quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Operador único da TV pública digital ainda depende de decisão política

Luís Osvaldo Grossmann

A julgar pelo que foi dito durante discussão na Câmara dos Deputados, não está no horizonte próximo uma definição sobre o operador único nacional da TV pública - ou seja, o caminho para a implantação da infraestrutura de transmissão digital que interessa à TV Brasil e um grande conjunto de emissoras, dos canais legislativos e universitários até comunitários.

Em audiência da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular - título felizmente reduzido para Frentecom - representantes do Ministério das Comunicações e da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) destacaram que ainda não há perspectiva orçamentária para que a infraestrutura avance.

“Falta uma definição sobre como pagamos a implantação desse projeto”, resumiu o diretor de serviços da EBC, José Roberto Garcez. A participação do secretário executivo do Minicom, Cezar Alvarez, seguiu a mesma linha, ainda que com considerações positivas à proposta de um consórcio entre a EBC e a Telebrás.

Não resta dúvida que a disponibilidade dos R$ 2,8 bilhões previstos é um ponto essencial - ainda que se trate de recursos a serem aplicados ao longo de 20 anos. “A questão é orçamentária. Precisa de um grande investimento, os primeiros anos são deficitários, e nem a Telebrás, nem a EBC têm condições de atender”, destacou o presidente da Telebrás, Caio Bonilha.

Acontece que não existe, até agora, uma definição se o caminho a ser adotado será mesmo a combinação de forças entre as duas estatais - não é segredo que desde o início o caminho defendido pela EBC foi de uma parceria público-privada. De acordo com a empresa, nem mesmo os papéis que caberiam a cada uma estão superados.

O projeto apresentado pela Telebrás à EBC tem qualidades óbvias, como o compartilhamento de custos para um rede que pode levar tanto o sinal de televisão quanto conexões de banda larga à maior parte do país.

E se é interessante à primeira garantir uma nova fonte de receitas para a mesma rede, vale lembrar que há vantagem também para a EBC, que pode usar as fibras ópticas também como canal de retorno da TV Digital.Mas, como destacou a coordenadora da Frentecom, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a questão orçamentária pode até receber ajuda do Congresso Nacional, desde que o governo sinalize qual o caminho a ser seguido.

“Se o governo realmente tiver interesse, podemos tratar disso em emenda a ser apresentada pela Comissão de Ciência e Tecnologia. Mas é preciso uma decisão política”, completou.

Fonte: Convergência Digital

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Banco do Brasil amplia distribuição de aplicativo de t-banking

O Banco do Brasil prepara a expansão do seu serviço de t-banking para outras plataformas. Atualmente o aplicativo do banco estatal está embarcado em alguns modelos de receptores de TV equipados com o middleware DTVi (Ginga). Nas próximas semanas o aplicativo passará a ser distribuído pelo ar, no sinal da EBC, em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Com isso, o aplicativo estará disponível em qualquer televisor com DTVi nestas cidades. Segundo Rodrigo Mulinari, diretor de tecnologia do Banco do Brasil, que participou de debate no Congresso SET nesta quinta, 25, a TV digital permite interatividade completa e segura. "Com algum ajuste, acho que teremos segurança para realizar movimentações financeiras", disse.

A este noticiário, Mulinari afirmou que o banco também estreará seu aplicativo em TVs conectadas em breve. A primeira plataforma a receber o serviço será a da LG. O desenvolvimento do aplicativo foi feito internamente.

Segundo Mulinari, a ideia com o t-banking não é apenas levar os serviços bancários à televisão, mas também oferecer conteúdos como educação financeira.

Fonte: Teletime

TV Digital do Chile avança

A adoção da TV digital no Chile acontece em alta velocidade. Desde a introdução do ISDB-Tb, padrão nipo-brasileiro de TV digital, no país, mais de 821 mil unidades de televisores com conversor integrado foram vendidas.

Roberto Plass Gertsmann, consultor de TV digital da Subsecretaria de Telecomunicações do Chile, que participou de um painel no Congresso da SET nesta terça-feira, 23, contou que das mais de 1,111 milhão de unidades de TV comercializadas em 2010, 47% contavam com sintonizadores ISDB-Tb. “A transição no Chile acontece muito rápido”, enfatizou.

Entre os motivos para a rápida adoção, estão os preços dos televisores. Uma TV de LCD de 32 polegadas, por exemplo, tem preço médio de US$ 480.

Apesar disso, ele conta que a TV aberta enfrenta uma crise no Chile, com queda no share de publicidade e na audiência. A TV paga teve crescimento de 71% de audiência nos últimos dois anos, e a penetração atualmente é de 43% dos lares (mais de dois milhões de assinantes).

No Brasil, onde as transmissões de TV digital aberta tiveram início em dezembro de 2007, há 103 emissoras no ar, em 523 cidades. Segundo o assessor da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações do Brasil, Flávio Lenz César, esses números representam 46% da população, ou 87,7 milhões de habitantes.

Diferenças regionais

As ações implantadas nos países para incentivar a adoção do sistema é diferente entre os países. Enquanto no Brasil, descarta-se a distribuição de set-top boxes à população, no Equador, por exemplo, onde o sistema ISDB-Tb foi adotado em março de 2010, existe uma proposta em andamento para a distribuição de 20 mil set-top boxes, sendo 12 mil apenas em bairros populares de Quito, segundo Vladmir Vacas, engenheiro do Ministério das Telecomunicações e da Sociedade de Informação do Equador.

Expansão

O sistema ISDB-Tb foi adotado até o momento por 12 países, e o presidente do Conselho Deliberativo do Fórum de TV Digital, Roberto Franco, conta que há mais de 13 países analisando a adoção do sistema nipo-brasileiro de TV digital. Entre eles, estão Cuba e Angola, onde os testes ficaram prontos, e há expectativa de que a adoção aconteça já em setembro.

A Colômbia, onde a opção foi pelo padrão europeu de TV digital, o DVB, ainda não saiu dos planos brasileiros. “É provável que a Colômbia fique isolada com esse sistema. Eles têm falado em adotar o DVB-T2, que não é compatível com o DVB”, diz André Barbosa. “Mas ainda não desistimos da Colômbia”.

Fonte: Tela Viva

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

TV Digital: SBT oferece interatividade 24h por dia

Em uma parceira com a Totvs, o SBT anunciou que desde segunda-feira é a primeira emissora a ter interatividade nas transmissões digitais durante 24 horas. Segundo a emissora, o serviço se destaca por ter um modelo diferente do que é utilizado por outras emissoras, como a Globo e a Band, que limitam a interatividade a programas específicos.

O portal conta com conteúdos independentes da programação, como notícias, uma ferramenta para seguir no Twitter os talentos da casa, uma loja virtual, enquetes e jogos (quiz). O portal pode ter conteúdo sincronizado com a programação do canal, mas sem tirar do ar o restante do conteúdo. A interatividade relacionada ao programa em exibição aparece, nestes casos, como mais um item do portal.

Segundo o diretor de rede e assuntos regulatórios do SBT, Roberto Franco, o portal está sendo aperfeiçoado para permitir que o espectador tenha o seu próprio Twitter na página. Além disso, a loja virtual, criada em parceria com o Submarino, permitirá fazer transações diretamente da TV, no caso dos televisores com canal de retorno. Por enquanto, a transação precisa ser finalizada por telefone ou com um computador.

Fonte: Tela Viva

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Governo pode desenvolver sistema nacional de rádio digital, diz ministro

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática que é possível haver um sistema de transição na implantação da rádio digital no Brasil, com a existência de rádios analógicas e digitais, mas isso pode gerar custos e diminuir o espectro de transmissão em vez de duplicá-lo, como é possível em um sistema puramente digital.

Segundo o ministro, o objetivo do governo é adotar um sistema de transmissão digital para o rádio cujos transmissores e receptores sejam produzidos no próprio País. Para o governo, o baixo custo dos equipamentos também é prioridade. Paulo Bernardo não descarta uma solução nacional que possa ser adotada também pelos países vizinhos.

"Nós fizemos isso com a TV Digital. Houve uma negociação com o Japão. Incorporamos algumas mudanças tecnológicas, e esse modelo é vitorioso. Praticamente todos os países da América do Sul o adotaram; acho que só a Colômbia até agora não decidiu por ele", disse.

Demora na definição
O ministro foi questionado pelo deputado Sandro Alex (PPS-PR), que é relator da Subcomissão Especial de Rádio Digital, vinculada à comissão. O parlamentar manifestou preocupação com a demora na adoção de um modelo, o que, segundo ele, atrasa a instalação de novas tecnologias no Brasil.

Paulo Bernardo esclareceu, no entanto, que se a decisão fosse tomada hoje, o sistema escolhido seria o norte-americano que será testado a partir deste ano. O ministro afirmou, porém, que a baixa adesão da população à tecnologia nos Estados Unidos e o preço dos receptores vão influenciar a decisão brasileira. Hoje, o modelo de rádio digital mais barato nos Estados Unidos custa 49 dólares (R$ 78,40).

“Há restrições quanto ao custo do aparelho, mas ele é mais barato que o europeu. Existem, no entanto, dificuldades de espectro, muitos aparelhos podem ficar obsoletos, e essa é uma questão para ser resolvida no Congresso”, reafirmou.

Sistema híbrido
Para o relator da subcomissão da Câmara destinada a acompanhar a decisão do governo, deputado Sandro Alex, o melhor caminho para o Brasil é um sistema híbrido. "O problema da escolha americana é que é um sistema fechado. O Brasil fica refém desse modelo", disse.

O Brasil tem hoje mais de 9,1 mil rádios que poderão se digitalizar melhorando a qualidade do áudio transmitido e fornecendo informações multimídia como textos e imagens para receptores com visores de cristal líquido. O ministro Paulo Bernardo alertou para a necessidade de incluir na digitalização quase metade dessas emissoras que são pequenas rádios comunitárias.

O ministro se comprometeu a enviar à comissão informações sobre os testes que já foram feitos pela pasta com sistemas digitais de radiodifusão. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) disse que a falta de informações sobre esses testes tem gerado insegurança no setor, principalmente nas rádios comunitárias. “Talvez o ministério pudesse socializar as informações sobre os testes em andamento em um site”, sugeriu.

O deputado Manoel Junior (PMDB-PB), que preside a Subcomissão Especial do Rádio Digital, lembrou que o colegiado foi convidado para participar, no próximo dia 1º, de um seminário sobre o assunto no edifício sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). No encontro, ressaltou o parlamentar, o ministério poderá explicar em detalhes o que está sendo analisado.

Fonte: Câmara dos Deputados

Campanha do Fórum STBVD reforça gratuidade da TV Digital

A partir de 1º de setembro, emissoras associadas à entidade começam a veicular três anúncios esclarecendo diferenças para a TV paga.
O Fórum SBTVD vai subir o tom. A partir de 1º de setembro, as emissoras de TV aberta que associadas á entidade começam a veicular a terceira campanha promocional dos sistema brasileiro de TV Digital. E dessa vez o foco será a gratuidade da alta definição nos canais abertos e a interatividade local, "quando o telespectador dialogo com o televisor", mas não com a emissora.

A campanha foca nas principais dúvidas enviadas pelos telespectadores para o site www.dtv.org.br, que explica o funcionamento da TV Digital desde o seu lançamento, há 4 anos. "Percebemos que os consumidores continuam tendo dúvidas básicas, como o que caracteriza a TV Digital", comenta Liliana Nakanechnyj, coordenadora do módulo de Promoção do Fórum SBTVD. "Por isso, os três filmes da campanha reforçam que além da melhor qualidade de som e imagem, ela é gratuita. Ninguém necessita pagar uma assinatura mensal para receber os canais abertos em alta definição", diz ela.

Por isso, a campanha deste ano reforça o mesmo slogan de um dos filmes da campanha de 2010: "TV aberta digital: É para você, é de graça, é bom de ver."

Um dos filmes ressalta o fato de que ao comprar um televisor HDTV com conversor digital integrado, identificado pelo selo DTV, a única coisa que o consumidor precisa para ter acesso aos canais da tv aberta em alta definição é uma antena UHF. "O objetivo é levar o consumidor a diferenciar a TV Digital da IPTV", diz Roberto Franco, presidente do Fórum SBTVD, que ressalta a complementariedade dos dois sistema. "É preciso que fique claro que o IPTV, que necessita da conexão internet de banda larga, não compete com o sistema de tv digital terrestre. No fundo, o que o consumidor quer é ter os dois no seu televisor", completa, lembrando que o mercado deve caminhar nessa direção.

Segundo números oficias divulgados hoje pelo Fórum SBTVD no Congresso SET, que acontece no Centro de Exposições Imigrantes, o Brasil deve encerrar 2011 com 16 milhões de televisores com conversores digitais integrados. A expectativa é de que esse número suba para 28 milhões em 2012. "A campanha foca na TV com conversor embutido porque ela é, hoje, o produto demandado pelo consumidor. Não falamos em conversor porque não há uma demanda aquecida por eles. As TVs com conversores são o objeto de desejo hoje", explica Liliana Nakanechnyj.

Nas contas do Fórum SBTVD, existem no mercado 257 modelos de TVs com conversores integrados, 39 deles com capacidade para interatividade; sete modelos de conversores, um deles com interatividade; 21 modelos de celulares com receptor do sinal digital; cinco modelos de dongle USB; seis modelos de TVs portáteis; três modelos de notebook com receptor integrado; e vários receptores para veículos.

Captam o sinal digital transmitido em 70 cidades brasileiras, que chegam a 480 municípios do pais, onde residem 46% da população brasileira. "O grande desafio agora é a interiorização do sistema", comenta Roberto Franco. Segundo ele, há mais conteúdo HDTV já disponível nos canais abertos hoje, no Brasil, do que nos quatro primeiros anos de transmissão digital no Japão e nos Estados Unidos.

Fonte: IDG Now

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Televisão ainda lidera como fonte de informação

Em meio a um “boom” digital e tecnológico, as brasileiras ainda preferem a televisão quando o assunto é obter informações sobre novos produtos. É o que confirma o estudo “Mulheres do Amanhã”, realizado pela Nielsen. A internet aparece em segundo lugar, seguido pelo boca a boca.

A preferência pela TV como fonte de informação ocorre inclusive em dez dos dez países emergentes que foram pesquisados - deste público, 54% preferem TV, contra 11% que optam pelo buzz marketing (boca a boca) e 7% que recorrem às revistas.

Já nos países desenvolvidos, sete dos 11 que foram analisados alegam que preferem a TV (24%), contra apenas 15% que continuam optando pelos sites de buscas na internet e 14% que recorrem ao buzz marketing.

“O grande destaque nesta questão é não subestimar o poder da propaganda boca a boca e enfatizar plataformas digitais combinadas a veículos tradicionais de alto alcance”, explica Olegário Araújo, diretor de atendimento da Nielsen.

Grau de confiança das mulheres
Das 22 formas de propaganda, a Nielsen constatou que as “recomendações de conhecidos” é a fonte mais confiável para as entrevistadas nos países desenvolvidos (73%) e emergentes (82%), seguida de websites de marcas (60% nos países emergentes) e opiniões de consumidores na internet (49% nos países desenvolvidos).

A pesquisa, que também analisou a fidelidade do público feminino em relação à marca, foi realizada entre fevereiro e abril de 2011, com quase 6.500 mulheres entrevistadas em 21 países, nas regiões da Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, África e América do Norte.

Apesar do preço ter uma grande influência nas decisões de compras para a maioria das categorias, ele é citado como o terceiro atributo de fidelização entre as brasileiras. Já o ponto número um de lealdade à marca, entre 12 fatores, é a qualidade, seguida da confiança na marca.

Mídias sociais
De acordo com o instituto, o uso das mídias sociais alcançou altas taxas de penetração em países como Estados Unidos (73%), Itália (71%), Coréia do Sul (71%), Austrália (69%), França (64%), Brasil (63%) e Alemanha (50%). Mas isso não significa que elas consigam influenciar a decisão de compra das consumidoras.

No Brasil, por exemplo, 10% das mulheres são influenciadas por propaganda normal e apenas 13% pelas propagandas nas redes sociais (com contexto social, que mostra quais os amigos curtiram ou seguiram determinada marca anunciada).

Fonte: http://www.revistanovarejo.com.br/varejo-em-foco/pesquisas-e-fluxo-do-varejo/1775-televisao-ainda-lidera-como-fonte-de-informacao

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TV conectada disputa interatividade com TV digital

Por Georgia Jordan

A convivência entre os dois modelos é vista como a opção mais viável no mercado brasileiro A TV conectada, ou o acesso a internet pela rede IP na TV, ganha fôlego no país e está sendo vista como uma alternativa concreta para o avanço da interatividade, que continua patinando na TV digital aberta. A convivência entre os dois modelos é vista hoje como a opção mais viável no mercado brasileiro. "A TV conectada não exclui a TV aberta interativa", afirmou Roberto Franco, presidente do Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital).

Algumas empresas de software brasileiras já preferem se dedicar com exclusividade às SmartTVs, pois suas vendas crescem em todo o mundo, enquanto a interatividade na TV aberta está em maior evidência apenas na Argentina. Segundo o presidente da HXD, José Salustiano Fagundes, as TVs conectadas representarão 25% da produção total de televisores em todo o mundo no final deste ano, e o Brasil também acompanhará esta tendência. "Nossos clientes estão levando seus projetos para outras tecnologias por uma necessidade do mercado", afirmou. Cerca de 70% dos aplicativos desenvolvidos pela HXD são voltados para a TV conectada, e não para o padrão Ginga.

A indefinição do governo brasileiro na adoção do Ginga como padrão para a interatividade e a resistência dos radiodifusores comerciais não desanimam a Totvs, que já desenvolveu diferentes aplicativos para o Banco do Brasil e UOL, além de ter desenvolvido o middleware com o padrão nacional. "Estamos investindo R$ 5,8 milhões na produção de conteúdo para a TV digital", afirma David Britto, diretor de estratégia de tecnologia da empresa.

Para Roberto Franco, o avanço das TVs conectadas não anula a interatividade na TV digital aberta, pois as tecnologias são complementares. "A interatividade da TV conectada é fragmentada", disse sobre os aplicativos exclusivos para SmartTVs de diferentes fabricantes, comparando com o conteúdo interativo transmitido pela TV aberta, que é o mesmo para todos os equipamentos. Para Franco, a interatividade não é essencial à TV digital, mas uma opção do consumidor.

Marcello Zuffo, supervisor do grupo de pesquisa LSITec da USP, por sua vez, diz ter-se se rendido à realidade do mercado brasileiro. E, se antes defendia que o governo tornasse obrigatória a adoção do Ginga nos conversores brasileiros, mudou de opinião. “O problema não está nas fabricantes nem no governo, o problema são as emissoras, que não criam conteúdo interativo”, avalia.

Já o presidente da HXD defende a obrigatoriedade do padrão Ginga. Ele afirma que o Brasil já tem uma base instalada de 2,7 milhões de TVs com conversor digital embarcada com Ginga, número suficiente para que houvesse um interesse maior da indústria em investir em aplicativos para a tecnologia. “O Ginga está preparado, mas não há demanda de mercado”, disse. Segundo o executivo, há cerca de 14 aplicativos Ginga no ar – como a função de interatividade do reality show A Fazenda 5, da Record -, muitos dos quais pouco acrescentam à programação e são raramente atualizados. Ele compara a oferta com a da Argentina, que adotou o mesmo padrão de TV digital do Brasil, além da tecnologia brasileira de interatividade, e já avançou mais que o país nesse quesito.

Fonte:http://www.telesintese.com.br/

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Anatel já prepara regulamentação da TV paga, mas Ancine quer participar

Com a aprovação da lei que abre o mercado de TV paga às teles e cria cotas de programação nacional, o PLC 116, a Anatel calcula que a regulamentação do novo sistema – que unifica os diferentes modelos de televisão por assinatura em um novo Serviço de Acesso Condicionado – estará concluída em novembro. A lei também retira as restrições à participação de capital estrangeiro nesse mercado.

Da parte da Ancine, a quem caberá a regulação sobre conteúdo – e a fiscalização do cumprimento das cotas – a ideia é que as duas agências trabalhem em conjunto, com o mesmo cronograma e, talvez, um único documento final sobre a regulamentação da nova legislação.

A Anatel, no entanto, sustenta que o serviço já está encaminhado. Em nota, afirma que “a minuta do Regulamento do Serviço de Acesso Condicionado está em fase final de elaboração, com base na versão aprovada na Câmara e que não sofreu modificações no Senado”.

Nesse sentido, a agência, que comemorou a aprovação do projeto, informa que “tem condições de concluir a regulamentação da nova lei antes do prazo legal de 180 dias” e que “a aprovação do Regulamento do SAC pelo Conselho Diretor está prevista para novembro”.

A dúvida é em que medida a nova lei terá impacto sobre os novos regulamentos que a agência já vem aprovando sobre o serviço de TV a cabo. O órgão regulador, até aqui, indica somente que “avaliará a necessidade de adequação dos regulamentos de TV por assinatura às disposições da nova lei”.

Para parlamentares, teles e produtores ouvidos pelo Convergência Digital, os polêmicos regulamentos sobre TV a cabo – porque apresentados em meio às tratativas do PLC 116 – perdem sua razão de ser, seja pela revogação da Lei do Cabo ou pelo fato de que o novo modelo elimina a separação da prestação do serviço por tecnologias distintas.

No caso das teles, a expectativa é de que os efeitos práticos sejam sentido tão logo a nova lei seja sancionada e regulamentada. “Devemos ver rapidez na implantação, até porque esse assunto já era conhecido e o Senado não fez alterações no que foi aprovado pela Câmara”, avalia o diretor-executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy.

Segundo ele, a exemplo do que defende a Anatel – que “espera redução de preços aos usuários” –, as mudanças permitem que o mercado de TV paga no país efetivamente diminua os valores cobrados. “O uso de mais serviços na mesma fibra dá um retorno mais rápido para o investimento”, diz Levy.

Para o presidente da Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão, Marco Altberg, o ideal é que os diferentes setores consigam estabelecer um bom diálogo na construção da regulamentação da lei. “Esperamos que haja colaboração. Não há grandes problemas, porque a própria lei viabiliza o uso de recursos para o cumprimento das cotas”, completa.

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Governo estuda reduzir preço de roaming internacional

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou hoje que o governo estuda uma maneira de diminuir os preços cobrados nos serviços de roaming internacional para que os estrangeiros que vierem ao Brasil na Copa do Mundo possam utilizar seus aparelhos celulares a um custo mais equilibrado. "A única explicação (para os preços atuais) é que alguém paga por isso, porque os preços são exorbitantes", afirmou o ministro, no seminário sobre tecnologia e inovação no setor de telecomunicações para a Copa do Mundo e a Olimpíada no Brasil, realizado pela associação brasileira das empresas do setor, Abrasscom.

Segundo o ministro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está analisando uma maneira de regular os preços desse serviço, mas pode ser necessário também um acordo com as operadoras. O ministro acrescentou que o edital de licitação da rede de celulares de quarta geração incluirá a exigência de implantação, até 12 meses, do serviço nas cidades que sediarão o campeonato mundial de 2014. O leilão está previsto para abril de 2012.

Paulo Bernardo também afirmou que o uso do ginga - software de interatividade do modelo brasileiro de TV digital - pode ser obrigatório para os fabricantes de equipamentos, já a partir de 2012. Segundo o ministro, os ministérios de Ciência e Tecnologia e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estão estudando essa medida que poderá vir até por meio de portaria. "A indústria está apta e ainda haveria um prazo para adaptação", disse o ministro.

Fonte: Agência Estado

terça-feira, 9 de agosto de 2011

TV conectada disputa interatividade com TV digital

A TV conectada, ou o acesso a internet pela rede IP na TV, ganha fôlego no país e está sendo vista como uma alternativa concreta para o avanço da interatividade, que continua patinando na TV digital aberta. A convivência entre os dois modelos é vista hoje como a opção mais viável no mercado brasileiro. "A TV conectada não exclui a TV aberta interativa", afirmou Roberto Franco, presidente do Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital).

Algumas empresas de software brasileiras já preferem se dedicar com exclusividade às SmartTVs, pois suas vendas crescem em todo o mundo, enquanto a interatividade na TV aberta está em maior evidência apenas na Argentina. Segundo o presidente da HXD, José Salustiano Fagundes, as TVs conectadas representarão 25% da produção total de televisores em todo o mundo no final deste ano, e o Brasil também acompanhará esta tendência. "Nossos clientes estão levando seus projetos para outras tecnologias por uma necessidade do mercado", afirmou. Cerca de 70% dos aplicativos desenvolvidos pela HXD são voltados para a TV conectada, e não para o padrão Ginga.

A indefinição do governo brasileiro na adoção do Ginga como padrão para a interatividade e a resistência dos radiodifusores comerciais não desanimam a Totvs, que já desenvolveu diferentes aplicativos para o Banco do Brasil e UOL, além de ter desenvolvido o middleware com o padrão nacional. "Estamos investindo R$ 5,8 milhões na produção de conteúdo para a TV digital", afirma David Britto, diretor de estratégia de tecnologia da empresa.

Para Roberto Franco, o avanço das TVs conectadas não anula a interatividade na TV digital aberta, pois as tecnologias são complementares. "A interatividade da TV conectada é fragmentada", disse sobre os aplicativos exclusivos para SmartTVs de diferentes fabricantes, comparando com o conteúdo interativo transmitido pela TV aberta, que é o mesmo para todos os equipamentos. Para Franco, a interatividade não é essencial à TV digital, mas uma opção do consumidor.

Marcello Zuffo, supervisor do grupo de pesquisa LSITec da USP, por sua vez, diz ter-se se rendido à realidade do mercado brasileiro. E, se antes defendia que o governo tornasse obrigatória a adoção do Ginga nos conversores brasileiros, mudou de opinião. “O problema não está nas fabricantes nem no governo, o problema são as emissoras, que não criam conteúdo interativo”, avalia.

Já o presidente da HXD defende a obrigatoriedade do padrão Ginga. Ele afirma que o Brasil já tem uma base instalada de 2,7 milhões de TVs com conversor digital embarcada com Ginga, número suficiente para que houvesse um interesse maior da indústria em investir em aplicativos para a tecnologia. “O Ginga está preparado, mas não há demanda de mercado”, disse.

Segundo o executivo, há cerca de 14 aplicativos Ginga no ar – como a função de interatividade do reality show A Fazenda 5, da Record -, muitos dos quais pouco acrescentam à programação e são raramente atualizados. Ele compara a oferta com a da Argentina, que adotou o mesmo padrão de TV digital do Brasil, além da tecnologia brasileira de interatividade, e já avançou mais que o país nesse quesito.

domingo, 7 de agosto de 2011

1/3 dos internautas já têm smartphones

Segundo pesquisa do Instituto Ipsos Mediact, encomendado pelas agências de publicidade WMcCann e Ponto Mobi, os aparelhos são utilizados por cerca de um terço dos internautas brasileiros, ou 19 milhões de pessoas.

Além disso, sua adoção deve crescer significativamente. O estudo aponta que, entre os mil consultados, 44% dos proprietários de aparelhos convencionais pretendem substituir os equipamentos nos próximos seis meses por um smartphone.

"O barateamento dos pacotes de serviços de dados tem contribuído para o crescimento de vendas", disse Ricardo Cavallini, vice-presidente de convergência da WMcCann.

Entre as marcas, a finlandesa Nokia lidera o mercado, com penetração de 35%, seguida pela sul-coreana Samsung (17,8%). O iPhone, da Apple, atingiu uma fatia de 9,8% do mercado.

De todas as marcas, os usuários do iPhone foram os que mais demonstraram interesse em acessar a internet, com 97,4% deles afirmando que usam o aparelho para isso.

Para Cavalli, a pesquisa mostra que vale a pena o investimento em mídia para celulares. "Poucos varejistas oferecem essas soluções."

Fonte: Jornal de Floripa

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Brasil e Japão capacitam profissionais para a TV Digital

O Ministério das Comunicações firmou no mês passado um acordo com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) - ligada ao Ministério das Relações Exteriores - para dar treinamento a técnicos dos países que adotam o padrão nipo-brasileiro de TV Digital. A parceria faz parte do Programa de Treinamento de Terceiros Países (TCTP), realizado pelas duas agências de cooperação.

O TCTP existe há 20 anos e tem como foco a capacitação de países em desenvolvimento com cursos em áreas consideradas prioritárias, como saúde, meio ambiente e tecnologia. Agora, as agências criaram um curso voltado especificamente para a TV Digital, no primeiro TCTP realizado com o Ministério das Comunicações.

A capacitação será feita toda no Brasil, com apoio do Japão. A JICA trará ao Brasil, ao longo de dois anos, 144 técnicos de países em desenvolvimento que adotam o ISDB-T. O treinamento será dado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e universidades brasileiras.

O treinamento terá em média uma semana de duração e será dividido em quatro módulos. O primeiro, voltado para a regulação técnica na TV Digital, será ministrado pela Anatel e tem como público-alvo membros das agências reguladoras dos países. O segundo módulo, sobre aspectos de engenharia, ficará a cargo da Inatel.

A etapa sobre a ferramenta de interatividade Ginga ocorrerá na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) numa parceria com a PUC-Rio. O Ginga foi desenvolvida no Brasil por pesquisadores dessas duas instituições. Haverá também uma etapa na Universidade Católica de Brasília sobre conteúdos digitais interativos.

Os técnicos que vão receber o curso serão indicados por autoridades dos seus respectivos países e deverão ter experiência prévia no setor. Os custos com o treinamento serão arcados em parceria pela JICA e pela ABC. Assinaram o termo de parceria o secretário de telecomunicações do Minicom, Maximiliano Martinhão; o diretor da ABC, Marco Farani; e o representante da JICA no Brasil, Katsuhiko Haga.

Além de Brasil e Japão, o ISDB-T já foi adotado por outros 11 países: Paraguai, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, Filipinas, Peru, Venezuela, Uruguai e Suriname. Os próximos a adotar o sistema devem ser Angola e Botsuana, na África.

Fonte: Convergência Digital

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Portugal: "Cenário preocupante" a seis meses do fim da TV analógica

A menos de seis meses do início do "apagão" da televisão analógica, a maior parte das lojas da Portugal Telecom é incapaz de dar informações sobre a mudança para televisão digital terrestre, segundo um estudo da associação Deco.

Em comunicado, a associação de defesa do consumidor (Deco) refere que as lojas da Portugal Telecom, responsável por implementar a Televisão Digital Terrestre (TDT), "não sabem informar sobre a mudança" da televisão analógica para a TDT, que deverá acontecer em 2012.

De acordo com a Deco, que cita um estudo da revista "Proteste", "mais do que deliberações, os consumidores exigem mais informação, acção e penalizações, se os problemas [detectados] não forem corrigidos".

A associação já comunicou as conclusões do estudo, divulgado esta quarta-feira, à Autoridade Nacional de Comunicações - Anacom.

Segundo este estudo, "entre as 45 lojas PT visitadas, só 11 esclareceram bem sobre como preparar televisores e antenas para receber a TDT".

A Deco indicou que "em matéria de comparticipação na compra de descodificadores, apenas cinco lojas conheciam as condições" e sublinha que quando "confrontados com uma situação de fraco sinal digital terrestre, só três funcionários avançaram a possibilidade de se tratar de uma zona com cobertura por satélite".

Fonte: www.jn.pt

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Fabricante diminui preço de Revue com Google TV para US$ 100


A Logitech anunciou recentemente que vai reduzir o preço do dispositivo Revue com Google TV para US$ 100 nos Estados Unidos. A decisão é baseada no alto número de devoluções realizadas por lojistas, um sinal de que os consumidores atualmente não estão dispostos a investir na compra do aparelho de televisão digital.

"Lançamos o Revue com a expectativa de que ele fosse gerar um aumento de vendas significativo, apesar do preço relativamente alto e da inovação que é a categoria de smart TVs e a própria plataforma", afirmou o presidente da Logitech, Guerrino de Luca. Ele afirma que, olhando em retrospectiva, há diversas decisões que deveriam ter sido feitas de forma diferente.

O Google TV está disponível tanto através do aparelho da Logitech quando em televisores HD e reprodutores de Blu-ray da Sony. O produto permite assistir programação online, comprar programas para assistir a qualquer momento, acessar videoclipes online e gravar a programação transmitida tanto por canais abertos quanto por redes a cabo.

Apesar de ter sido recebido com entusiasmo na época de seu lançamento, a Google TV perdeu popularidade devido às restrições impostas por redes a cabo que impediram que o aparelho acessasse seus conteúdos. Por isso, as vendas dos dispositivos que contam com a tecnologia permanecem baixas, apesar das smart TVs serem apontadas como o futuro do meio.

Fonte: Terra