sábado, 31 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Apple prepara TV controlada por voz e gestos, diz jornal

O recurso Siri, espécie de “mordomo digital” do iPhone 4S, permite realizar tarefas no smartphone apenas com o uso da voz. Basta dizer coisas como “me acorde às 8 horas” para que ele programe o despertador.

E se esse tipo de tecnologia chegasse ao aparelho de TV? Pois é o que a Apple está fazendo, segundo o Wall Street Journal. Segundo a publicação, a companhia do iPhone trabalha em um novo aparelho que permitirá simplesmente que o telespectador diga a ele que troque de canal. Quer mais? Para encontrar um programa, bastará dizer coisas como “quero ver os Simpsons”, para que o aparelho exiba o desenho.

O produto também teria recursos semelhantes ao do controle Kinect, utilizado no videogame Xbox, da Microsoft, e que permite navegar por menus, jogar ou selecionar itens apenas com os movimentos do corpo, sem tocar no equipamento.

De acordo com o jornal, executivos da Apple têm se reunido com grupos de mídia para falar sobre um serviço de transmissão de programação de TV via streaming no novo equipamento.

Segundo os rumores do mercado, a Apple trabalha em um aparelho de TV que utilizaria o sistema operacional iOS (o mesmo do iPhone e do iPad). O equipamento estaria disponível em 2012 ou no começo de 2013.

Fonte: http://macworldbrasil.uol.com.br

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SBT lança Portal Interativo, que integra sua programação e notícias para TVs digitais

O SBT lançou o Portal Interativo, uma nova plataforma disponível para TVs digitais que integra sua programação, transmitida ao vivo, com notícias e informações sobre o tempo.

"Se a pessoa conectar o televisor à internet, poderá participar da programação enviando votos, opiniões, e comentários. Poderá, também, ter acesso às redes sociais", ressaltou Roberto Franco, diretor de rede e assuntos regulatórios do SBT.

Disponível, inicialmente, apenas na Grande São Paulo, o portal deve ser disponibilizado, em breve, para todo o país. Desenvolvida pela empresa TOTVS, a plataforma é gratuita para todos que possuem conversores digitais ou televisões com o middleware Ginga, que pode ser identificado pelo selo DTVi.

"O SBT acompanhou e observou o hábito de consumir o meio TV do telespectador brasileiro. A maioria dos telespectadores desenvolve outras atividades enquanto assiste à TV. Através do Portal de Interatividade do SBT, a gente faz uma entrega harmonizada de todas estas demandas e permite que ele continuem vendo TV. Ou seja, queremos oferecer uma experiência integrada, que agregue valor e facilite a vida no nosso telespectador", ressaltou Franco.

Fonte: Portal IMPRENSA

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Televisão digital brasileira deixa muito a desejar


No mês em que completa quatro anos desde o seu lançamento, a televisão digital ainda dá passos pequeninos rumo a uma adoção mais ampla tanto entre os espectadores brasileiros como entre as próprias emissoras. Um levantamento feito pelo blogueiro Gregori Pavan, cujo site é especializado em índices de audiência e programação televisiva, revela que somente metade da transmissão das emissoras ao longo de uma semana é de fato em alta definição.

Para realizar o estudo, Gregori contou com a colaboração de mais duas pessoas. Eles monitoraram todos os principais canais de televisão na região de São Paulo, de olho no sinal digital, para verificar quando as transmissões aconteciam no desejado 1.920×1.080 pixels e quando eram na resolução tradicional (SD).

Pelos cálculos dele, 49,08% da programação no sinal digital de televisão está em Full HD. Bem pouco, eu sei.

A emissora que lidera essa história é a RedeTV. Mais nova entre as emissoras principais, a RedeTV ofereceu 163 horas de conteúdo em alta definição durante o período analisado. Cabe lembrar, porém, que a RedeTV tem aparelhagem novíssima, o que traz a facilidade de transmitir logo que a TV digital chegou por aqui em Full HD. Outras emissoras precisaram fazer investimentos de troca de equipamentos para chegar no mesmo objetivo.

Considerando as líderes de audiência, só decepção. A Rede Globo exibiu 54 horas de programação em alta definição, com 32 horas de produção própria e 22 horas de conteúdos de terceiros — séries e filmes. O SBT, que disputa o segundo lugar com a Record, figura com quase 30 horas de Full HD. A Rede Record aparece numa posição mais confortável, com 107 horas de transmissões em Full HD ao longo da semana.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TV Escola vai adotar plataformas interativas na programação em 2012

A TV Escola do Ministério da Educação prepara-se para atuar, a partir do próximo ano, como uma plataforma interativa de distribuição de conteúdo audiovisual. Com isso, pretende aprimorar a aprendizagem e as práticas de ensino.

A proposta da TV Escola, agora subordinada à Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, ganha impulso a partir das idéias e experiências sobre interatividade, convergência de mídias e produção de conteúdos digitais para as escolas públicas compartilhadas no encontro Educação e Novos Paradigmas (EduTec), realizado nesta terça-feira, 6, no Rio de Janeiro. As discussões sobre inovações tecnológicas desenvolvidas em várias partes do mundo e suas múltiplas utilizações na educação já induzem a mudanças, como a que se propõe a TV Escola.

Ao longo deste ano, foi desenvolvido trabalho específico de avaliação de um novo formato para ela, até se chegar à realização do encontro da EduTec. “A TV Escola, agora sob a coordenação da SEB, é uma agenda urgente para a educação”, afirma a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. “Queremos explorá-la da melhor forma possível para que seja um avançado espaço de diálogo e aprofundamento da educação, com a participação de todos.”

O coordenador de mídias e conteúdos digitais do MEC, Érico da Silveira, salienta que em 2012 a TV Escola já usará plataformas de mídias de forma articulada. “A EduTec simboliza uma refundação da TV Escola, que está sendo redesenhada para integrar ferramentas como o Banco de Objetos Educativos, o Portal do Professor e demais conteúdos digitais da educação básica”, disse.

Outro avanço anunciado por Silveira é a ampliação da parceria da TV Escola com a TV Brasil. Isso permitirá a disseminação da programação também por meio de um canal de televisão aberta, além do satélite e da internet, atualmente disponíveis.

Fonte: JCorreio

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TV Digital chega a 459 municípios brasileiros


O Fórum SBTVD anunciou que o sinal TV Digital Brasileira estará disponível a partir de amanhã na cidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro. No próximo dia 8 de dezembro será a vez de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, passar a contar com esse tipo de transmissão. Segundo entidade, o País deverá terminar o ano com 459 municípios recebendo o sinal da TV digital aberta, permitindo acesso a cerca de 87 milhões de pessoas. De acordo com dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso representaria 45% da população brasileira.

No caso de Cabo Frio, a programação em alta definição será disponibilizada pela InterTv Alto Litoral, enquanto em Nova Friburgo a responsável é a InterTv Serramar, ambas afiliadas da Rede Globo. As outras emissoras, até o momento, ainda não têm planos para levar sinal digital a essas regiões.

Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo concentram 159 municípios com o sinal digital de pelo menos uma emissora. O Sudeste possui 59% de sua população com acesso a transmissão. O Sul chegou este ano a 113 municípios com cobertura, com 37% da população morando em cidades com sinal de TV digital.

Na sequência vem a região Centro-Oeste, que tem 67 municípios com o sinal da TV digital, com um alcance de 56% da população. A região Norte, menos populosa, soma 37 municípios cobertos, concentrando 33% da população de todos os sete estados.

O Nordeste, com seus nove estados, é a região que tem a menor cobertura do País, percentualmente. Lá 81 municípios contam com o sinal da TV digital, correspondendo a 31% da população da região.

Fonte: HT&CD, Forum SBTVD e IBGE

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pesquisadores alemães quebram proteção da Intel para Blu-ray

Com a ajuda de placa construída por US$ 270, grupo da Universidade de Bochum disse que objetivo foi apenas investigar segurança do sistema HDCP.
Você sabe quanto custa “quebrar” (crack) a criptografia de um disco Blu-ray? Não muito, aparentemente: pesquisadores do Secure Hardware Group da Universidade de Bochum (RUB), na Alemanha, conseguiram quebrar o protocolo de criptografia da Intel em discos Blu-ray e outras mídias de alta-definição (HD) usando uma placa customizada de 267 dólares.

Quando você assiste a um disco Blu-ray no seu computador ou TV, o protocolo HDCP (High-bandwidth Digital Content Protection) está lá para codificar e proteger contra cópias o canal HD. A indústria de entretenimento tem usado o protocolo há quase uma década para evitar que usuários copiem e pirateiem filmes e games. A tecnologia também é usada em qualquer tela que usa DVI, HDMI, DisplayPort e outras conexões.

Um grupo de hackers quebrou a chave mestre do HDCP em setembro de 2010; naquela época, a Intel afirmou que essa era uma ameaça menor, uma vez que uma pessoa precisaria “criar um chip de computador próprio” para realmente usar o código, de acordo com o site da Fox News. Bom, os pesquisadores encontraram outra maneira.

Para “crackear” a criptografia HDCP, da Intel, os pesquisadores usaram um ataque man-in-the-middle ("intermediário") com uma placa barata FPGA (field programmable gate array). A criação usou uma placa ATLYS da Diligent, uma conexão HDMI equipada com Xilinx Spartan-6 FPGA, e uma entrada serial RS232 para comunicação. A placa conseguiu manipular e decodificar a comunicação entre o player de Blu-ray e a HDTV sem ser detectada.

Podem existir implicações legais em torno da proteção de direitos autorais, mas a intenção dos pesquisadores nunca foi criar um processo de pirataria, porque os piratas já descobriram métodos muito mais simples.

“Em vez disso, nossa intenção foi fundamentalmente investigar a segurança do sistema HDCP e avaliar financeiramente o custo real para o processo completo”, afirmou o professor de TI e Engenharia Elétrica da Universidade, Tim Güneysu. “O fato de termos atingido nosso objetivo em uma tese e com custos materiais de aproximadamente 200 euros (270 dólares) definitivamente não fala a favor da segurança do atual sistema HDCP.”

Fonte: IDG Now

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Em ano de eleição, Câmaras lançam canais digitais

De acordo com o jornal, 345 políticos que podem se reeleger nas eleições, em outubro do ano que vem, usarão o espaço em emissoras digitais no horário eleitoral gratuito. Com a ampliação do alcance do sinal no interior de São Paulo, por exemplo, mais de 20 milhões de telespectadores terão acesso aos canais da Câmara.

Para o primeiro semestre de 2012, estão previstas as estreias de 16 canais, em quatro capitais: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE). Há, ainda, um projeto para mais canais, em outras quatro capitais, como Vitória (ES), Cuiabá (MT), Goiânia (GO) e Salvador (BA).

O custo de implantação será arcado pelas próprias Câmaras e deve atingir R$ 4 milhões. Para as outras três capitais - Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre -, esse valor deve chegar a R$ 1 milhão. No interior, a estimativa é de R$ 300 mil.

Para Flávio Britto, especialista em Direito Eleitoral, ouvido pela Folha, a medida para divulgar atividades institucionais é positiva, mas excessos devem ser evitados para que os canais "não virem vitrines" para as eleições. "O vereador não pode usar o espaço na TV para fazer propaganda eleitoral explícita. Se acontecer, tem de ser denunciado".

O cientista político Milton Lauerta reitera a posição de que o espaço deve ser usado, "apenas", para divulgar atividades legislativas. "O problema está no uso que será feito. Se forem programas ruins e com propósito eleitoral, certamente afastarão o cidadão ainda mais da Câmara".

A gerente do projeto de TV digital da Câmara dos Deputados, Evelin Maciel, recomenda aos vereadores que tentam a reeleição a não participar de programas jornalísticos ao vivo, porém, eles poderão fazer propaganda nos discursos em plenário e comissões.

Fonte: Portal Imprensa

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Assinante vai poder medir tempo de publicidade nos canais de TV paga

O presidente da Ancine, Manoel Rangel, afirmou hoje, durante debate promovido pelo IPEA, que uma das propostas previstas nos regulamentos da lei 12.485 (a nova lei de TV paga, ou Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) irá tratar das cotas de conteúdo nacional e dos limites publicitários de cada canal, que não poderá ser maior de 25% do tempo diário. "A Ancine vai fiscalizar os limites previstos na lei, mas pretendemos criar mecanismos para que o próprio usuário possa medir a quantidade de publicidade nos canais, e, se estiver com tempo maior do previsto em lei, o ele poderá denunciar à agência", alertou.

O diretor voltou a afirmar que duas são as normas mais importantes em elaboração da agência, que serão lançadas para consulta pública no próximo mês. A mais importante delas vai regular a Comunicação Audiovisual do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) e vai regular as cotas de conteúdo nacionhal, os espaços qualificados, a qualidade da programação, estabelecer mecanismos de aferição e de informações a serem prestadas na Internet. "Este regulamento vai disciplinar a programação e o empacotamento", frisou.

Ele observou que a lei não criou barreiras aos canais de televendas, no novo serviço de Acesso Condicionado, e, por isto, não se aplicaria a estes canais o limite de 25% de publicidade. Mas em todos os demais canais fechados, este limite terá que ser observado,lembrou.

O outro regulamento irá tratar do credenciamento das programadoras e empacotadoras, regulamentando o artigo 5º da lei, que proibe a propriedade cruzada, os limites acionários para cada tipo de exploração de serviço previstos na lei. Segundo o diretor, este regulamento esta sendo formulado com base nos preceitos da Anatel e Ministério das Comunicações.

Em janeiro, a Ancine pretende promover duas audiências públicas. E Rangel promete que, o dia 12 de março de 2012, prazo final estabelecido pelo Congresso Nacional para a regulamentação da nova lei, será cumprido.

Fonte: Telesintese

domingo, 27 de novembro de 2011

TV digital aberta já chega a mais de 45% dos brasileiros

O sinal da TV digital aberta é recebido gratuitamente por 457 municípios. De acordo com dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses municípios possuem uma população somada de aproximadamente 86.641.005 pessoas, o que equivale a 45,4% dos brasileiros.
Considerando as cinco regiões geográficas do País, a maior parte desses municípios está na região Sudeste. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo concentram 159 municípios com o sinal digital de pelo menos uma emissora, a exemplo de Araguari (MG), que passou a fazer parte da área de cobertura no último mês de setembro, e Campos de Goytacazes (RJ), que teve o sinal digital inaugurado neste mês. O Sudeste possui 59% de sua população com acesso ao sinal.

O Sul chegou este ano a 113 municípios cobertos pelo sinal digital aberto e gratuito, inclusive com mais de uma emissora em diversas cidades. Cascavel (PR), por exemplo, passou a receber a programação em alta definição da RPC, afiliada da TV Globo, desde outubro deste ano, além de já receber o conteúdo da TV Tarobá, afiliada da TV Bandeirantes. O estado do Paraná também passou a contar, em 2011, com a programação em HD da RICTV, afiliada da Rede Record em Curitiba. Em toda a região Sul, 37% da população mora em cidades com sinal de TV digital.

Em outubro, Fortaleza (CE) entrou para a lista da Record de afiliadas digitalizadas, por meio da TV Cidade. Na capital cearense, além da Record, é possível assistir à programação em HD da TV Verdes Mares (Globo), Rede TV!, TV Ceará, TV Jangadeiro (SBT) e TV União. Em todo o Nordeste, outros 80 municípios contam com o sinal da TV digital, correspondendo a 31% da população dos nove estados.

O Centro-Oeste, por sua vez, possui 67 municípios com o sinal da TV digital, com um alcance de 56% da população, enquanto o Norte soma 37 municípios que concentram 33% da população de todos os sete estados. Para ampliar esses percentuais, um dos principais objetivos das emissoras a partir de 2012 é interiorizar a transmissão do sinal gratuito.

Dentre os estados, São Paulo figura com aproximadamente 70% de sua população coberta pelo sinal digital – mais de 28 milhões de pessoas. O índice também é elevado no Rio de Janeiro, onde 65,7% dos habitantes podem receber o sinal da TV digital em televisores ou em dispositivos móveis, como celulares, receptores de TV digital ou em notebooks utilizando um aparelho com saída USB. Em Goiás, 59,6% da população vivem em cidades onde já existe o sinal da TV digital – seja pela TV Anhanguera, TV Tocantins, TV Rio Vermelho, TV Serra Dourada ou Rede Record.

"Esses números consolidados mostram que as emissoras estão investindo fortemente na digitalização de suas transmissões, para que todos os brasileiros tenham acesso a essa nova tecnologia e possam desfrutar de uma qualidade de imagem muito superior e com recursos de interatividade sem nenhum custo mensal", afirma Roberto Franco, presidente do Fórum SBTVD.

A relação completa de municípios brasileiros com recepção do sinal digital de pelo menos uma emissora de TV está disponível no site oficial da TV digital.

Fonte: Fórum SBTVD

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Videolocadoras digitais surgem como alternativa para downloads ilegais

Assistir a vídeos longos na tela do computador deixou de ser um incômodo para os fãs de filmes e séries assim que os internautas notaram a infinidade de títulos disponíveis na rede para download - a maioria ilegal. Além disso, a adaptação ao micro foi facilitada pela integração com os aparelhos de TV conectados.

Pensando nesse mercado consumidor potencial, as videolocadoras on-line começam a surgir como opção para quem prefere "alugar" filmes e séries sem sair de casa e assistir a tudo imediatamente. O único trabalho é estourar a pipoca e ter uma boa banda larga. Essa alternativa ganhou ainda mais poder no Brasil com a chegada da maior empresa do gênero, a norte-americana Netflix.

Nos Estados Unidos, o serviço revolucionou o mercado já em 1997, quando passou a entregar filmes em DVD pelo correio. Em 2007, passou a oferecer também filmes em streaming (com transmissão em tempo real), o mesmo serviço que começou a operar no Brasil.

Com uma mensalidade de R$ 14,99, a assinatura do serviço dá direito a assistir em streaming (sem baixar o vídeo) os mais de seis mil títulos disponíveis na rede da Netflix. No primeiro mês, a mensalidade é gratuita, podendo ser desfeita antes do término dos 30 dias de degustação. Com esse preço, seria possível alugar, em média, três DVDs nas videolocadoras convencionais.

Além de mudar o jeito das pessoas verem filmes, o surgimento da Netflix foi responsável também pela falência da rede de locadoras Blockbuster.

Restrições
Entretanto, algumas restrições ainda podem deixar aliviados os donos de locadoras físicas. Os títulos de filmes e séries só podem ser disponibilizados legalmente na rede após, no mínimo, dois anos do lançamento nos cinemas, o que pode deixar defasado o serviço aos clientes mais exigentes. Nos Estados Unidos, isso é contornado pela entrega do DVD pelo correio, alternativa que no Brasil pode ser encontrada em outra rede de videolocadora digital, a brasileira NetMovies, que além do serviço em streaming faz entrega em 93 cidades, incluindo Ribeirão Preto.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

América Latina só encerra a transmissão analógica de TV em 2022

Enquanto os Estados Unidos concluíram o apagão analógico da TV em 2009, e a Europa mandou que todos os países façam o switch off das transmissões analógicas até 2012, na América Latina o ritmo é bastante diferente. Conforme a consultoria Signal Telecom, que fez hoje uma apresentação para a 4G Americas, a transição para a TV digital irá durar até 2022 em alguns países da região.

Os primeiros países a liberarem suas frequências de 700 MHz são El Salvador (2012), México, Uruguai e Venezuela, em 2015. O Brasil vem em seguida, em 2016. A seguir a lista dos países que já decidiram pela migração de seus sistemas de TV analógicos para digital na região:

País Ano do apagão
Argentina 2019
Brasil 2016
Chile 2016
Colômbia 2019
Costa Rica 2018
El Salvador 2012
México 2015
Honduras 2022
Panamá 2020
Paraguai 2022
Peru 2020
Uruguai 2015
Venezuela 2015

Fonte: TeleSíntese

Emissoras legislativas participam de evento sobre TV digital

Deputados e vereadores de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, além de diretores e funcionários de emissoras legislativas estaduais e municipais, vão participar, nos próximos dias 1º e 2 de dezembro de um workshop sobre TV digital em Pouco Alegre (MG). O evento é promovido pela Associação Brasileira de TVs e Rádios Legislativas (Astral), entidade que reúne mais de 40 emissoras do Poder Legislativo em todo o país.

No workshop de Pouso Alegre, representantes da TV Câmara e da TV Senado vão detalhar os principais pontos de seus projetos de expansão digital.

O workshop sobre TV digital terá painéis com informações técnicas, jurídicas e operacionais voltadas para a transmissão do sinal digital das emissoras legislativas, além de demonstrações práticas da tecnologia e visitas a fábricas de equipamentos.

O encontro será na Câmara Municipal do município, que fica exatamente a meio caminho entre Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), à margem da rodovia Fernão Dias. Pouso Alegre é um polo regional de eletrônica e a visita a empresas de tecnologia é um dos pontos do programa do evento.

"Além disso, a opção por Pouso Alegre mostra uma das prioridades da Astral, que é estimular a expansão do sinal digital nos municípios, por meio de suas respectivas emissoras legislativas", disse Evelin Maciel, do conselho de cooperação técnica da Astral.

Fonte: Convergência Digital

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Smart TVs ganham força na era da convergência digital

Em jogos importantes da seleção brasileira, da rodada do Brasileirão ou quando algum famoso - na ficção ou fora dela - cria um bordão, como o exaustivo "hoje é dia de rock, bebê", dito por Christiane Torloni durante a transmissão pela TV do Rock in Rio de 2011, esses assuntos tomam conta do Twitter e do Facebook. O mesmo fenômeno de sincronia do conteúdo da TV com as redes sociais acontece em todo o mundo. Tudo isso mostra que, com o surgimento de novas plataformas, as tradicionais não se extinguem.

Pelo contrário, elas ganham sobrevida - ou uma maneira diferente de sobreviver - em um mercado cada vez mais multifacetado e, ao mesmo tempo, mais convergente. Para o pesquisador americano Henry Jenkins, autor do bestseller que agrada a leigos e acadêmicos, Cultura da Convergência, os seres humanos é que são o centro aglutinador das diferentes mídias. Para ele, é o homem - visto como consumidor, espectador e usuário - o responsável por interligar as diversas plataformas existentes. Em uma entrevista para o Globo News, Jenkins afirmou que, em plena ebulição do uso cotidiano da web, o conteúdo da TV nunca esteve tão popular.

Uma espécie de caminho contrário na via internet-televisão é feito pelo YouTube. O site de vídeos mais popular - e um dos mais visitados no mundo - anunciou ao final de outubro novos 100 canais. A diferença, dessa vez, são as megaparcerias com estrelas como Jay-Z e Madonna, além de grandes empresas como o Wall Street Journal. A ideia é criar conteúdo - ou programas - exclusivos para o usuário assistir no próprio Youtube. A grande sacada do site, no entanto, é aproveitar a pontencialidade futura das smart TVs.

Já existem no mercado as chamadas smart TVs, que, à maneira dos smartphones - os celulares inteligentes - pretendem definir uma linha de televisores que promovem a interação com o espectador por meio de acesso à web, a vídeos online e a redes sociais. Por exemplo, o portal Terra mantém parcerias com fabricantes de eletrônicos para aluguel e compra de vídeos on demand do Terra TV Video Store justamente para estes tipos de aparelhos.

Além dos televisores inteligentes, a TV digital também é um outro dispositivo de reposicionamento do espectador agora como um usuário - em um sentido mais ativo da palavra. A questão é que nenhum desses modelos está perto do que uma verdadeira integração de mídias pode ser no futuro, até porque tais televisões ainda fazem a ligação conteúdo-usuário por meio de um controle remoto.

A chegada do Siri e o início das televisões inteligentes - pra valer
Há pouco menos de dois meses, a Apple lançou o iPhone 4S. Entre as poucas novas funcionalidades e muitas decepções, estava o Siri - um sistema de reconhecimento de voz que causou burburinho no mundo da tecnologia. E não há nada de simples quanto ao Siri. Ele reconhece, pesquisa, responde e conversa por meio de questões complexas como "O que eu posso vestir para ir ao restaurante à noite? ou "Por que você fala comigo?".

Walter Isaacson escreveu na biografia autorizada de Steve Jobs, lançada logo após a morte do fundador da Apple, que o Siri era a última grande ideia da carreira do executivo. A funcionalidade foi primeiramente mostrada no iPhone, mas pretende passos maiores. É o Siri a base da futura - que talvez não esteja tão longe de ser lançada - iTV, a televisão da Apple. Este aparelho, além de integrar diferentes plataformas, seria comandado por um sistema de reconhecimento de voz inteligente, que entenderia o pedido de mudanças de canais à previsão do tempo.

O futuro distante dos aparelhos que englobam diversas mídias está, hoje, mais palpável. É essencial, no entanto, como Jenkins fala, entender que na base do desenvolvimento tecnológico e na criação de novas plataformas de comunicação está o usuário - ou espectador - , figura na qual "as velhas e as novas mídias colidem".

Fonte: Terra

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Comunicação será tema de congresso

"A Comunicação de todos os sentidos" é o tema do Congresso Brasileiro de Comunicação que vai acontecer no período de 17 a 19 de novembro, no Marina Park Hotel. O encontro pretende reunir jornalistas, publicitários, designers e profissionais de criação, atendimento e produção de todo o País.

Diversos temas como tendências da comunicação digital, tecnologia da segurança do sistema de informações em redes de internet, pesquisas políticas, designer, marketing nas organizações, assessoria de imprensa, relações públicas, propaganda e publicidade serão abordados no Congresso.

Palestrantes
Entre as referências do Brasil na área participarão o designer da TV Globo, Hans Donner, o jornalista Caco Barcellos e o publicitário Roberto Dualibi, sócio-diretor da agência DPZ. Estarão ainda no Congresso, o diretor de comunicação social do Exército Brasileiro, coronel Barcelos; a coordenadora de Relações Públicas da Assembleia do Estado do Ceará, Bia Bocayuva; a diretora-presidente do Ibope, Márcia Cavallari, entre outros palestrantes.

As inscrições do Congresso são limitadas e podem ser feitas pelo site: http://www.cbraex.com.br/cbracom.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Governo vai exigir que todos os fabricantes implantem o Ginga

Os fabricantes de televisores terão que integrar o Ginga (plataforma de interatividade desenvolvida no Brasil para o sistema de TV digital japonês) aos aparelhos, a mando do governo. André Barbosa, assessor da Casa Civil, disse que todas as TVs vendidas no país até 2015 terão que vir com o sistema.

O Ginga permite que a televisão fique mais interativa, pois agrega aplicativos à ela. Atualmente, as redes brasileiras já oferecem possibilidades para quem possui a plataforma, como informações complementares de programas e até resumos de capítulos de novelas. Porém, esse é o mínimo de coisas que a tecnologia pode fazer.

Segundo Barbosa, depois de várias reuniões com ministros e fabricantes, o governo federal deve anunciar tal obrigatoriedade nos próximos dias. Porém, a ideia não é bem vista pelos fabricantes, pois compete com os apps das TVs conectadas, ou Smart TVs, que têm acesso à internet. Por isso, para driblar os empresários, o governo vai dar incentivos fiscais para a implantação até 2015.

Fonte: Exame

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Governo faz 'mea culpa' e diz que voltará a investir em TV interativa

O governo está voltando a investir na plataforma Ginga, o software de interatividade do padrão brasileiro de TV Digital, segundo André Barbosa, assessor especial da Casa Civil, falou durante o TV.Apps, evento sobre TVs conectadas que acontece em São Paulo nesta terça-feira (8).

“Vim fazer um ‘mea culpa’ e colocar o problema do Ginga”, disse. “Nós paramos os investimentos e não integramos a estrutura do software, mas haverá uma reunião dos fabricantes com o [ministro da Ciência e Tecnologia Aloisio] Mercadante sobre o assunto.”

Barbosa disse que o Ginga representa uma integração entre a TV conectada e a TV aberta. Na reunião com o ministro, os fabricantes irão discutir a obrigatoriedade da inclusão do Ginga nos aparelhos de TV, segundo o assessor. “Queremos chegar a 2015, com praticamente 100% dos televisores vendidos conectados ao Ginga”, disse o assessor.

Barbosa também afirmou ter a intenção de tornar a TV pública o “grande alavancador da interatividade na TV brasileira.” Segundo ele, será possível usar o software para levar serviços públicos à população com a ajuda da TV.

De acordo com Carlos Fini, da Rede Globo, as novelas recentes da empresa têm aplicativos e funções integradas com o Ginga. Fini também falou durante o TV.Apps. “No ambiente do Ginga, a conectividade chegou às casas”, disse, informando que já existem 2 milhões de aparelhos capacitados com o software de interatividade no Brasil.

TVs conectadas
Fini falou sobre a tendência do uso de TVs conectadas. “Pelo que foi visto na CES [Consumer Eletronics Show, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo], o ‘boom’ é a TV conectada. Só que ela passa por uma ferramenta muito importante que é a banda larga. É preciso investir, disse.

“A internet é uma experiência fantástica, mas ela não foi inicialmente concebida para o vídeo. Mas isso pode mudar”, afirmou. “As TVs conectadas são a evolução natural da TV”, completou David Brito, da TOTVS, também durante o evento.

Fonte: G1

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Empresa estatal busca rumo para a TV Brasil

O que significa a sigla EBC? Em que canal você sintoniza a TV Brasil? Como se chama o telejornal que a emissora exibe em horário nobre?

Se você não respondeu a alguma (ou a nenhuma) das questões, é porque provavelmente não faz parte do menos de 1% de telespectadores que assistem à TV Brasil.

A EBC (Empresa Brasil de Comunicação) completa quatro anos em dezembro com traço de audiência e sob nova direção, após impasse político entre a gestão anterior e o conselho curador.

O novo diretor-presidente, o jornalista Nelson Breve Dias, afirma que a busca por mais audiência é importante, mas advoga que o papel da TV pública não é só esse.

"O desafio da comunicação pública é fazer com que programas de interesse público sejam interessantes para o público", filosofa.

Por mais que os responsáveis pela EBC --e por seu cartão de visitas, a TV Brasil-- digam que audiência não é tudo, o fantasma do "traço" incomoda o governo.

De acordo com dados do Ibope/MediaWorkstation, a audiência média da TV Brasil foi de 0,39% em 2009 e 2010. O dado faz parte de um balanço de quatro anos da TV lançado na sexta e disponível no site ebc.com.br.

O desempenho para lá de modesto custa ao Tesouro Nacional R$ 487.507.957, dos quais R$ 413.751.144 devem ser efetivamente liberados.

"A TV Brasil não é cara, se comparada às TVs abertas. Não se faz televisão no curto prazo e sem recursos", disse à Folha a ministra-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Helena Chagas, presidente do conselho administrativo da EBC.

Assim como o novo diretor-presidente, Nelson Breve Dias, ela tem o diagnóstico de que é preciso incrementar a audiência e avalia que o papel da emissora pública é diferente do das outras TVs.

"Ela pode priorizar a programação infantil e educativa. E pode dedicar o horário nobre à reflexão e ao debate, sem competir com a novela das oito", afirma Helena.

Uma das apostas da emissora para anabolizar a audiência é técnica: até o fim do ano, São Paulo e Rio já devem ter transmissões em sinal digital (a captação de imagens já é toda digital).

O canal pretende investir em divulgação. Muita gente não sabe que é preciso ir ao canal 63 UHF de São Paulo para assistir à TV Brasil.

"A PBS, nos Estados Unidos, tem audiência de 1,5. E a sociedade americana entende que ela é importante. Além disso, consolidar a TV pública não é um projeto de quatro anos, e sim de 15 a 20", afirma Nelson Breve.

O novo diretor assumiu após uma polêmica que indispôs sua antecessora, Tereza Cruvinel, e o conselho curador da EBC, composto por representantes da sociedade e do governo com a função de regular a empresa.

Apesar disso, tanto a direção como Helena Chagas sustentam que as prerrogativas do órgão serão mantidas, a despeito de declarações de setores do PT de que elas precisariam ser reavaliadas.

É o conselho, diz a ministra, que garante isenção ao jornalismo da TV. "Nunca foi chapa-branca. E falo como ex-diretora de jornalismo." Na eleição do ano passado, o então presidenciável José Serra (PSDB) acusou a TV de agir contra sua candidatura.

Está em discussão um novo manual de redação para profissionais da EBC (além da TV, agência de notícias e rádios), a ser lançado em 2012.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vai faltar espectro para radiodifusão em cinco capitais

O secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa do Ministério das Comunicações, Genildo Lins de Albuquerque Neto, vai analisar a segunda parte do estudo do CPqD sobre a destinação da faixa de 700 MHz após a transição da TV analógica para a digital, que mostra que em cinco capitais não será possível abrir mão de toda a faixa do dividendo digital. De acordo com Lins, o estudo mostra que em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília vai faltar canais se toda a faixa for destinada para a telefonia. "Vamos ainda analisar o estudo, mas os indicativos são de que uma parte da faixa terá que ser mantida para a radiodifusão", afirmou o secretário.

O estudo realizado pelo CPqD foi contratado pelo SindTelebrasil, que divulgou na semana passada a primeira parte do documento, que recomenda que o Brasil pode acompanhar a tendência mundial de destinação da faixa de 700 MHz para os serviços móveis, sem causar prejuízo para a operação da TV digital. No relatório, o centro de pesquisa justifica a posição em função da existência no país de uma demanda crescente por serviços de telecomunicações sem fio, especialmente de banda larga móvel.

Planos de outorga
Lins defende que a decisão de ocupação dessa faixa seja tomada só em 2016, quando termina o prazo para as emissoras migrarem do sistema analógico para o digital. "Há outros fatores além da falta de espectro em regiões metropolitanas, extremamente ocupadas", comentou em entrevista ao Tele.Síntese. Há um volume acumulado de 20 mil processos na Secretaria de Comunicação Eletrônica em análise e muitos desses processos são pedidos de outorgas", diz Lins. Segundo ele, havia um acúmulo de 50 mil processos em janeiro (pedidos de outorgas, de renovação, aprovação de local, etc.) e sua secretaria tem trabalhado para normalizar o ritmo de análise até meados do ano que vem. "Tem processo que está aguardando análise há dez anos e queremos reduzir esse prazo para três a quatro meses, que é o normal", informou.

Com a mudança no fluxo de análise dos processos, o secretário acredita que, a partir de dezembro deste ano, o ritmo de outorgas aumenta. "Com isso, teremos mais canais sendo ocupados, portanto, qualquer decisão só poderá ser tomada em 2016. Até lá conseguiremos atender a demanda reprimida e poderemos calcular quanto de especto de radiofusão sobrará", defende. Ele estima que serão dadas oito mil outorgas para rádio, TV e retransmissora. "Hoje temos 20 mil radiodifusores e a estimativa é de que, em dois anos, haverá um acréscimo de 40%", disse.

Fonte: Telesintese

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ibope vai mediar audiência de TV em celulares

O Ibope Media começa nesta terça, 1º, o levantamento inédito sobre os hábitos de consumo de TV digital no celular. O levantamento será feito em uma parceria com a Vivo e a Samsung.

Segundo o instituo de pesquisas, somente os portadores do celular Samsung StarTV GSM Vivo que residem em São Paulo serão convidados a participar da pesquisa, que, por meio da instalação de um aplicativo, coletará informações sobre o uso da TV digital no celular.

Não serão coletados outros dados como conversas, agenda de endereços, SMS, acesso a email ou Internet.

O aplicativo será instalado em 2 mil aparelhos em São Paulo. Em uma segunda etapa, uma amostra será implantada no Rio de Janeiro e, depois das duas praças, será montado um plano para expansão nacional.

A previsão de divulgação dos primeiros dados é 2012.

Fonte: Exame

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ginga para todos: entrevista com o pesquisador do Ginga

O pesquisador e professor Luiz Fernando Soares tem uma certeza: somente com a efetiva implementação da TV interativa no Brasil, as classes D e E terão a oportunidade da inclusão digital. “Só 3% da população destas classes têm acesso a computador e 84% nunca usaram um computador e nunca tiveram acesso a Internet na vida”, revelou, em entrevista ao O POVO.

O caminho para essa revolução, ele aponta: é o Ginga, um software que faz a ponte entre o sistema operacional do receptor da televisão às aplicações de interatividade criadas e disponibilizadas aos telespectadores.

Criador deste software, que se tornou o padrão brasileiro de TV digital, Luiz Eduardo acredita que o Brasil está muito à frente de outros países no uso desta tecnologia, mas alerta para a necessidade de investimento imediato em pesquisa.

O POVO - Qual é o diferencial do Ginga?

Luiz Fernando Soares - O Ginga tem vários diferenciais em relação aos outros sistemas. Além de uma série de vantagens que realmente coloca a linguagem NCL como um avanço tecnológico sobre as linguagens declarativas para definição de programas para TV. O reconhecimento do Ginga, inclusive, veio primeiro do exterior. Por ser uma linguagem declarativa, ela é de muito fácil utilização, não exige um programador especialista. E com isso podemos ter pessoas não especialistas gerando conteúdos interativos, o que torna um lado da inclusão social possível, que é a produção de conteúdo. Ela não precisa ficar na mão daqueles que exigem conhecimento muito grande. Isso vai permitir que as camadas mais pobres possam além de gerar um conteúdo se apropriar também da produção deste conteúdo.

OP - Esse modelo que o senhor apresenta é muito próximo do conceito de inclusão digital. O senhor não acha que ele já se dá através de outras mídias?
Luiz - Quando se discute qualquer coisa nesse País, sempre tem esse problema de achar que uma coisa substitui a outra. E não é, uma complementa a outra. Claro que a gente não vai relegar a um segundo plano. A televisão é muito importante para o País. Porque se você for nas classes D e E, por exemplo... a última pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil mostra que só 3% da população das classes D e E têm acesso a computador e, pasme você, 84% nunca usaram um computador e nunca tiveram acesso a Internet na vida. Mesmo quando a gente vai às classes A e B, a quantidade de pessoas que já usaram Internet ou computador é muito baixa. Ao passo que, se você vai às classes D e E, 95% dos lares têm televisão. Ela passa a ser um meio muito importante para a inclusão social. Mas sempre a gente vê como um meio complementar. Na realidade, é uma política e nela a televisão tem um peso muito grande. Ela não vem substituir nada, vem complementar. E aí vou até mais além. Porque vai ter uma convergência e a gente vai encontrar exatamente o sistema de IPTV, que é a TV sobre a Internet.

OP - Como está o Ginga hoje?
Luiz - O Ginga teve uma repercussão muito grande internacionalmente. Principalmente no mundo científico. Foi quando a gente teve reconhecimento, quando a linguagem NCL foi escolhida como padrão para IPTV, a primeira vez que o País tem um padrão na área da tecnologia da informação e comunicação. Teve também repercussão no sentido de que a utilização da interatividade com a inclusão social seria muito importante e se começou a falar muito na TV interativa. Isso nunca iludiu a nós, pesquisadores. A gente sabia que não é assim de uma hora para outra que você transforma uma tecnologia em produto. O que vem acontecendo nesse tempo? O Ginga tem uma parte brasileira, que é a parte do NCL e do Lua, e tem outra parte que é do Java, que veio da Sun, e teve muito atraso por questão de royalties.

OP - Royalties relativos ao Java?

Luiz - Sim, do Java. O NCL/Lua não tem royalties, é código aberto, software livre. Isso atrasou muito o processo de lançamento dos produtos. Não tem produto nenhum que saiu, por exemplo, só com o Ginga/NCL – e isso foi muito por pressão dos radiodifusores. No meu entender, foi uma coisa extremamente equivocada e foi um equívoco muito grande o governo brasileiro não lançar produtos com interatividade. Nesse meio tempo, por exemplo, a Argentina fez caminho oposto. Reconheceu, coisa que deveríamos ter feito, que o middle software NCL/Lua era muito melhor e que eles podiam acelerar o processo. A Argentina lançou o sistema deles só com o middle NCL e já lançou com uma compra enorme do governo argentino de vários set-top box com o Ginga. Hoje, apesar de termos quatro vezes a população da Argentina, ela tem a mesma ordem de produtos com Ginga que temos aqui, da ordem de 3 milhões para cada país, com o Ginga embarcado. O Ginga passou esse processo de definição das questões de royalties e mais recentemente começou o embate com relação à obrigatoriedade do Ginga dentro do PPB, do Processo Produtivo Básico. E aí começou uma discussão do ovo e da galinha. Ou seja, a indústria de radiodifusão dizia que não fazia muito conteúdo porque não tinha receptores, a indústria de recepção dizia que não botava receptores porque não era oferecido conteúdo. As duas coisas não são verdadeiras. Na realidade, hoje, a quantidade de produtos com o Ginga já é enorme, eles só não são divulgados. Até porque existe o medo da indústria de recepção de divulgar que as televisões que já estão vendendo – até as televisões da Sony - já vêm com o Ginga junto. Eles têm medo de divulgar isso porque o consumidor compra uma televisão com o Ginga e chega em casa e não tem o serviço de transmissão, vai no Direito do Consumidor e diz: “me venderam um produto dizendo que oferecem uma coisa e não oferecem”. A indústria de recepção reclama muito da indústria de radiodifusão. Eles estão reclamando não com relação ao Ginga, mas que tem muito pouco conteúdo em HDTV, sem interatividade nenhuma. O conteúdo de HDTV é muito pobre ainda. A segunda é uma falácia total. Eles dizem que o Ginga encarece o receptor - e realmente o receptor tem que ser um pouco mais caro, mas esse mais caro é muito pouca coisa.

OP - Quanto mais caro?

Luiz - Vai sair na ordem de uns R$ 10 mais caro, mas que com o sistema office, vai na ordem de uns R$ 40 mais caro. O que eles alegam? Se você embute R$ 40 numa televisão que custa R$ 5 mil não é nada, mas se embute R$ 40 numa televisão que custa R$ 300, que é o que compra a classe mais pobre, é um problema. Isso vai contra tudo em termos de inclusão social, e a gente quer exatamente a inclusão para as classes mais baixas. Eles alegam: “mas aí eles vão ter que pagar”. Eles só veem custo de um lado, não veem o custo da ausência, ou seja, e o que ela paga em não ter o Ginga? Em não ter acesso, por exemplo, a serviço de saúde, bancário, de educação? Isso não é levado em consideração. É aquela falácia dessa história e a gente tem que estar muito atento porque o Ginga hoje tem uma representatividade muito grande para o País na questão da inclusão social.Não só do ponto de vista da população de mais baixa renda ter acesso a informação, mas ter acesso a serviços que para a gente é tão comum. A gente senta em frente ao computador, vê a conta bancária, compra passagem de avião etc. Esse pessoal não. Só 3% da população tem acesso a isso. Então, o Ginga, na realidade, a interatividade na televisão, vai possibilitar a essas classes C, D e E também ter esses serviços. E o outro lado da questão que é o direito de produzir conteúdos. Por que eles não têm direito de gerar conteúdos a partir disso aí? Por que eles não vão ter direito de produzir conteúdos interativos? O Ginga possibilita fazer isso, exatamente com essa linguagem simples, que é o NCL/Lua. Não é à toa que a gente vê, por exemplo, a grande batalha que as TVs comunitárias estão fazendo pelo Ginga.

OP - O que falta politicamente para o Ginga vingar?
Luiz - O Governo brasileiro, no lançamento do sistema de TV digital, foi muito forte e muito positivo. Nessa época, o governo pegou com rédeas a questão da inclusão através da TV digital e o processo foi muito bem. Só que chegou a um ponto em que ele se afastou, deixou nas mãos da indústria de radiodifusão e de recepção. Ele se omitiu, essa é que é a verdade. O PPB é uma tentativa desse governo de retomar as rédeas desse processo de inclusão, porque inclusive o Brasil se comprometeu com o resto do mundo. O Brasil convenceu 11 países da América Latina e agora está convencendo os da África a adotar o sistema nipobrasileiro. E esses países só adotam o sistema nipobrasileiro por causa do Ginga. Isso é tão importante que, por exemplo, Cuba, que está querendo adotar o padrão chinês, China está indo a Cuba oferecer o padrão chinês com o Ginga. Ou seja, o que chamou atenção para a adoção foi justamente essa facilidade de uso e a possibilidade da linguagem NCL/Lua. O Brasil vendeu isso para outros países, então o governo não pode deixar as rédeas soltas do jeito que está.

OP - Saindo da academia e indo para a parte prática, o que o Ginga mudaria hoje na minha vida, na minha casa?
Luiz - Você que é uma pessoa que tem acesso a todas as facilidades de Internet, diria que em termos de serviços para você não vai fazer nenhuma diferença. O que faria diferença para você? Seria uma nova TV. É entretenimento de uma forma diferente. É você ver um jogo de futebol, por exemplo, e poder escolher o ângulo que a câmera vai passar. É você pode ver o tira-teima na hora que quer e não na hora que o Galvão Bueno quer. É você ter a televisão personalizada para você. Na hora de receber uma propaganda dizendo: “Beba cerveja A ou B”, vai fazer: “Beba cerveja A ou B no boteco do seu Joaquim, que é do lado de sua casa”, é a personalização da TV. A possibilidade que só o Ginga tem que é você acabar com essa ideia de que televisão é uma telinha. Televisão são múltiplos dispositivos. A sua casa hoje é um ambiente que tem computador, celular, televisão. Então, a exibição de televisão não pode ser mais só na tela. Você tem que ter exibição na tela, no computador, no celular, tudo junto. E tudo isso vai fazer você ter uma sensação de inclusão, aí no sentido de inclusão no ambiente de percepção daquela informação que está sendo transmitida, seja ela qual for. Isso para você vai fazer diferença. É uma nova TV, completamente diferente e aí vamos precisar ter aplicações bem feitas. As aplicações que hoje as radiodifusoras estão fazendo são muito pobres, muito mal feitas.

OP - Onde é que o governo brasileiro erra e onde acerta com a TV Digital?
Luiz - O governo não errou em nenhum momento. O erro que cometeu não foi de visão, foi erro de omissão. Teve um período em que ele se omitiu e não poderia ter se omitido, deveria ter se imposto mais. Até 2007, o governo foi bastante atuante, mas depois ele deixou...

OP - Como o Brasil está em relação aos países do Primeiro Mundo na questão da TV Digital?
Luiz - Muito na frente. E a razão é única. Nos Estados Unidos, ninguém nunca deu bola para a questão da TV digital por razões óbvias. É um país rico, você faz a inclusão (digital) pela Internet, não existe TV aberta, só a cabo. O Brasil é uma coisa única no mundo em termos de TV aberta.

OP - E em relação à Europa?
Luiz - A Europa escolheu um padrão que é o MHP, da mesma forma como a gente tem a parte Java e a parte declarativa. Só que demoraram a escolher esta parte declarativa, começaram a aparecer várias implementações, pulverizou. O próprio MHP, por questão de royalties, morreu. Aí você tinha Itália com uma coisa, França com outra, Alemanha com outra. Moral da história: morreu, não teve exatamente essa hiper-operabilidade, não conseguiram fazer a tal hiper-operabilidade. Na época, diziam que o padrão europeu estava em 68 países e o padrão japonês só estava no Brasil e Japão, naquela época era só no Brasil e Japão. E isso incomodava a gente muito. Pô, 68 a 2! Estamos tomando de goleada! Quando um amigo resolveu fazer uma continha, se você somasse a população desses 68 países não dava a população do Brasil e Japão. Nosso mercado era muito maior com os dois países.

OP - Estamos à frente, então?
Luiz - Estamos. Tecnologicamente, ainda estamos à frente. Ainda.

OP - Por que ainda?

Luiz - Porque a tecnologia é muito rápida, ela evolui muito rápido, se a gente não evoluir... Por exemplo, todo o dinheiro passado para a academia – e olha que foram 76 institutos de pesquisa envolvidos no desenvolvimento do sistema – todo esse dinheiro parou, acabou. Desenvolveu, acabou. Só que não é só assim. Quando você acaba de desenvolver hoje, tem que desenvolver o de amanhã. Se você não desenvolve o de amanhã, vem outro e substitui. A academia hoje deveria estar investindo no futuro. Ainda está. Você ainda encontra... Outro dia somei, são 22 universidades só com pesquisas sobre o Ginga. Agora já não fazem mais naquele volume que faziam antes. Se ficar muito tempo sem dinheiro, não vai conseguir e os outros estão avançando, eles (americanos e europeus) não são bobo.

Fonte: O Povo Online

TV Unesp entra no ar dia 4

A Televisão Universitária Unesp entra no ar, em caráter experimental, no dia 4 de novembro, às 20 horas. A transmissão, inicialmente analógica, será em sinal aberto e poderá ser captada em Bauru pelo canal 45 UHF. Em breve, a emissora passará a transmitir em sinal digital, com som e imagem em alta definição. Na internet, já pode ser acessada no site www.tv.unesp.br.

A primeira transmissão oficial da TV Unesp terá uma hora de duração e será uma amostra dos programas que a emissora vai levar ao ar. Entre eles está o “Fórum”, um programa de entrevistas interativo. Por meio das redes sociais na internet e um chat disponível no site da TV Unesp, o público envia perguntas, comentários e responde a enquetes. A primeira entrevista exibida é com o reitor da Unesp, o professor Dr. Julio Cezar Durigan.

Outras estreias ao longo da semana são os programas “Artefato”, que discute cultura, tecnologia, literatura, arte e entretenimento, aproximando-os do cotidiano; e o “Som e Prosa”, que divulga o trabalho de bandas e músicos da região, além de discutir temas contemporâneos do cenário musical. Exibidos semanalmente, esses programas têm reapresentações em horários alternativos (confira abaixo). Boletins diários também trazem notícias, informações de interesse público e a previsão do tempo em parceria com o Instituto de Meteorologia da Unesp, o IPMet.

A TV Unesp chega com a proposta de ser uma emissora multimídia, sintonizada com as tecnologias convergentes. Assim, o público poderá assistir à programação não apenas na tela da televisão, mas também via internet, seja pelo computador, celular ou tablets, simultaneamente à transmissão aberta. O conteúdo também poderá ser acessado a qualquer hora, sob demanda do usuário, no site da emissora. Nas redes sociais (facebook.com/tvunesp; twitter.com/tvunesp; youtube.com/tvunesp), o público pode opinar, sugerir e participar das pautas dos programas.

Além dos conteúdos próprios produzidos em Bauru, a TV Unesp retransmitirá a Bauru a programação do Canal Futura, um dos mais prestigiados canais educativos da televisão brasileira. A emissora bauruense faz parte da rede de 30 universidades parceiras do Futura e vai colaborar com conteúdos que serão exibidos também nacionalmente.

Fora das telas, a TV Unesp cumpre sua função de ser uma televisão universitária, colaborando com projetos de ensino, pesquisa e extensão da Universidade. Dessa maneira, o canal se mostra um campo fértil para pesquisas, experimentação, formação profissional e prestação de serviços à comunidade.

Fonte: Bom Dia

domingo, 30 de outubro de 2011

SIMTVD discute mudanças na formação de profissionais na era digital

Novas plataformas devem criar novas funções e alterar o modo de trabalho com que os profissionais estão acostumados

No dia 8 de novembro, segundo dia do II Simpósio Internacional de Televisão Digital, haverá a continuidade das atividades com oficinas, mesas e debates. Entre elas, destaque para o debate que irá discutir a formação profissional do radialista na era de convergência, com o professor Antônio Francisco Magnoni, do Lecotec da Unesp de Bauru, e sua equipe, às 19:30h.

O tema do Simpósio deste ano irá abordar a televisão digital na América Latina, mas segundo o professor, ele acaba se tornando um espaço para a discussão de outros temas que caminham paralelos à ela, como o desenvolvimento das tecnologias e a consequente mudança no modo de trabalho, nas relações sociais e na comunicação. “É preciso discutir mais amiúde os efeitos da ‘cultura digital’, do qual a TVD é apenas uma pequena parte, bastante defasada’’, afirma ele.

Devido ao desenvolvimento relativamente tardio do projeto brasileiro de televisão digital o pesquisador explica que a internet teve tempo de se consolidar como principal meio de comunicação interativo, acostumando o usuário a ter múltiplos formatos e linguagens à sua disposição para serem desfrutados de acordo com sua disponibilidade de tempo, não precisando aceitar a periodicidade típica do rádio e da televisão

De posse dessas informações, muitas empresas fabricantes de receptores digitais e televisores se voltaram para a fabricação de novos aparelhos contendo recursos como a maior capacidade de processamento e de conexão, buscando atrair os consumidores com a justificativa de que os televisores residenciais “transmutam-se” privilegiadas telas de internet. Com isso busca-se atrair entusiastas das novas tecnologias, crianças e adolescentes, acostumados com as múltiplas possibilidades oferecidas por essas tecnologias.

Todas essas inovações provocam também profundas mudanças no processo de produção de conteúdo e de recepção do público. “Cada nova tecnologia que é inserida no cotidiano organizacional e profissional irá alterar o conhecimento consolidado, poderá extinguir ou criar novas funções e exigir novos modos de trabalho nos veículos”, esclarece Antônio.

Pra quem quiser se aprofundar no tema e discutir além dessas, outras mudanças que podem ocorrer na formação profissional dos produtores de conteúdo dessa nova fase, basta acompanhar o debate e outras atividades no 2º Simpósio Internacional de Televisão Digital , de 7 a 11 de novembro, na Unesp de Bauru.

Fonte: site do evento
http://www2.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/eventos/simtvd/noticias.php?id=129

sábado, 22 de outubro de 2011

Após medidas do governo, mercado já fala que Ginga chega forte em 2012

"O Ginga vem em 2012". A afirmação foi consenso entre especialistas e executivos do setor de televisão durante debate sobre interatividade no Fórum TV do Futuro, realizado nesta sexta-feira (21) em São Paulo. A forma como a tecnologia de interatividade da TV digital aberta deve ser implementada, no entanto, será apenas complementar à interatividade da TV conectada à internet, principal aposta de fabricantes, consultores e acadêmicos.

"O Ginga com certeza virá mais forte a partir do ano que vem, mas ele virá como plataforma complementar. O Ginga vai ser parte da Smart TV", disse a gerente de produtos de TV da LG, Fernanda Summa. A fabricante lançou, até agora, apenas um aparelho com o middleware embarcado, mas já o tirou de linha. Summa afirma, no entanto, que boa parte dos televisores vendidos no ano que vem terão Ginga embarcado, e 100% terão conversor para a TV digital.

A probabilidade do governo tornar o Ginga obrigatório, no entanto, diminuiu a resistência no setor, que afirma que as emissoras não estão produzindo conteúdo interativo para justificar o uso do middleware. O professor Marcelo Zuffo, do ISP-USP, lembra ainda que o tipo de interatividade do Ginga é limitado, uma vez que depende da mediação da emissora e não tem canal de retorno próprio, no momento, como nos aplicativos que dependem apenas de conexão com a internet.

"Interatividade na TV aberta não é vantagem nem para o radiodifusor, nem para o telespectador", resumiu o mediador do debate, o jornalista Ethevaldo Siqueira.

O consultor Walter Duran, por sua vez, lembrou que o modelo de interatividade na TV ainda não está fechado. "Interatividade é uma coisa pessoal, a TV é coletiva. A interatividade polui a tela", afirmou.

Fonte: Telesintese

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Governo confirma fim das transmissões analógicas em 2016

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, confirmou nesta quinta-feira que as transmissões analógicas de televisão serão desligadas em 2016. Mesmo com a decisão ele reconhece que o sistema digital ainda não é popular no Brasil e pretende acelerar o processo de digitalização das emissoras.

"As emissoras vão ter tempo para se adaptar e os próprios consumidores vão querer modernizar seus equipamentos, até mesmo porque teremos uma Copa do Mundo aqui no Brasil em 2014 e as pessoas vão querer aproveitar o sistema digital", diz o ministro.

Segundo Bernardo, o decreto que estabelece o sistema de TV digital no país permite usar a TV também para consultar saldo bancário, agendar consultas médicas, consultar a previsão do tempo e ainda obter informações do trânsito e comprar produtos. Entretanto, no início nem todos os aparelhos de televisão serão compatíveis com os recursos.

Para isso as geradoras de TV precisam dar entrada no processo de consignação no Ministério das Comunicações antes de transmitir em sinal digital. Todos os processos serão finalizados até dezembro deste ano, segundo informou Genildo Lins, secretário de Comunicação Eletrônica do MiniCom.

Fonte: SRZD

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Atraso na TV digital preocupa governo

A cinco anos do prazo final para migração do sinal analógico para o digital na TV brasileira, empresas já iniciam o lobby pró-adiamento da data, marcada para 2016.

Contra o adiamento, o governo estuda facilitar o financiamento para as transmissoras, diz o jornal Folha de S. Paulo nessa quinta-feira, 13.

Segundo a Folha, há no país cerca de 400 geradoras, responsáveis pela produção de conteúdo. O governo estima que 300 estão autorizadas a transmitir o sinal digital (consignadas), só que pouco mais de 100 já transmitem.

A meta do governo é que até o fim do ano todas estejam consignadas.

Já entre as retransmissoras responsáveis por levar o sinal a locais mais distantes – um total de 6.000 – calcula-se que apenas 20 estejam consignadas.

Para 2012, a meta é de 2.000 retransmissoras consignadas.

“A digitalização da transmissão anda devagar. Há dificuldades, como a de financiamento”, afirmou à Folha o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

A atual linha de crédito do BNDES para os radiodifusores é de R$ 1 bilhão. Foram liberados apenas R$ 107 milhões desde o governo Lula.

Mas, o nível de exigências – referentes a ações trabalhistas na Justiça, taxas da Anatel, Previdência Social e licenciamento – impede que a maioria das emissoras tome empréstimo, segundo fontes do governo citadas, porém não identificadas, pela Folha.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Coreana investe 30 milhões de reais para produzir chips no RS

A HT Micron dá início às obras da fábrica de semicondutores no Parque Tecnológico São Leopoldo (RS). A joint venture formada pela coreana Hana Micron e pela brasileira Parit Participações prevê investimentos iniciais da ordem de 30 milhões de reais.

A companhia revelou que pode investir 200 milhões de dólares no projeto em um intervalo de cinco anos. O site localizado no Tecnosinos terá 9 mil metros quadrados, gerando mais de mil empregos diretos.

A previsão da fabricante é alcançar um faturamento na casa de 300 milhões de dólares até o final do próximo ano, atingindo a marca de 1 bilhão de dólares de receita até 2015. O mercado brasileiro consome, anualmente, 17 bilhões de dólares em semicondutores importados.

A HT Micron atuará no encapsulamento e teste de chips e, no futuro, também comercializará módulos de memória para computadores, memórias flash, cartões SD e smart cards, circuitos integrados para celulares, circuitos integrados para TV Digital, set top Box, TV LCD e automação.

Com 36 mil metros quadrados de área construída, o Tecnosinos comporta mais de 70 empresas de base tecnológica e 3,5 mil empregados diretos. Com faturamento anual de cerca de 1,3 bilhão de reais, o parque cresce, em média, 30% ao ano e gera, aproximadamente, 35 novas soluções tecnológicas por ano.

Fonte: CRN Brasil

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Consulta sobre o Ginga na TV digital ganha mais tempo

Os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTi) prorrogaram por mais 15 dias a consulta pública que entre outros muda o processo produtivo básico (PPB) dos aparelhos de TV LCD para tornar obrigatória a inclusão do middleware nacional, o Ginga.

A consulta estará aberta a contribuições até o dia 20 de outubro. A proposta estabelece que a partir de janeiro de 2012, 75% dos televisores com tela de cristal líquido (LCD) devem vir com o middleware nacional e todos os televisores terão que trazer o software embargado a partir de 2013.

O documento mexe também com as TVs conectadas e estabele que todos os modelos de televisores que disponibilizarem suporte a conectividade IP deverão implementar o middleware, e não poderão restringir o acesso de suas aplicações. Ou seja, a interativade da TV aberta não poderá ser proibida de ser acessada pelas TVs fechadas.

Fonte: Telesintese

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Visiontec lança conversor de TV digital com Ginga

A Visiontec anunciou nó último dia 10 o lançamento do set top box VT7200E, seu esperado conversor para a TV digital embarcado com middleware de interatividade Ginga. O aparelho chega às lojas online do Ponto Frio, Casas Bahia e Extra com um preço sugerido de R$ 399, e conta ainda com um adaptador externo para permitir o acesso à rede WiFi, além de gravador e integração com a plataforma de interatividade da Totvs, Sticker Center.

“Escolhemos e apostamos no Ginga, porque ele é o middleware mais avançado do mundo e é à prova de futuro. Ele vai nos permitir desenvolver aparelhos com funções que unem televisão e internet em breve”, disse Ricardo Minari, diretor de negócios e tecnologia da Visiontec, em comunicado. O governo atualmente estuda tornar o Ginga obrigatório em todos os produtos de TV digital fabricados no país, uma vez que o software nacional não vingou entre os diferentes setores da indústria.

Fonte: Telesintese

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

TVs ficarão tão modernas quanto os celulares, diz representante do Google

O futuro da televisão será o mesmo dos telefones celulares: ficar mais inteligente e funcional. O novo formato de vídeo dessa TV irá nos permitir assistir os filmes que hoje vemos somente pelo Youtube. Essa é a opinião do vice-presidente do Google para Mobile, Media & Platforms, Henrique de Castro.

Para Castro, a convergência digital irá melhorar a produção de vídeos na internet em todo o mundo. “Tudo vai ser digital. Na TV aberta há limitação na distribuição de conteúdo, por falta de equipes e de canais. Não é a morte da TV, mas uma nova fase, uma transformação para melhor em termos de produção e de conteúdo, com boa qualidade e baixo custo.”

O vice-presidente do Google Mobile, a publicidade também terá que se adaptar a esse novo cenário. “No caso do vídeo normal de 30 segundos, você precisa de sete exibições para alcançar o mínimo de público. No meio digital, usa-se apenas duas. Estamos na era da ‘videocracia’, em uma convergência para um sistema de comunicação integrado que vai dar um suporte para a comunicação publicitária”, finaliza o executivo.

A respeito da chegada do Google TV no Brasil, Castro afirma: “existe um projeto de levar a Google TV para o mundo todo”, respondeu à plateia, aos risos, o executivo da Google.

Fonte: Comunique-se

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mais argentinos tem acesso a TV Digital

Três milhões de argentinos desfrutam da televisão digital gratuita, apó a entrega hoje pelo Governo de 750 mil decodificadores e a inauguração de três estações.

A abertura das novas Estações Digitais Terrestres, com as quais já somam 27, dá cobertura do serviço ao 50 por cento do país, detalhou o ministro de Planejamento Julio De Vido, citado pela agência de notícias Télam.

Para o fechamento deste ano, estima-se que estejam em funcionamento 50 emissoras as quais cobrirão o 75 por cento da população e para fins de 2012, a ideia é chegar ao 95 por cento, acrescentou.

As autoridades contemplam políticas que possibilitam a todos os habitantes ter seu próprio esse dispositivo de acordo com seus recursos ou rendimentos.

O Sistema Argentino de Televisão Digital Terrestre, o qual oferece sinal aberta gratuita, faz parte dos planos sociais do Estado argentino.

Canais como TV Pública, Canal Encontro, do Ministério de Educação, e o multinacional TeleSur, entre outros, estão disponíveis em esta tecnologia que permite, entre outros benefícios, acesso ao conhecimento e a informação com uma imagem de maior qualidade.

Fonte: La Prensa

domingo, 2 de outubro de 2011

Amazon lança tablet mais barato que o rival iPad

A Amazon apresentou o seu primeiro tablet, chamado Kindle Fire, baseado em Android; uma versão com tela sensível a toque do seu leitor eletrônico, chamado Kindle Touch, e um redesenho do seu tradicional e-reader Kindle, agora mais leve e barato. A varejista online aposta no vasto conteúdo baseado na nuvem e no preço baixo para competir no mercado de tablets dominado pela Apple e seu iPad.

O Kindle Fire chega com peso de 414 gramas, touchscreen de 7 polegadas, 8 gigabytes (GB) para armazenamento interno, processador dual core, e preço de US$ 199. Comparando, a versão mais barata do iPad é vendida pelas loja da Apple por US$ 499. O menor Galaxy Tab, da Samsung, (com tela de 7 polegadas) sai por US$ 349, e o maior (com 10,1 polegadas), por US$ 499.

Pelo site da Amazon já é possível entrar na lista de pré-venda e aguardar até o dia 15 de novembro até que o produto esteja disponível no mercado. A previsão de vendas, segundo a Forrester, é de 5 milhões de aparelhos só no último trimestre deste ano.

O Kindle Touch chega nas versões Wi-Fi e 3G/Wi-Fi e 4GB de memória interna. O tamanho (17,2 x 12 x 1,1 centímetros) e o peso (220 gramas) colaboram para a manipulação do aparelho, que, durante a leitura, dividiu (de forma não aparente) a tela de 6 polegadas em três regiões com as opções de passar, voltar a página e abrir o menu. Os preços do Kindle Touch vão de US$ 99 a US$ 149 (3G).

A empresa afirma que nenhum contrato ou plano será exigido e que a garantia é de que a internet 3G tenha cobertura em regiões espelhadas em 100 países.

A Amazon garantiu que a internet 3G, dentro da área de cobertura será gratuita. Os aparelhos estão em pré-venda, mas devem chegar ao mercado no dia 21 de novembro. Além dos novos modelos, a Amazon remodelou o seu mais antigo, o leitor eletrônico Kindle. Apesar de mais leve, agora com 170 gramas (redução de 30%), e um 18% menor, o tamanho da tela, 6 polegadas, foi mantido. O preço ficou em US$ 79.

Segundo a consultoria Gartner, 75% dos tablets vendidos este ano serão iPads. A Apple vendeu cerca de 29 milhões de unidades de abril de 2010 até junho deste ano. A Amazon tem em catálogo mais de 1 milhão de livros eletrônicos, 100 mil filmes e episódios de séries de TV e 17 milhões de músicas digitais.

A empresa espera ter sucesso na competição com a Apple, no que outras companhias tentaram e fracassaram, porque seu tablet foi projetado para dar acesso à sua quantidade massiva de conteúdo.

Fonte: Tribuna do Norte

sábado, 1 de outubro de 2011

Saiba o que é Ginga

Ginga é o middleware de especificação aberta adotado pelo Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) e que será instalado em conversores (set-top boxes) e em televisores. É uma camada de software intermediária, entre o sistema operacional e as aplicações. Ele tem duas funções principais: uma é tornar as aplicações independentes do sistema operacional da plataforma de hardware utilizados. A outra é oferecer um melhor suporte ao desenvolvimento de aplicações. Ou seja, o Ginga será o responsável por dar suporte à interatividade.

Em outras palavras, um middleware para aplicações de TV digital consiste de máquinas de execução das linguagens oferecidas e bibliotecas de funções, que permitem o desenvolvimento rápido e fácil de aplicações interativas para TV digital. Essas aplicações vão possibilitar, por exemplo, acesso à internet, operações bancárias, envio de mensagens para o canal de TV ao qual se está assistindo, entre outros.

O Ginga é constituído por um conjunto de tecnologias padronizadas e inovações brasileiras que o tornam a especificação de middleware mais avançada do mundo atualmente e a melhor solução para os requisitos do país. O Ginga é o resultado de vários anos de pesquisas realizadas pela Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

O sistema é subdividido em três subsistemas principais interligados (Ginga-CC, Ginga-NCL e Ginga-J), que permitem o desenvolvimento de aplicações seguindo dois paradigmas de programação diferentes. Dependendo das funcionalidades requeridas no projeto de cada aplicação, um paradigma será mais adequado do que o outro.

Ginga-CC
O Ginga-CC (Ginga Common-Core) oferece o suporte básico para os ambientes declarativos (Ginga-NCL) e procedural (Ginga-J), de maneira que suas principais funções sejam para tratar da exibição de vários objetos de mídia, como JPEG, MPEG-4, MP3, GIF, entre outros formatos. O Ginga-CC fornece também o controle do plano gráfico para o modelo especificado para o ISDB-TB e controla o acesso ao Canal de Retorno, módulo responsável por controlar o acesso à camada de rede.

Ginga-NCL
O Ginga-NCL foi desenvolvido pela PUC-Rio com o objetivo de prover uma infra-estrutura de apresentação para aplicações declarativas escritas na linguagem NCL (Nested Context Language), que é uma aplicação XML com facilidades para a especificação de aspectos de interatividade, sincronismo espaço-temporal entre objetos de mídia, adaptabilidade, suporte a múltiplos dispositivos e suporte à produção ao vivo de programas interativos não-lineares.

Para facilitar o desenvolvimento de aplicações Ginga-NCL, a PUC-Rio criou também a ferramenta Composer, um ambiente de autoria voltado para a criação de programas NCL para TV digital interativa. Nessa ferramenta, as abstrações são definidas em diversos tipos de visões que permitem simular um tipo específico de edição (estrutural, temporal, layout e textual). Essas visões funcionam de maneira sincronizada, a fim de oferecer um ambiente integrado de autoria.

Ginga-J
O Ginga-J foi desenvolvido pela UFPB para prover uma infra-estrutura de execução de aplicações baseadas na linguagem Java, com facilidades especificamente voltadas para o ambiente de TV digital.

Dessa maneira, pode-se afirmar que o Ginga é uma tecnologia que leva ao cidadão todos os meios para que ele obtenha acesso à informação, educação a distância e serviços sociais, utilizando apenas sua TV. O Ginga é uma especificação aberta, de fácil aprendizagem e livre de royalties, possibilitando que qualquer programador produza conteúdo interativo, impulsionando a programação de TVs comunitárias, por exemplo. Com o desenvolvimento do Ginga, o Brasil se tornou o primeiro país a oferecer um conjunto de soluções em software livre para TV digital.

Para ter mais informações sobre o Ginga, visite o site www.ginga.org.br ou então o site da Comunidade Ginga.

Fonte: Site da TV Digital Brasileira

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Samsung lança aplicativo Yahoo Finanças para TVs conectadas

A fabricante de equipamentos sul-coreana Samsung anunciou nesta terça-feira (27) o lançamento do aplicativo Yahoo Finanças, que permite a consulta de dados financeiros através de suas SmartTVs, em português. Segundo comunicado da companhia, as TVs conectadas da Samsung já contam com mais de 250 aplicativos disponíveis mundialmente, entre eles o app bancário do Bradesco, no Brasil.

O aplicativo do Yahoo pode ser customizado para mostrar informações sobre ações, fundos, e taxas de câmbio, tanto do mercado local quanto global. O programa também permite a visualização de gráficos de tendências para análises financeiras.

A Samsung ainda não tem planos para lançar televisores embarcados com o midware Ginga, que permite a interatividade através do sinal digital de TV, sem necessidade de conexão com a internet. Segundo assessoria, a empresa aguarda regulamentação sobre o assunto pelo governo federal.

Fonte: Telesíntese

Governo realiza consulta pública sobre middleware para TV Digital

O Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, está promovendo, pelos próximos 15 dias, uma consulta pública acerca da inclusão do software público Ginga no Processo Produtivo Básico de televisores. Por enquanto, a proposta estabelece que 75% dos televisores com tela de LCD produzidos no Brasil já devem vir com o middleware Ginga instalado, com a progressão desse percentual para 100% em 2013.

O Ginga é um software que opera na camada intermediária (middleware) e permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital, independente da plataforma de hardware utilizada pelos fabricantes. O programa é escrito em código aberto, logo pode ser utilizado pelos fabricantes sem a necessidade do pagamento de direitos autorais.

O projeto do código foi desenvolvido em parceria pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O Ginga é considerado um dos ambientes operativos mais modernos para executar aplicações de TV e IPTV que contemplem interatividade.

Fonte: Administradores

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Brasil finaliza mais um treinamento sobre TV Digital

A Agência Nacional de Telecomunições (Anatel) realizou, entre os dias 19 e 23 de setembro, em Brasília, mais um encontro para tratar sobre o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Na oportunidade, o Equador foi representado por cinco especialistas do Ministério das Telecomunicações, da Secretaria Nacional de Telecomunicações e da Superintendência de Telecomunicações daquele país, e ainda da Associação Equatoriana de Canais de Televisão.

A Agência, por meio da Assessoria Internacional (AIN), da Superintendência de Serviços de Comunicação de Massa (SCM) e da Superintendência de Radiofrequência e Fiscalização (SRF), tem participado com o Ministério das Comunicações na divulgação do SBTVD para países em fase de adoção da tecnologia digital de televisão.

Sob a coordenação da Superintendência de Serviços de Comunicação de Massa, já foram realizados treinamentos similares para Chile, Peru, Venezuela e Uruguai. Para os próximos meses ainda está prevista a realização de treinamentos para outros países da América do Sul e África.

Durante o encontro, foram tratados de assuntos como regulamentação técnica e planejamento de canais, Redes de Frequência Única (SFN) e instalação de equipamentos, fundamentos do SBTVD, interatividade (padrão Ginga), certificação de equipamentos, exposição humana a campos eletromagnéticos nas faixas de radiofrequência, entre outros. Os equatorianos também visitaram o Ministério das Comunicações, a Torre de TV Digital, em Sobradinho (DF), as instalações da EBC e das emissoras da Câmara, do Senado e da Justiça em Brasília.

Fonte: Jornal do Brasil

Com TV digital, universidades apostam em cursos de animação

Com a popularização da televisão digital no Brasil, várias possibilidades surgem para quem quer trabalhar com animação, interatividade e recursos digitais. Iniciativas como o AnimaTV, projeto realizado com incentivo do Ministério da Cultura que exibia animações brasileiras no canal Brasil, e festivais como o Anima Mundi impulsionaram o desenvolvimento da animação brasileira. Para que tem interesse em trabalhar nesta área, algumas universidades oferecem cursos específicos para formar profissionais preparados para este mercado em expansão.

Diversas instituições de ensino oferecem graduação em cinema, como a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mas em se tratando do segmento animação, o ideal é procurar um curso específico, como os de Cinema de Animação, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Cinema de Animação e Artes Digitais (CAAD), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Durante os quatro anos de faculdade, o estudante tem uma formação na área de cinema, com foco nas técnicas de animação, como 2D, 3D e stop-motion. Já o eixo de artes digitais dá ênfase à produção a partir do computador e outras tecnologias. "Além de aulas sobre arte e suas tendências, os alunos também aprendem a fazer programação de códigos, que podem gerar obras interativas, passando ainda pelos jogos digitais, cada vez mais populares", comenta o coordenador do curso de Cinema de Animação e Artes Digitais da UFMG, Leonardo Vidigal.

Diretor de animação para cinema, televisão, publicidade e outros meios, artista multimídia, diretor de efeitos visuais, editor, diretor de projetos de visualização científica, diretor de projetos de games são algumas das funções para as quais essa graduação habilita. "A tendência é que, com a implantação da TV digital interativa, esse leque de opções aumente ainda mais. Também é possível constatar o crescimento significativo de editais de incentivo à produção cultural do gênero animação (Lei Rouanet e do Audiovisual). E, mais importante, a ampliação das políticas de reserva de mercado para a formatação de séries televisivas brasileiras nas TVs abertas e a cabo, que aumentam sensivelmente o campo de atuação de animadores", diz Vidigal.

Na UFMG, o curso tem a política de usar apenas software livre, sem estar atrelado a nenhuma companhia comercial de programas. Um dos mais usados é o Blender, para computação gráfica e composição de animação. A utilização de softwares e a manipulação de imagens e vídeos são vitais para um curso que lida constantemente com efeitos especiais e animação, mas é importante destacar a parte subjetiva dessa área, inerente a toda atividade ligada à criação. "A ideia é, em todos os percursos, possibilitar que os desenvolvam poéticas pessoais, articulando percepção, imaginação, memória, reflexão, sensibilidade e domínio da técnica, que inclui a tecnologia, mas não apenas ela", conclui Vidigal.

Fonte: Terra

sábado, 24 de setembro de 2011

Fabricantes de TV alegam que não há conteúdo para o Ginga

Os fabricantes de aparelhos de TV argumentam que a obrigatoriedade de instalação do middleware brasileiro - o Ginga - nos equipamentos, conforme proposta sob consulta pública dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCTI) e Desenvolvimento Industrial (MDIC), poderá trazer apenas um custo a mais para os clientes, visto que não existem conteúdos interativos disponíveis. "Nem as emissoras de TV nem as empresas públicas estão desenvolvendo conteúdos interativos que possam ser usados no Ginga", afirma executivo de um dos fabricantes.

Segundo ele, diferentes marcas de TV já vêm com o Ginga embargado, mas a indústria não divulga existir esta facilidade porque não foi feita a suíte de testes com o software, que permite assegurar a interoperabilidade dos sistemas. "Não sabemos se em cada geradora de TV o software para funcionar no aparelho de recepção", argumenta a fonte.

Para os fabricantes, o conteúdo interativo ainda não existe no Brasil porque não se encontrou o modelo de negócios que permita estimule o seu desenvolvimento. Da mesam forma, afirma, a TV no celular acabou não "pegando", e só existem hoje os aparelhos que captam sinais analógicos. Aqueles que captam sinais digitais são produzidos em pequena escala. Tanto que o governo diminuiu a obrigatoriedade de fabricação desses aparelhos, para 3% da produção total.

Zona Franca
O executivo explica também que não há qualquer ameaça da indústria em migrar para outras regiões do país, para a produção do aparelho de TV, hoje concentrada na Zona Franca de Manaus. Mas pode vir a ser uma decisão econômica. Hoje os aparelhos de TV já têm um custo mais elevado porque precisam carregar o sincronizador digital e analógico (equipamento que recebe os sinais de TV). Com a inclusão do Ginga, que também custa mais para os fabricantes (pois tem mais memória, processador, etc.) pode ser que esses aparelhos acabem ficando mais caros do que se eles fossem produzidos fora de Manaus, sem os benefícios de Manaus, mas também sem os custos associados. "Vamos ter que colocar Ginga e sincronizador digital para vender TV em cidades que só recebem o sinal analógico", afirma

Além disso, os fabricantes podem estimular não mais a venda do aparelho de TV mas do monitor de tela plana, que é fabricado conforme as regras da Lei de Informática (em todo o país) e poderia ser usado pelos telespectadores que têm TV por assinatura ou IPTV, o que poderia também ser um baque na produção de Manaus. Mas a consulta pública mal começou. Novas reações deverão vir na próxima semana.

Fonte: Telesíntese

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Governo publica consulta pública obrigando o Ginga na TV digital

O mercado de fabricação de aparelhos de TV digital está em polvorosa. Os Ministérios da Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio publicaram consulta pública mudando as regras de fabricação da TV digital, obrigando a instalação do middleware nacional, o Ginga. Segundo fontes do governo, a indústra, que retardou esta medida por alguns anos, é tão contrária à ideia que começa a fazer ameaças de parar a fabricação dos televisores em Manaus, e transferi-los para São Paulo, numa clara tentativa de querer colocar a bancada parlamentar da Amazônia contra o governo, para fazer com que ele desista desta iniciativa.


Sob o argumento de que vai encarecer o produto, os fabricantes - em sua maioria estrangeiros - não querem instalar o software nacional, uma das justificativas do governo do ex-presidente Lula para adotar o padrão japonês de TV digital. Os fabricantes não falam abertamente, mas entre as razões para esta resistência está o modelo de negócios embalado com a TV conectada. Isso porque, na IPTV, são os fabricantes de aparelhos que ganham com os programas interativos e, com a interativade da TV digital aberta, esse negócio sai do aparelho de TV e vai para o radiodifusor.

Mas os radiodifusores comerciais também não se mostram muito interessados com esta interatividade, até porque têm problemas maiores, pois não estão conseguindo avançar com a TV digital, que demanda altos investimentos. Não há nenhuma emissora realmente investindo em conteúdo interativo. E o governo, por sua vez, decidiu comprar essa briga porque convenceu-se que não dá mais para ampliar o legado de aparelhos de TV sem a interatividade. Já foram vendidos mais de 20 milhões de aparelhos de TV sem o Ginga, e essa base continua crescendo. "Sem o middleware nas TVs não há estímulo à produção de conteúdo", afirma fonte do governo.

A consulta pública ficará aberta para contribuições por 15 dias e estabelece que a partir de janeiro de 2012, 75% dos televisores com tela de cristal líquido (LCD) devem vir com o middleware nacional. Segundo o documento, todos os televisores terão que trazer o softwarte embargado a partir de 2013. Além disso, a proposta mexe também com as TVs conectadas e estabele que todos os modelos de televisores que disponibilizarem suporte a conectividade IP deverão implementar o middleware, e não poderão restringir o acesso de suas aplicações. Ou seja, a interantivade da TV aberta não poderá ser proibida de ser acessada pelas TVs fechadas.

Fonte: Telesintese

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

TV digital: Mercado vende aparelhos sem o selo DTV

O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Fórum SBTVD) identificou a venda no Brasil de aparelhos para recepção de TV digital sem o selo DTV. O adesivo, presente em televisores, dispositivos móveis e conversores digitais, garante a conformidade dos produtos com os requisitos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O selo DTV pode estar localizado na superfície do produto ou impresso nas embalagens, e atesta a excelência do desempenho dos equipamentos, de acordo com o padrão oficial de qualidade do Sistema Brasileiro de Televisão Digital.

Aparelhos sem o selo podem apresentar problemas na recepção e exibição do sinal de TV digital, restringindo a quantidade de canais disponíveis ou mesmo impedindo o processamento contínuo do sinal, o que pode provocar falhas e bloqueios na exibição.

Conforme levantamento realizado pelo Fórum SBTVD, a maior parte dos equipamentos sem o selo DTV é vendida pela internet. "O consumidor precisa prestar atenção a esse item na hora da compra para garantir satisfação e tranquilidade após a aquisição dos receptores de TV digital", adverte Dilson Funaro, vice-presidente do Fórum SBTVD.

Confira a relação de fabricantes autorizados a identificar produtos com o selo DTV: Antenas Castelo -AOC -Century-Ekotech-Elsys-H Buster-LG-Panasonic-Philips-Samsung-Semp Toshiba-Sony-Tec Toy-Tele System e Visiontec.

Fonte: Convergência Digital

Tablet da Positivo aposta em conteúdo para se destacar

A Positivo Informática anunciou o primeiro tablet fabricado pela companhia, o Positivo Ypy. O dispositivo foi desenvolvido a partir de pesquisas com o brasileiro, desde o hardware e design ao sistema operacional totalmente em português. O equipamento chega ao mercado junto com aquilo que a companhia chama de Mundo Positivo, um conjunto de revistas e jornais nacionais, livros, filmes, jogos e aplicativos, como ferramentas de trabalho e redes sociais. Esse é, liás, um dos pontos pelos quais a empresa acredita que o produto psosa destacar, pois ele já sai de fábrica com mais de 50 aplicativos pré-instalados.

“Estudamos o comportamento do consumidor durante 20 meses para chegar a um produto 100% voltado ao brasileiro. Até o nome Positivo Ypy, que quer dizer primeiro em tupi-guarani, foi inspirado na língua dos primeiros habitantes do nosso País”, afirma Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Informática.

A linha apresenta o Positivo Ypy 7 e o Positivo Ypy 10, em versões Wi-Fi e Wi-Fi+3G. Uma das caracaterísticas do hardware do produto é sua tela capacitiva multitoque de alta resolução, adequada para o consumo de conteúdos digitais, especialmente livros, revistas e jornais, além de páginas da web. O teclado virtual também é em português, com teclas “ponto br” e cedilha. O produto conta ainda com sensor de movimentos (acelerômetro), que pode ser usado em jogos, e saída HDMI para que seja ligado à TV de LCD, além de suporte para uso de sites com Adobe Flash.

O Positivo Ypy 7 chega ao varejo na segunda quinzena de outubro, com preços sugeridos a partir de R$ 999.

Fonte: Istó É Dinheiro

terça-feira, 20 de setembro de 2011

TV Digital: SBT oferece interatividade 24h por dia

Em uma parceira com a Totvs, o SBT anunciou que desde segunda-feira é a primeira emissora a ter interatividade nas transmissões digitais durante 24 horas. Segundo a emissora, o serviço se destaca por ter um modelo diferente do que é utilizado por outras emissoras, como a Globo e a Band, que limitam a interatividade a programas específicos.

O portal conta com conteúdos independentes da programação, como notícias, uma ferramenta para seguir no Twitter os talentos da casa, uma loja virtual, enquetes e jogos (quiz). O portal pode ter conteúdo sincronizado com a programação do canal, mas sem tirar do ar o restante do conteúdo. A interatividade relacionada ao programa em exibição aparece, nestes casos, como mais um item do portal.

Segundo o diretor de rede e assuntos regulatórios do SBT, Roberto Franco, o portal está sendo aperfeiçoado para permitir que o espectador tenha o seu próprio Twitter na página. Além disso, a loja virtual, criada em parceria com o Submarino, permitirá fazer transações diretamente da TV, no caso dos televisores com canal de retorno. Por enquanto, a transação precisa ser finalizada por telefone ou com um computador.

Fonte: Tela Viva

Governo quer obrigar interatividade nos TVs

Insatisfeito com a baixa adoção do DTVi (antigo Ginga), o middleware brasileiro de interatividade na TV digital, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, revelou que poderá obrigar, através de uma portaria, os fabricantes de TV a adotarem o sistema. O Ministério, segundo ele, aguarda as contribuições dos ministérios de Desenvolvimento e de Ciência & Tecnologia sobre o assunto. Ao participar do congresso da ABTA, em São Paulo, Bernardo revelou que existe a possibilidade de ser criada uma nova versão do Processo Produtivo Básico (PPB), utilizado pelas indústrias de Manaus, para fabricação de televisores com interatividade.

Desde que o Ginga foi criado, em 2008, sua adoção tanto pelos fabricantes de equipamentos quanto pelas emissoras de ainda não aconteceu de forma massiva. Pelas contas da indústria, haveria pouco mais de 1 milhão de aparelhos com o middleware embarcado. Sony e Philips são os únicos fabricantes que adotaram o recurso em todos os seus TVs. Entre as emissoras, somente Globo e SBT têm feito experiências com interatividade nas transmissões, mas ainda não existe um modelo de negócio que torne seu uso comercialmente viável.

Há quem acredite que o Brasil perdeu a janela de oportunidade para incluir interatividade na TV digital. Isso porque, enquanto a adoção do Ginga patina, cresce a passos largos a penetração das TVs conectadas. Esses dispositivos têm acesso à internet e sistemas operacionais próprios, que permitem ao usuário acessar as principais aplicações da web (redes sociais, YouTube e outras) pela tela de TV.

FONTE: Home Theater & Casa Digital (com informações do Tela Viva)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

GVT TV chega com pacotes HD a partir de R$ 59,90

Apostando na oferta HD desde o pacote de entrada e em uma solução híbrida, que combina broadcast de programação linear via DTH e conteúdos on demand e interativos em cima da banda larga (por IPTV), a GVT lançou nesta quinta-feira, 15, seu serviço de TV por assinatura GVT TV. O desenho do produto consumiu 14 meses de trabalho, 12 dos quais dedicados principalmente ao empacotamento dos canais, ponto-chave na estratégia da operadora.

São 140 canais, dos quais mais de 30 em alta definição. Como adiantado por este noticiário, mesmo o pacote de entrada da GVT TV terá pelo menos cinco canais pagos em HD. São três pacotes: Super HD, com 26 canais pagos, sendo cinco HD, a R$ 59,90; Ultra HD, com 45 canais pagos, sendo nove HD, a R$ 89,90; e Ultimate HD, com 72 canais pagos, sendo 14 HD, a R$ 129,90. Às duas primeiras ofertas podem ser adicionados ainda, por R$ 19,90 cada, os pacotes de esportes (com canais como ESPN HD, ESPN Brasil, Esporte Interativo e BandSports), e de canais internacionais (com canais como NHK, SIC Internacional, RAI e TV5 Monde), ambos já incluídos no Ultimate HD. Os canais Globosat estão disponíveis desde o pacote básico.

Os canais Telecine e HBO poderão ser adicionados a qualquer um dos três pacotes. Para ter todos os canais Telecine, o assinante pagará R$ 39,90 ao mês; e para receber os canais HBO, deverá desembolsar outros R$ 34,90 mensais. Os preços incluem os canais HD das duas redes. É interessante destacar a estratégia da GVT de contratar dos programadores apenas os canais HD (no caso daqueles que têm a mesma programação em HD e SD). “Isso foi possível porque os decodificadores HD têm a capacidade de fazer eles próprios a conversão para standard definition para televisores sem alta definição”, explica o diretor de marketing e produtos da GVT, Ricardo Sanfelice.

Assim como acontece em outras operadoras, o assinante poderá contratar canais à la carte como Premiere FC, Combate e Sexy Hot.

Para a recepção de canais abertos, os set-top boxes terão conversor do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre integrado, para capar o sinal aberto. “Assim, nas praças onde o sinal digital já está disponível, o assinante poderá receber os canais abertos em alta definição. Além disso, os sinais dos canais abertos também estão sendo carregados no satélite em SD”, detalha o head de TV por assinatura da GVT, Dante Campagno. O modelo já é adotado pela Sky e pela Via Embratel.

A GVT TV fechou um contrato de 10 anos com a Intelsat para o uso do satélite Galaxy 11, deslocado da África para a posição 55,5 º W para atender à operadora no Brasil. O satélite, no total, tem 16 transponders em banda Ku, dos quais a GVT tem autorizados 10 transponders na Anatel.

Fonte: Teletime

Interatividade marca TV do Futuro

Se, em maio de 2009, a revista "Technology Review", publicada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), listou a televisão social entre as dez tecnologias mais promissoras, em agosto deste ano, a mesma lista incluiu um software de compressão de vídeo que melhora a transmissão de grandes quantidades de dados pela internet e diminui o tempo de resposta de programas baseados na nuvem.

Uma pesquisa, divulgada na semana passada pela empresa de consultoria Accenture, ouviu consumidores de diversos países e aponta três tendências: o consumo de vídeos online já é um padrão estabelecido e só tende a crescer, esse consumo não deve substituir a televisão - os dois conteúdos vão se complementar - e os usuários esperam ter na web a mesma qualidade de produção que a TV oferece.

Junte essas demandas às tecnologias destacadas como promessas pelo MIT e tem-se algo próximo ao que o que o consumidor já espera que seja a "TV do futuro": interatividade mesclada a programas e liberdade na escolha da programação e da plataforma onde ela será assistida.

Segundo Renato Improta, executivo sênior de mídia e tecnologia da Accenture, um exigente mercado consumidor está em formação: "Da tela para trás, o consumidor nem quer perceber como a interação se dá, mas, da tela para frente, ele quer ter controle e facilidade para assistir a qualquer programa, seja ele transmitido pelas antenas das emissoras ou via streaming online, em qualquer um de seus aparelhos - smart TV, console, computador, tablet e smartphone".

Assim, as palavras da vez são: liberdade (para escolher a programação sem depender da emissora) e interatividade com outros usuários e com o programa.

Fonte: IG

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Intercom: TV digital interativa no Brasil foi apenas um sonho

Falta de incentivos e impossibilidade de um diálogo que se chegasse a um produto final condenou a TV digital interativa brasileira ao limbo. Esse foi um dos consensos do debate sobre políticas públicas para mídias digitais e interativas que aconteceram no último do Intercom, na Universidade Católica de Pernambuco. Para Carlos Ferraz, diretor do C.E.S.A.R. e professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, faltou atrativos. “Ficamos brincando de fazer protótipos e não imaginamos um produto que fosse atrativo, interessante para o público”.

A ideia que se tinha durante as primeiras conversas para se chegar à TV interativa era de uma participação direta da audiência nos programas. As pessoas poderiam interagir com os programas, fazer escolhas, entre outros recursos. No Brasil, assim como no resto do mundo, esse conceito de interatividade foi perdendo força. “Perdemos uma ótima oportunidade de avançar nesse campo”, disse Ferraz, que ainda afirmou que a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) e a Rede Globo também fizeram o possível para que o modelo não fosse adiante.

No vácuo da falta de uma TV interativa, as empresas lançaram seus próprios produtos, as chamadas “TVs conectadas”. Sony, LG, Samsung, entre outras já trabalham seus televisores inteligentes. São aparelhos ligados à internet com acesso à aplicativos. “Isso não pode ser chamado de interatividade. A usabilidade é ruim e novamente não tem atrativos. O telespectador continua com uma experiência ruim e estão chamando de interação a possibilidade de ver vídeos do YouTube em uma tela de 40 polegadas. É muito pouco”, disse. Para ele, não adianta trazer o que funciona na web para a TV.

Ferraz diz que o futuro pode trazer boas novidades nesse campo. Tecnologias de percepção de movimentos como o Kinect podem dar a usabilidade ideal para interagir com o televisor. Mas, o principal desafio é mesmo a capacitação. “Temos que trabalhar em conjunto com diversas áreas”.

Cosette Castro, da Universidade Católica de Brasília e especialista em TV digital disse o assunto “interatividade” encontra-se parado, mas existem perspectivas de melhora. “Foi feito um investimento de R$ 10 milhões para o Ginga Brasil para projetos envolvendo TVs públicas, inclusão digital e universidades”. Ginga é o nome do software aberto utilizado no Sistema Brasileiro de TV Digital. Até hoje o sistema não empolgou desenvolvedores e segue pouco utilizado.

Fonte: MundoBit