Os brasileiros têm predileção por aparelhos de televisão modernos. Quando se aproximam eventos esportivos importantes, como Copa do Mundo ou Olimpíada, a preferência vira fixação e as vendas de televisores aumentam de 20% a 40%.
Nos últimos sete anos, a classe C ganhou volume e renda. Já são 103 milhões com uma renda média familiar de R$ 1.450 por mês, o que representa 54% da população brasileira.
No ano passado, mais 2,7 milhões de brasileiro tiveram ascensão social e entraram na classe C, segundo a pesquisa empresa Cetelem BGN, do grupo BNP Paribas.
O preço da TV 3D também ficou mais acessível. No Brasil, quando chegou a tecnologia 3D em junho de 2010, o preço do aparelho chegava a R$ 9 mil. Agora já é possível encontrar no varejo modelos de 42 polegadas, como conversor digital e um óculos por R$ 1.799, queda de 80% no preço em dois anos. No financiamento, a prestação da TV 3D de R$ 1.799, em 18 vezes, é de R$ 149,90 (o custo total a prazo é de R$ 2.698,20).
Para este ano, a renda da classe C deve subir para R$ 1.566 e em 2013, a expectativa é que alcance R$ 1.700.
A distância entre a renda do telespectador e o sonho de consumo está cada vez menor. “Os televisores 3D ainda são aspiracionais, embora o preço do produto venha caindo. Acreditamos, no entanto, que num futuro próximo a tecnologia 3D estará mais popularizada a exemplo do que aconteceu com a TVs de LCD. Na Copa do Mundo em 2014 acreditamos que a televisão 3D já esteja em muitos lares dos brasileiros", disse Roberto Fulcherberguer, vice-presidente comercial da Via Varejo, que inclui as redes Casas Bahia e Ponto Frio.
As emissoras de TV já estão se preparando para o futuro e adaptando a grade de exibição. “Toda a programação da Rede TV! está em 3D. Em maio de 2010, fomos a primeira emissora de canal aberto no mundo a transmitir um programa ao vivo, em 3D”, disse Kalled Adib, superintendente de operações da emissora.
Tecnologia 3D exige cuidados com a visão
Para manter a saúde dos olhos em dia, o usuário deve manter uma distância mínima de 1,5 metro da tela. Também deve ser mantida a luz da sala acesa ou com iluminação natural. A cada uma hora de programação 3D, é recomendável pelo menos alguns minutos de descanso.
As dicas são do médico Osvaldo Travassos, vice-presidente da SBO (Sociedade Brasileira de Oftalmologia) e professor da Universidade Federal da Paraíba.
Travassos estuda o efeito 3D desde os anos 1970 e é o inventor do teste OTM Stereoteste usado no mundo todo para avaliar a visão binocular.
“Para ver corretamente o efeito 3D é preciso ter boa acuidade visual com percepção simultânea em ambos os olhos além de bom balanceamento dos músculos que movimentam os olhos.”
Outro cuidado importante é com os óculos 3D. “Para cada tipo de TV existe um óculos 3D indicado. Existem os polarizantes, que fazem a seleção da entrada de luz de acordo com o ângulo e os óculos ativos de cristal líquido que alternam rapidamente a exposição dos olhos à imagem”, afirmou.
Quem usa óculos para longe deve usá-lo com o óculos 3D na hora de assistir à TV. “Dá para encaixar um no outro ”, disse.
Fonte: Bom Dia Sorocaba



