras para investimentos em publicidade interativa, que use o Ginga, nas emissoras comerciais. “Você precisa criar um modelo de TV que permita a convivência entre a publicidade antiga e a interativa”, disse Barbosa.

Frequências
Barbosa também comentou que a EBC está trabalhando para reaver as faixas de canal UHF de 60 a 68, que seriam reservadas para o sinal digital das TVs públicas, mas ocupam a disputadíssima frequência dos 700 MHz, atualmente usada para a TV analógica, mas que é reivindicada pelas operadoras para uso no serviço de telefonia móvel 4G. O superintendente, no entanto, não quis dar mais informações.

Fonte: Telesintese

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Emissoras de TV usam apenas 20% da interatividade do Ginga

Os recursos do Ginga, software que permite a interatividade na TV digital brasileira, ainda são pouco adotados por emissoras de TV de todo o País, de acordo com debate sobre o assunto durante a Campus Party Brasil 2012. Segundo Valdecir Becker, doutor em TV digital e CEO da produtora Saci Filmes, as emissoras de TV até agora adotaram apenas 20% dos recursos de interatividade que o Ginga oferece.

O Ginga é uma camada de software que pode ser embarcada em televisores e set-top boxes com conversor de TV digital. Por meio do sistema, é possível interagir com a emissora, por exemplo, participar de enquetes durante jogos de futebol.

A plataforma, em sua versão atual, também permite que o usuário instale aplicativos desenvolvidos em Java na TV – eles podem ser relacionados ao conteúdo da emissora ou para acessar serviços de terceiros, como redes sociais.

De acordo com André Barbosa, conselheiro do Sistema Brasileiro de TV Digital e gerente de suporte da Empresa Brasil de Comunicações (EBC), a base instalada de 65 milhões de TVs em todo o Brasil tem grande potencial com o Ginga. “Se já existe uma rede que pode ser interativa podemos levar serviços públicos, como marcação de consultas e consulta a bancos de dados do governo, para as TVs”, disse Barbosa, durante o debate.

Barbosa defende que, em vez de esperar que as emissoras de TV comerciais adotem o Ginga completo, o governo deve tomar a frente e começar a usar o Ginga para serviços públicos por meio da rede de TV Digital Pública. Com isso, os telespectadores teriam acesso aos recursos e, no futuro, as TVs comerciais podem começar a oferecer mais recursos da plataforma. “Já há um consenso no governo que a adoção do Ginga tem que começar pela TV Pública”, disse Barbosa.

A falta de interesse das emissoras de TV comerciais em adotar o Ginga, segundo Becker, tem a ver com a possível concorrência dos conteúdos multimídia com a programação e comerciais. “Como o usuário poderá acessar conteúdo interativo enquanto a emissora exibe os comerciais, fica mais difícil justificar o investimento do anunciante”, diz Becker.

Para Barbosa, é preciso criar um novo modelo de negócio para as emissoras, que inclua a interatividade. “É preciso encontrar uma forma que permita que os dois modelos convivam”, disse o executivo que deve cuidar do projeto de operador de rede da TV Digital Pública. Ela será responsável por coordenar dos projetos de interatividade na TV Cultura, TV Educação, TV Câmera, entre outros canais do governo.

TVs conectadas e aplicativos
No debate, os palestrantes defenderam que o Ginga pode ser complementar às TVs que possuem plataformas de software que suportam conexão com a internet. “Se você perguntar para nós, produtores de conteúdo, qual plataforma preferimos, vamos dizer que queremos as duas”, disse Becker durante o debate. Desenvolvedores de aplicativos terão que escrever código várias vezes para oferecer conteúdo no Ginga e nas TVs conectadas de várias fabricantes (que são incompatíveis entre si).

Assim como nas TVs conectadas, os desenvolvedores poderão criar aplicativos para smartphones e tablets que ofereçam conteúdo complementar para os telespectadores que possuem TVs com suporte ao Ginga. “Mais de 76% dos telespectadores acessam algum conteúdo no celular enquanto veem TV, é o que chamamos de segunda tela”, diz Becker. Estes aplicativos podem transformar o smartphone, por exemplo, em um joystick para jogos ou em um teclado para digitar um termo de busca.

Fonte: IG

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

MiniCom vai priorizar digitalização das rádios AM e FM

O Ministério das Comunicações prorrogou até abril os testes das tecnologias disponíveis para rádio digital. Segundo o secretário de Comunicação Eletrônica, Genildo Albuquerque, faltou averiguar a performance da tecnologia DRM (de consórcio de empresas europeias) em FM de curto alcance, usado pelas rádios comunitárias.

Aalbuquerque afirmou que não pretende prorrogar mais esse prazo, mesmo que não tenha testado as tecnologias norte-americana e japonesa. A primeira porque os equipamentos para testes não foram entregues e a segunda porque dependeria de adaptações significativa para atender à faixa AM e mesmo alteração da frequência, que não foram feitas.

“De qualquer forma, já temos um norte estabelecido que é a prioridade de digitalização do rádio AM e FM. Ondas Curtas e Ondas Tropicais, nós não temos certeza se vale a pena digitalizar porque são muito poucas emissoras e elas estão concentradas basicamente no Amazonas e no Pantanal”, dsse o secretário. Para isso, a ideia é de que os novos receptores tenham capacidade de receber transmissões analógicas e digitais, para atender essas emissoras.

Depois de definir se a tecnologia atende às necessidades, o segundo passo será a negociação com a indústria. “Qualquer que seja a tecnologia que optarmos, os receptores e os transmissores terão que ser fabricados no Brasil”, afirmou Albuquerque. Ele lembrou que os transmissores da TV digital fabricados no país concorrem com qualquer equipamento produzido em outros países, em qualidade e preço.

Os testes forma iniciados em junho e previam análise das transmissões em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, cidades escolhidas por ter características geográficas diferentes. A expectativa de Albuquerque é de ainda poder testar o sistema Iboc, e está aguardando os aparelhos dos norte-americanos. Ele informou que ainda não teve acesso aos resultados dos testes.

Fonte: Telesintese

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Rádio digital

Depois da transição da TV e da telefonia para o padrão digital, 2012 vai ser a vez do rádio. E o governo federal quer correr para anunciar pelo menos a escolha do modelo de transmissão ainda no primeiro semestre.

Entram em jogo aí os modelos norte-americano, europeu e japonês. Mas também se abre a possibilidade para o desenvolvimento de um modelo nacional. Ainda no governo Lula (PT), o Executivo havia escolhido o norte-americano, que permite que vários conteúdos sejam disponibilizados pela mesma rádio, só que acabou voltando atrás.

O problema é que várias rádios já haviam comprado os equipamentos e o governo, que resolveu insistir na indefinição, também proibiu a transmissão em sinal digital. À época, existiam apenas os modelos norte-americano e europeu, só que representantes do modelo japonês entraram em contato com o Ministério das Comunicações e com a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

Na lista de exigência do governo, além de um sistema que se adapte à geografia e às características socioeconômicas brasileiras, está a transferência de tecnologia. No centro dessa decisão está o deputado federal Sandro Alex (PPS-PR). Ele é o relator do texto que define o modelo que o Brasil irá adotar no rádio digital.

O problema é que a decisão da Câmara dos Deputados terá que ser a mesma do Ministério das Comunicações. “Se a Câmara adotar um e o Ministério outro, nenhum é adotado”, diz.

De acordo com ele, o rádio está “defasado” na adoção do sistema digital, que poderá salvar as rádios AM. “Precisamos de um modelo que necessariamente atenda às rádios AM, que precisam dessa tecnologia para sobreviver.”

Fonte: Jornal do Comércio

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sete canais podem se tornar obrigatórios por nova lei

Ao menos sete canais estão na disputa para se tornar obrigatórios dentro da cota de conteúdo brasileiro prevista na lei 12.485/2011.

São eles Canal Brasil, SescTV, Cinebrasil TV, TV Climatempo, Music Box Brasil, Prime Box Brasil e Travel Box Brasil, de acordo com levantamento do "Anuário de Mídias Digitais 2012".

A nova legislação, que cria novas regras para a TV paga, está em consulta pública.

Entre outras cotas, ela prevê uma que determina que para cada três canais estrangeiros haja um brasileiro nos pacotes de TV por assinatura, até o limite de 12 nacionais.

As operadoras informaram estar estudando as novas regras e disseram que não vão se pronunciar agora sobre os canais obrigatórios.

Fonte: Folha

Venezuela quer fabricar set-top-box para TV digital em parceria com Argentina

O presidente venezuelano aprovou um projeto para fabricar tablets, televisores e set-top-boxes com conversor de TV digital embutido em parceria com a Argentina, segundo informou o site expecializado NexTV Latam. O projeto foi proposto pelo Ministro de Infraestrutura argentino, Julio de Vido, como parte de um acordo de cooperação entre os dois países para impulsionar o padrão ISDB-T de TV digital, também usado em outros países da América do Sul, inclusive o Brasil, que o desenvolveu com base na tecnologia japonesa.

Na semana passada, de Vido viajou para a Venezuela e apresentou os aparelhos ao presidente Chávez – incluindo o tablet com conversor de TV digital embutido. “A ideia é fabricar esses aparelhos na Venezuela com base na indústria argentina”, afirmou o ministro, que vem defendendo um plano de incentivos para três fabricantes de set-top-boxes, que seriam distribuídos gratuitamente à população argentina. O plano de TV digital argentino inclui ainda uma plataforma estatal de 15 canais públicos que estão sendo desenvolvidos para fazer frente aos grupos de comunicação privados.

Fonte: Telesintese

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

TV Digital: Governo quer Ginga em 30% das TVs já em 2012

O governo tentou um acordo com a indústria, mas não obteve sucesso. Depois de três anos de discussões infrutíferas, decidiu fechar a nova portaria que vai trazer o Processo Produtivo Básico para a inserção do Ginga nos televisores digitais.

O PPB, segundo fontes do governo, será implantado em três etapas para que os fabricantes de televisores possam substituir gradativamente o legado existente.

A nova portaria, informam ainda as fontes do governo, deverá ser publicada até o final de janeiro. Os fabricantes de televisores terão de implementar a inserção do Ginga ainda em 2012 numa proporção de 30% dos televisores digitais que forem produzidos este ano. Para 2013, esse percentual subirá para 60% dos televisores fabricado e, em 2014, o governo espera que 90% da produção já contemple o middleware de interatividade embutido.

A decisão foi tomada também levando em contra o desespero da indústria de software, qua já ameaçava abandonar o projeto de interatividade da TV Digital diante da inércia da indústria.Empresas investiram pesado na interatividade da TV Digital e, até agora, só acumularam prejuízos significativos por falta da definição do PPB para a fabricação dos televisores com o Ginga.

Na demorada negociação somente a decisão de chegar a 2014 com o Ginga incorporado era o ponto pacífico nas discussões entre a indústria e o governo. Os fabricantes tentaram adiar a implementação do ginga para 2013, mas o governo ao que parece decidiu não ceder.

Originalmente, o governo propôs em consulta pública começar a inserção do Ginga em 75% dos aparelhos televisores produzidos a partir de julho deste ano. Mas recuou nesse percentual para 30%. Ainda são 10 pontos percentuais acima do que desejava a indústria - os fabricantes pleiteiam 20% e até ameaçam ir à Justiça- mas está bem abaixo dos 50% colocados à mesa nas últimas reuniões,o que favorece a uma última tentativa de ajuste entre as partes.

Quanto ao prazo, a indústria exige que a fabricação dos televisores com Ginga comece em outubro. O que o governo decidiu com relação a data do início do processo de produção ainda é um mistério, mas existe a possibilidade de ser acatada a proposta dos fabricantes.

Fonte:www.institutotelecom.com.br