terça-feira, 29 de novembro de 2011

Em ano de eleição, Câmaras lançam canais digitais

De acordo com o jornal, 345 políticos que podem se reeleger nas eleições, em outubro do ano que vem, usarão o espaço em emissoras digitais no horário eleitoral gratuito. Com a ampliação do alcance do sinal no interior de São Paulo, por exemplo, mais de 20 milhões de telespectadores terão acesso aos canais da Câmara.

Para o primeiro semestre de 2012, estão previstas as estreias de 16 canais, em quatro capitais: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE). Há, ainda, um projeto para mais canais, em outras quatro capitais, como Vitória (ES), Cuiabá (MT), Goiânia (GO) e Salvador (BA).

O custo de implantação será arcado pelas próprias Câmaras e deve atingir R$ 4 milhões. Para as outras três capitais - Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre -, esse valor deve chegar a R$ 1 milhão. No interior, a estimativa é de R$ 300 mil.

Para Flávio Britto, especialista em Direito Eleitoral, ouvido pela Folha, a medida para divulgar atividades institucionais é positiva, mas excessos devem ser evitados para que os canais "não virem vitrines" para as eleições. "O vereador não pode usar o espaço na TV para fazer propaganda eleitoral explícita. Se acontecer, tem de ser denunciado".

O cientista político Milton Lauerta reitera a posição de que o espaço deve ser usado, "apenas", para divulgar atividades legislativas. "O problema está no uso que será feito. Se forem programas ruins e com propósito eleitoral, certamente afastarão o cidadão ainda mais da Câmara".

A gerente do projeto de TV digital da Câmara dos Deputados, Evelin Maciel, recomenda aos vereadores que tentam a reeleição a não participar de programas jornalísticos ao vivo, porém, eles poderão fazer propaganda nos discursos em plenário e comissões.

Fonte: Portal Imprensa

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Assinante vai poder medir tempo de publicidade nos canais de TV paga

O presidente da Ancine, Manoel Rangel, afirmou hoje, durante debate promovido pelo IPEA, que uma das propostas previstas nos regulamentos da lei 12.485 (a nova lei de TV paga, ou Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) irá tratar das cotas de conteúdo nacional e dos limites publicitários de cada canal, que não poderá ser maior de 25% do tempo diário. "A Ancine vai fiscalizar os limites previstos na lei, mas pretendemos criar mecanismos para que o próprio usuário possa medir a quantidade de publicidade nos canais, e, se estiver com tempo maior do previsto em lei, o ele poderá denunciar à agência", alertou.

O diretor voltou a afirmar que duas são as normas mais importantes em elaboração da agência, que serão lançadas para consulta pública no próximo mês. A mais importante delas vai regular a Comunicação Audiovisual do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) e vai regular as cotas de conteúdo nacionhal, os espaços qualificados, a qualidade da programação, estabelecer mecanismos de aferição e de informações a serem prestadas na Internet. "Este regulamento vai disciplinar a programação e o empacotamento", frisou.

Ele observou que a lei não criou barreiras aos canais de televendas, no novo serviço de Acesso Condicionado, e, por isto, não se aplicaria a estes canais o limite de 25% de publicidade. Mas em todos os demais canais fechados, este limite terá que ser observado,lembrou.

O outro regulamento irá tratar do credenciamento das programadoras e empacotadoras, regulamentando o artigo 5º da lei, que proibe a propriedade cruzada, os limites acionários para cada tipo de exploração de serviço previstos na lei. Segundo o diretor, este regulamento esta sendo formulado com base nos preceitos da Anatel e Ministério das Comunicações.

Em janeiro, a Ancine pretende promover duas audiências públicas. E Rangel promete que, o dia 12 de março de 2012, prazo final estabelecido pelo Congresso Nacional para a regulamentação da nova lei, será cumprido.

Fonte: Telesintese

domingo, 27 de novembro de 2011

TV digital aberta já chega a mais de 45% dos brasileiros

O sinal da TV digital aberta é recebido gratuitamente por 457 municípios. De acordo com dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses municípios possuem uma população somada de aproximadamente 86.641.005 pessoas, o que equivale a 45,4% dos brasileiros.
Considerando as cinco regiões geográficas do País, a maior parte desses municípios está na região Sudeste. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo concentram 159 municípios com o sinal digital de pelo menos uma emissora, a exemplo de Araguari (MG), que passou a fazer parte da área de cobertura no último mês de setembro, e Campos de Goytacazes (RJ), que teve o sinal digital inaugurado neste mês. O Sudeste possui 59% de sua população com acesso ao sinal.

O Sul chegou este ano a 113 municípios cobertos pelo sinal digital aberto e gratuito, inclusive com mais de uma emissora em diversas cidades. Cascavel (PR), por exemplo, passou a receber a programação em alta definição da RPC, afiliada da TV Globo, desde outubro deste ano, além de já receber o conteúdo da TV Tarobá, afiliada da TV Bandeirantes. O estado do Paraná também passou a contar, em 2011, com a programação em HD da RICTV, afiliada da Rede Record em Curitiba. Em toda a região Sul, 37% da população mora em cidades com sinal de TV digital.

Em outubro, Fortaleza (CE) entrou para a lista da Record de afiliadas digitalizadas, por meio da TV Cidade. Na capital cearense, além da Record, é possível assistir à programação em HD da TV Verdes Mares (Globo), Rede TV!, TV Ceará, TV Jangadeiro (SBT) e TV União. Em todo o Nordeste, outros 80 municípios contam com o sinal da TV digital, correspondendo a 31% da população dos nove estados.

O Centro-Oeste, por sua vez, possui 67 municípios com o sinal da TV digital, com um alcance de 56% da população, enquanto o Norte soma 37 municípios que concentram 33% da população de todos os sete estados. Para ampliar esses percentuais, um dos principais objetivos das emissoras a partir de 2012 é interiorizar a transmissão do sinal gratuito.

Dentre os estados, São Paulo figura com aproximadamente 70% de sua população coberta pelo sinal digital – mais de 28 milhões de pessoas. O índice também é elevado no Rio de Janeiro, onde 65,7% dos habitantes podem receber o sinal da TV digital em televisores ou em dispositivos móveis, como celulares, receptores de TV digital ou em notebooks utilizando um aparelho com saída USB. Em Goiás, 59,6% da população vivem em cidades onde já existe o sinal da TV digital – seja pela TV Anhanguera, TV Tocantins, TV Rio Vermelho, TV Serra Dourada ou Rede Record.

"Esses números consolidados mostram que as emissoras estão investindo fortemente na digitalização de suas transmissões, para que todos os brasileiros tenham acesso a essa nova tecnologia e possam desfrutar de uma qualidade de imagem muito superior e com recursos de interatividade sem nenhum custo mensal", afirma Roberto Franco, presidente do Fórum SBTVD.

A relação completa de municípios brasileiros com recepção do sinal digital de pelo menos uma emissora de TV está disponível no site oficial da TV digital.

Fonte: Fórum SBTVD

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Videolocadoras digitais surgem como alternativa para downloads ilegais

Assistir a vídeos longos na tela do computador deixou de ser um incômodo para os fãs de filmes e séries assim que os internautas notaram a infinidade de títulos disponíveis na rede para download - a maioria ilegal. Além disso, a adaptação ao micro foi facilitada pela integração com os aparelhos de TV conectados.

Pensando nesse mercado consumidor potencial, as videolocadoras on-line começam a surgir como opção para quem prefere "alugar" filmes e séries sem sair de casa e assistir a tudo imediatamente. O único trabalho é estourar a pipoca e ter uma boa banda larga. Essa alternativa ganhou ainda mais poder no Brasil com a chegada da maior empresa do gênero, a norte-americana Netflix.

Nos Estados Unidos, o serviço revolucionou o mercado já em 1997, quando passou a entregar filmes em DVD pelo correio. Em 2007, passou a oferecer também filmes em streaming (com transmissão em tempo real), o mesmo serviço que começou a operar no Brasil.

Com uma mensalidade de R$ 14,99, a assinatura do serviço dá direito a assistir em streaming (sem baixar o vídeo) os mais de seis mil títulos disponíveis na rede da Netflix. No primeiro mês, a mensalidade é gratuita, podendo ser desfeita antes do término dos 30 dias de degustação. Com esse preço, seria possível alugar, em média, três DVDs nas videolocadoras convencionais.

Além de mudar o jeito das pessoas verem filmes, o surgimento da Netflix foi responsável também pela falência da rede de locadoras Blockbuster.

Restrições
Entretanto, algumas restrições ainda podem deixar aliviados os donos de locadoras físicas. Os títulos de filmes e séries só podem ser disponibilizados legalmente na rede após, no mínimo, dois anos do lançamento nos cinemas, o que pode deixar defasado o serviço aos clientes mais exigentes. Nos Estados Unidos, isso é contornado pela entrega do DVD pelo correio, alternativa que no Brasil pode ser encontrada em outra rede de videolocadora digital, a brasileira NetMovies, que além do serviço em streaming faz entrega em 93 cidades, incluindo Ribeirão Preto.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

América Latina só encerra a transmissão analógica de TV em 2022

Enquanto os Estados Unidos concluíram o apagão analógico da TV em 2009, e a Europa mandou que todos os países façam o switch off das transmissões analógicas até 2012, na América Latina o ritmo é bastante diferente. Conforme a consultoria Signal Telecom, que fez hoje uma apresentação para a 4G Americas, a transição para a TV digital irá durar até 2022 em alguns países da região.

Os primeiros países a liberarem suas frequências de 700 MHz são El Salvador (2012), México, Uruguai e Venezuela, em 2015. O Brasil vem em seguida, em 2016. A seguir a lista dos países que já decidiram pela migração de seus sistemas de TV analógicos para digital na região:

País Ano do apagão
Argentina 2019
Brasil 2016
Chile 2016
Colômbia 2019
Costa Rica 2018
El Salvador 2012
México 2015
Honduras 2022
Panamá 2020
Paraguai 2022
Peru 2020
Uruguai 2015
Venezuela 2015

Fonte: TeleSíntese

Emissoras legislativas participam de evento sobre TV digital

Deputados e vereadores de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, além de diretores e funcionários de emissoras legislativas estaduais e municipais, vão participar, nos próximos dias 1º e 2 de dezembro de um workshop sobre TV digital em Pouco Alegre (MG). O evento é promovido pela Associação Brasileira de TVs e Rádios Legislativas (Astral), entidade que reúne mais de 40 emissoras do Poder Legislativo em todo o país.

No workshop de Pouso Alegre, representantes da TV Câmara e da TV Senado vão detalhar os principais pontos de seus projetos de expansão digital.

O workshop sobre TV digital terá painéis com informações técnicas, jurídicas e operacionais voltadas para a transmissão do sinal digital das emissoras legislativas, além de demonstrações práticas da tecnologia e visitas a fábricas de equipamentos.

O encontro será na Câmara Municipal do município, que fica exatamente a meio caminho entre Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), à margem da rodovia Fernão Dias. Pouso Alegre é um polo regional de eletrônica e a visita a empresas de tecnologia é um dos pontos do programa do evento.

"Além disso, a opção por Pouso Alegre mostra uma das prioridades da Astral, que é estimular a expansão do sinal digital nos municípios, por meio de suas respectivas emissoras legislativas", disse Evelin Maciel, do conselho de cooperação técnica da Astral.

Fonte: Convergência Digital

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Smart TVs ganham força na era da convergência digital

Em jogos importantes da seleção brasileira, da rodada do Brasileirão ou quando algum famoso - na ficção ou fora dela - cria um bordão, como o exaustivo "hoje é dia de rock, bebê", dito por Christiane Torloni durante a transmissão pela TV do Rock in Rio de 2011, esses assuntos tomam conta do Twitter e do Facebook. O mesmo fenômeno de sincronia do conteúdo da TV com as redes sociais acontece em todo o mundo. Tudo isso mostra que, com o surgimento de novas plataformas, as tradicionais não se extinguem.

Pelo contrário, elas ganham sobrevida - ou uma maneira diferente de sobreviver - em um mercado cada vez mais multifacetado e, ao mesmo tempo, mais convergente. Para o pesquisador americano Henry Jenkins, autor do bestseller que agrada a leigos e acadêmicos, Cultura da Convergência, os seres humanos é que são o centro aglutinador das diferentes mídias. Para ele, é o homem - visto como consumidor, espectador e usuário - o responsável por interligar as diversas plataformas existentes. Em uma entrevista para o Globo News, Jenkins afirmou que, em plena ebulição do uso cotidiano da web, o conteúdo da TV nunca esteve tão popular.

Uma espécie de caminho contrário na via internet-televisão é feito pelo YouTube. O site de vídeos mais popular - e um dos mais visitados no mundo - anunciou ao final de outubro novos 100 canais. A diferença, dessa vez, são as megaparcerias com estrelas como Jay-Z e Madonna, além de grandes empresas como o Wall Street Journal. A ideia é criar conteúdo - ou programas - exclusivos para o usuário assistir no próprio Youtube. A grande sacada do site, no entanto, é aproveitar a pontencialidade futura das smart TVs.

Já existem no mercado as chamadas smart TVs, que, à maneira dos smartphones - os celulares inteligentes - pretendem definir uma linha de televisores que promovem a interação com o espectador por meio de acesso à web, a vídeos online e a redes sociais. Por exemplo, o portal Terra mantém parcerias com fabricantes de eletrônicos para aluguel e compra de vídeos on demand do Terra TV Video Store justamente para estes tipos de aparelhos.

Além dos televisores inteligentes, a TV digital também é um outro dispositivo de reposicionamento do espectador agora como um usuário - em um sentido mais ativo da palavra. A questão é que nenhum desses modelos está perto do que uma verdadeira integração de mídias pode ser no futuro, até porque tais televisões ainda fazem a ligação conteúdo-usuário por meio de um controle remoto.

A chegada do Siri e o início das televisões inteligentes - pra valer
Há pouco menos de dois meses, a Apple lançou o iPhone 4S. Entre as poucas novas funcionalidades e muitas decepções, estava o Siri - um sistema de reconhecimento de voz que causou burburinho no mundo da tecnologia. E não há nada de simples quanto ao Siri. Ele reconhece, pesquisa, responde e conversa por meio de questões complexas como "O que eu posso vestir para ir ao restaurante à noite? ou "Por que você fala comigo?".

Walter Isaacson escreveu na biografia autorizada de Steve Jobs, lançada logo após a morte do fundador da Apple, que o Siri era a última grande ideia da carreira do executivo. A funcionalidade foi primeiramente mostrada no iPhone, mas pretende passos maiores. É o Siri a base da futura - que talvez não esteja tão longe de ser lançada - iTV, a televisão da Apple. Este aparelho, além de integrar diferentes plataformas, seria comandado por um sistema de reconhecimento de voz inteligente, que entenderia o pedido de mudanças de canais à previsão do tempo.

O futuro distante dos aparelhos que englobam diversas mídias está, hoje, mais palpável. É essencial, no entanto, como Jenkins fala, entender que na base do desenvolvimento tecnológico e na criação de novas plataformas de comunicação está o usuário - ou espectador - , figura na qual "as velhas e as novas mídias colidem".

Fonte: Terra

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Comunicação será tema de congresso

"A Comunicação de todos os sentidos" é o tema do Congresso Brasileiro de Comunicação que vai acontecer no período de 17 a 19 de novembro, no Marina Park Hotel. O encontro pretende reunir jornalistas, publicitários, designers e profissionais de criação, atendimento e produção de todo o País.

Diversos temas como tendências da comunicação digital, tecnologia da segurança do sistema de informações em redes de internet, pesquisas políticas, designer, marketing nas organizações, assessoria de imprensa, relações públicas, propaganda e publicidade serão abordados no Congresso.

Palestrantes
Entre as referências do Brasil na área participarão o designer da TV Globo, Hans Donner, o jornalista Caco Barcellos e o publicitário Roberto Dualibi, sócio-diretor da agência DPZ. Estarão ainda no Congresso, o diretor de comunicação social do Exército Brasileiro, coronel Barcelos; a coordenadora de Relações Públicas da Assembleia do Estado do Ceará, Bia Bocayuva; a diretora-presidente do Ibope, Márcia Cavallari, entre outros palestrantes.

As inscrições do Congresso são limitadas e podem ser feitas pelo site: http://www.cbraex.com.br/cbracom.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Governo vai exigir que todos os fabricantes implantem o Ginga

Os fabricantes de televisores terão que integrar o Ginga (plataforma de interatividade desenvolvida no Brasil para o sistema de TV digital japonês) aos aparelhos, a mando do governo. André Barbosa, assessor da Casa Civil, disse que todas as TVs vendidas no país até 2015 terão que vir com o sistema.

O Ginga permite que a televisão fique mais interativa, pois agrega aplicativos à ela. Atualmente, as redes brasileiras já oferecem possibilidades para quem possui a plataforma, como informações complementares de programas e até resumos de capítulos de novelas. Porém, esse é o mínimo de coisas que a tecnologia pode fazer.

Segundo Barbosa, depois de várias reuniões com ministros e fabricantes, o governo federal deve anunciar tal obrigatoriedade nos próximos dias. Porém, a ideia não é bem vista pelos fabricantes, pois compete com os apps das TVs conectadas, ou Smart TVs, que têm acesso à internet. Por isso, para driblar os empresários, o governo vai dar incentivos fiscais para a implantação até 2015.

Fonte: Exame

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Governo faz 'mea culpa' e diz que voltará a investir em TV interativa

O governo está voltando a investir na plataforma Ginga, o software de interatividade do padrão brasileiro de TV Digital, segundo André Barbosa, assessor especial da Casa Civil, falou durante o TV.Apps, evento sobre TVs conectadas que acontece em São Paulo nesta terça-feira (8).

“Vim fazer um ‘mea culpa’ e colocar o problema do Ginga”, disse. “Nós paramos os investimentos e não integramos a estrutura do software, mas haverá uma reunião dos fabricantes com o [ministro da Ciência e Tecnologia Aloisio] Mercadante sobre o assunto.”

Barbosa disse que o Ginga representa uma integração entre a TV conectada e a TV aberta. Na reunião com o ministro, os fabricantes irão discutir a obrigatoriedade da inclusão do Ginga nos aparelhos de TV, segundo o assessor. “Queremos chegar a 2015, com praticamente 100% dos televisores vendidos conectados ao Ginga”, disse o assessor.

Barbosa também afirmou ter a intenção de tornar a TV pública o “grande alavancador da interatividade na TV brasileira.” Segundo ele, será possível usar o software para levar serviços públicos à população com a ajuda da TV.

De acordo com Carlos Fini, da Rede Globo, as novelas recentes da empresa têm aplicativos e funções integradas com o Ginga. Fini também falou durante o TV.Apps. “No ambiente do Ginga, a conectividade chegou às casas”, disse, informando que já existem 2 milhões de aparelhos capacitados com o software de interatividade no Brasil.

TVs conectadas
Fini falou sobre a tendência do uso de TVs conectadas. “Pelo que foi visto na CES [Consumer Eletronics Show, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo], o ‘boom’ é a TV conectada. Só que ela passa por uma ferramenta muito importante que é a banda larga. É preciso investir, disse.

“A internet é uma experiência fantástica, mas ela não foi inicialmente concebida para o vídeo. Mas isso pode mudar”, afirmou. “As TVs conectadas são a evolução natural da TV”, completou David Brito, da TOTVS, também durante o evento.

Fonte: G1

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Empresa estatal busca rumo para a TV Brasil

O que significa a sigla EBC? Em que canal você sintoniza a TV Brasil? Como se chama o telejornal que a emissora exibe em horário nobre?

Se você não respondeu a alguma (ou a nenhuma) das questões, é porque provavelmente não faz parte do menos de 1% de telespectadores que assistem à TV Brasil.

A EBC (Empresa Brasil de Comunicação) completa quatro anos em dezembro com traço de audiência e sob nova direção, após impasse político entre a gestão anterior e o conselho curador.

O novo diretor-presidente, o jornalista Nelson Breve Dias, afirma que a busca por mais audiência é importante, mas advoga que o papel da TV pública não é só esse.

"O desafio da comunicação pública é fazer com que programas de interesse público sejam interessantes para o público", filosofa.

Por mais que os responsáveis pela EBC --e por seu cartão de visitas, a TV Brasil-- digam que audiência não é tudo, o fantasma do "traço" incomoda o governo.

De acordo com dados do Ibope/MediaWorkstation, a audiência média da TV Brasil foi de 0,39% em 2009 e 2010. O dado faz parte de um balanço de quatro anos da TV lançado na sexta e disponível no site ebc.com.br.

O desempenho para lá de modesto custa ao Tesouro Nacional R$ 487.507.957, dos quais R$ 413.751.144 devem ser efetivamente liberados.

"A TV Brasil não é cara, se comparada às TVs abertas. Não se faz televisão no curto prazo e sem recursos", disse à Folha a ministra-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Helena Chagas, presidente do conselho administrativo da EBC.

Assim como o novo diretor-presidente, Nelson Breve Dias, ela tem o diagnóstico de que é preciso incrementar a audiência e avalia que o papel da emissora pública é diferente do das outras TVs.

"Ela pode priorizar a programação infantil e educativa. E pode dedicar o horário nobre à reflexão e ao debate, sem competir com a novela das oito", afirma Helena.

Uma das apostas da emissora para anabolizar a audiência é técnica: até o fim do ano, São Paulo e Rio já devem ter transmissões em sinal digital (a captação de imagens já é toda digital).

O canal pretende investir em divulgação. Muita gente não sabe que é preciso ir ao canal 63 UHF de São Paulo para assistir à TV Brasil.

"A PBS, nos Estados Unidos, tem audiência de 1,5. E a sociedade americana entende que ela é importante. Além disso, consolidar a TV pública não é um projeto de quatro anos, e sim de 15 a 20", afirma Nelson Breve.

O novo diretor assumiu após uma polêmica que indispôs sua antecessora, Tereza Cruvinel, e o conselho curador da EBC, composto por representantes da sociedade e do governo com a função de regular a empresa.

Apesar disso, tanto a direção como Helena Chagas sustentam que as prerrogativas do órgão serão mantidas, a despeito de declarações de setores do PT de que elas precisariam ser reavaliadas.

É o conselho, diz a ministra, que garante isenção ao jornalismo da TV. "Nunca foi chapa-branca. E falo como ex-diretora de jornalismo." Na eleição do ano passado, o então presidenciável José Serra (PSDB) acusou a TV de agir contra sua candidatura.

Está em discussão um novo manual de redação para profissionais da EBC (além da TV, agência de notícias e rádios), a ser lançado em 2012.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vai faltar espectro para radiodifusão em cinco capitais

O secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa do Ministério das Comunicações, Genildo Lins de Albuquerque Neto, vai analisar a segunda parte do estudo do CPqD sobre a destinação da faixa de 700 MHz após a transição da TV analógica para a digital, que mostra que em cinco capitais não será possível abrir mão de toda a faixa do dividendo digital. De acordo com Lins, o estudo mostra que em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília vai faltar canais se toda a faixa for destinada para a telefonia. "Vamos ainda analisar o estudo, mas os indicativos são de que uma parte da faixa terá que ser mantida para a radiodifusão", afirmou o secretário.

O estudo realizado pelo CPqD foi contratado pelo SindTelebrasil, que divulgou na semana passada a primeira parte do documento, que recomenda que o Brasil pode acompanhar a tendência mundial de destinação da faixa de 700 MHz para os serviços móveis, sem causar prejuízo para a operação da TV digital. No relatório, o centro de pesquisa justifica a posição em função da existência no país de uma demanda crescente por serviços de telecomunicações sem fio, especialmente de banda larga móvel.

Planos de outorga
Lins defende que a decisão de ocupação dessa faixa seja tomada só em 2016, quando termina o prazo para as emissoras migrarem do sistema analógico para o digital. "Há outros fatores além da falta de espectro em regiões metropolitanas, extremamente ocupadas", comentou em entrevista ao Tele.Síntese. Há um volume acumulado de 20 mil processos na Secretaria de Comunicação Eletrônica em análise e muitos desses processos são pedidos de outorgas", diz Lins. Segundo ele, havia um acúmulo de 50 mil processos em janeiro (pedidos de outorgas, de renovação, aprovação de local, etc.) e sua secretaria tem trabalhado para normalizar o ritmo de análise até meados do ano que vem. "Tem processo que está aguardando análise há dez anos e queremos reduzir esse prazo para três a quatro meses, que é o normal", informou.

Com a mudança no fluxo de análise dos processos, o secretário acredita que, a partir de dezembro deste ano, o ritmo de outorgas aumenta. "Com isso, teremos mais canais sendo ocupados, portanto, qualquer decisão só poderá ser tomada em 2016. Até lá conseguiremos atender a demanda reprimida e poderemos calcular quanto de especto de radiofusão sobrará", defende. Ele estima que serão dadas oito mil outorgas para rádio, TV e retransmissora. "Hoje temos 20 mil radiodifusores e a estimativa é de que, em dois anos, haverá um acréscimo de 40%", disse.

Fonte: Telesintese

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ibope vai mediar audiência de TV em celulares

O Ibope Media começa nesta terça, 1º, o levantamento inédito sobre os hábitos de consumo de TV digital no celular. O levantamento será feito em uma parceria com a Vivo e a Samsung.

Segundo o instituo de pesquisas, somente os portadores do celular Samsung StarTV GSM Vivo que residem em São Paulo serão convidados a participar da pesquisa, que, por meio da instalação de um aplicativo, coletará informações sobre o uso da TV digital no celular.

Não serão coletados outros dados como conversas, agenda de endereços, SMS, acesso a email ou Internet.

O aplicativo será instalado em 2 mil aparelhos em São Paulo. Em uma segunda etapa, uma amostra será implantada no Rio de Janeiro e, depois das duas praças, será montado um plano para expansão nacional.

A previsão de divulgação dos primeiros dados é 2012.

Fonte: Exame

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ginga para todos: entrevista com o pesquisador do Ginga

O pesquisador e professor Luiz Fernando Soares tem uma certeza: somente com a efetiva implementação da TV interativa no Brasil, as classes D e E terão a oportunidade da inclusão digital. “Só 3% da população destas classes têm acesso a computador e 84% nunca usaram um computador e nunca tiveram acesso a Internet na vida”, revelou, em entrevista ao O POVO.

O caminho para essa revolução, ele aponta: é o Ginga, um software que faz a ponte entre o sistema operacional do receptor da televisão às aplicações de interatividade criadas e disponibilizadas aos telespectadores.

Criador deste software, que se tornou o padrão brasileiro de TV digital, Luiz Eduardo acredita que o Brasil está muito à frente de outros países no uso desta tecnologia, mas alerta para a necessidade de investimento imediato em pesquisa.

O POVO - Qual é o diferencial do Ginga?

Luiz Fernando Soares - O Ginga tem vários diferenciais em relação aos outros sistemas. Além de uma série de vantagens que realmente coloca a linguagem NCL como um avanço tecnológico sobre as linguagens declarativas para definição de programas para TV. O reconhecimento do Ginga, inclusive, veio primeiro do exterior. Por ser uma linguagem declarativa, ela é de muito fácil utilização, não exige um programador especialista. E com isso podemos ter pessoas não especialistas gerando conteúdos interativos, o que torna um lado da inclusão social possível, que é a produção de conteúdo. Ela não precisa ficar na mão daqueles que exigem conhecimento muito grande. Isso vai permitir que as camadas mais pobres possam além de gerar um conteúdo se apropriar também da produção deste conteúdo.

OP - Esse modelo que o senhor apresenta é muito próximo do conceito de inclusão digital. O senhor não acha que ele já se dá através de outras mídias?
Luiz - Quando se discute qualquer coisa nesse País, sempre tem esse problema de achar que uma coisa substitui a outra. E não é, uma complementa a outra. Claro que a gente não vai relegar a um segundo plano. A televisão é muito importante para o País. Porque se você for nas classes D e E, por exemplo... a última pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil mostra que só 3% da população das classes D e E têm acesso a computador e, pasme você, 84% nunca usaram um computador e nunca tiveram acesso a Internet na vida. Mesmo quando a gente vai às classes A e B, a quantidade de pessoas que já usaram Internet ou computador é muito baixa. Ao passo que, se você vai às classes D e E, 95% dos lares têm televisão. Ela passa a ser um meio muito importante para a inclusão social. Mas sempre a gente vê como um meio complementar. Na realidade, é uma política e nela a televisão tem um peso muito grande. Ela não vem substituir nada, vem complementar. E aí vou até mais além. Porque vai ter uma convergência e a gente vai encontrar exatamente o sistema de IPTV, que é a TV sobre a Internet.

OP - Como está o Ginga hoje?
Luiz - O Ginga teve uma repercussão muito grande internacionalmente. Principalmente no mundo científico. Foi quando a gente teve reconhecimento, quando a linguagem NCL foi escolhida como padrão para IPTV, a primeira vez que o País tem um padrão na área da tecnologia da informação e comunicação. Teve também repercussão no sentido de que a utilização da interatividade com a inclusão social seria muito importante e se começou a falar muito na TV interativa. Isso nunca iludiu a nós, pesquisadores. A gente sabia que não é assim de uma hora para outra que você transforma uma tecnologia em produto. O que vem acontecendo nesse tempo? O Ginga tem uma parte brasileira, que é a parte do NCL e do Lua, e tem outra parte que é do Java, que veio da Sun, e teve muito atraso por questão de royalties.

OP - Royalties relativos ao Java?

Luiz - Sim, do Java. O NCL/Lua não tem royalties, é código aberto, software livre. Isso atrasou muito o processo de lançamento dos produtos. Não tem produto nenhum que saiu, por exemplo, só com o Ginga/NCL – e isso foi muito por pressão dos radiodifusores. No meu entender, foi uma coisa extremamente equivocada e foi um equívoco muito grande o governo brasileiro não lançar produtos com interatividade. Nesse meio tempo, por exemplo, a Argentina fez caminho oposto. Reconheceu, coisa que deveríamos ter feito, que o middle software NCL/Lua era muito melhor e que eles podiam acelerar o processo. A Argentina lançou o sistema deles só com o middle NCL e já lançou com uma compra enorme do governo argentino de vários set-top box com o Ginga. Hoje, apesar de termos quatro vezes a população da Argentina, ela tem a mesma ordem de produtos com Ginga que temos aqui, da ordem de 3 milhões para cada país, com o Ginga embarcado. O Ginga passou esse processo de definição das questões de royalties e mais recentemente começou o embate com relação à obrigatoriedade do Ginga dentro do PPB, do Processo Produtivo Básico. E aí começou uma discussão do ovo e da galinha. Ou seja, a indústria de radiodifusão dizia que não fazia muito conteúdo porque não tinha receptores, a indústria de recepção dizia que não botava receptores porque não era oferecido conteúdo. As duas coisas não são verdadeiras. Na realidade, hoje, a quantidade de produtos com o Ginga já é enorme, eles só não são divulgados. Até porque existe o medo da indústria de recepção de divulgar que as televisões que já estão vendendo – até as televisões da Sony - já vêm com o Ginga junto. Eles têm medo de divulgar isso porque o consumidor compra uma televisão com o Ginga e chega em casa e não tem o serviço de transmissão, vai no Direito do Consumidor e diz: “me venderam um produto dizendo que oferecem uma coisa e não oferecem”. A indústria de recepção reclama muito da indústria de radiodifusão. Eles estão reclamando não com relação ao Ginga, mas que tem muito pouco conteúdo em HDTV, sem interatividade nenhuma. O conteúdo de HDTV é muito pobre ainda. A segunda é uma falácia total. Eles dizem que o Ginga encarece o receptor - e realmente o receptor tem que ser um pouco mais caro, mas esse mais caro é muito pouca coisa.

OP - Quanto mais caro?

Luiz - Vai sair na ordem de uns R$ 10 mais caro, mas que com o sistema office, vai na ordem de uns R$ 40 mais caro. O que eles alegam? Se você embute R$ 40 numa televisão que custa R$ 5 mil não é nada, mas se embute R$ 40 numa televisão que custa R$ 300, que é o que compra a classe mais pobre, é um problema. Isso vai contra tudo em termos de inclusão social, e a gente quer exatamente a inclusão para as classes mais baixas. Eles alegam: “mas aí eles vão ter que pagar”. Eles só veem custo de um lado, não veem o custo da ausência, ou seja, e o que ela paga em não ter o Ginga? Em não ter acesso, por exemplo, a serviço de saúde, bancário, de educação? Isso não é levado em consideração. É aquela falácia dessa história e a gente tem que estar muito atento porque o Ginga hoje tem uma representatividade muito grande para o País na questão da inclusão social.Não só do ponto de vista da população de mais baixa renda ter acesso a informação, mas ter acesso a serviços que para a gente é tão comum. A gente senta em frente ao computador, vê a conta bancária, compra passagem de avião etc. Esse pessoal não. Só 3% da população tem acesso a isso. Então, o Ginga, na realidade, a interatividade na televisão, vai possibilitar a essas classes C, D e E também ter esses serviços. E o outro lado da questão que é o direito de produzir conteúdos. Por que eles não têm direito de gerar conteúdos a partir disso aí? Por que eles não vão ter direito de produzir conteúdos interativos? O Ginga possibilita fazer isso, exatamente com essa linguagem simples, que é o NCL/Lua. Não é à toa que a gente vê, por exemplo, a grande batalha que as TVs comunitárias estão fazendo pelo Ginga.

OP - O que falta politicamente para o Ginga vingar?
Luiz - O Governo brasileiro, no lançamento do sistema de TV digital, foi muito forte e muito positivo. Nessa época, o governo pegou com rédeas a questão da inclusão através da TV digital e o processo foi muito bem. Só que chegou a um ponto em que ele se afastou, deixou nas mãos da indústria de radiodifusão e de recepção. Ele se omitiu, essa é que é a verdade. O PPB é uma tentativa desse governo de retomar as rédeas desse processo de inclusão, porque inclusive o Brasil se comprometeu com o resto do mundo. O Brasil convenceu 11 países da América Latina e agora está convencendo os da África a adotar o sistema nipobrasileiro. E esses países só adotam o sistema nipobrasileiro por causa do Ginga. Isso é tão importante que, por exemplo, Cuba, que está querendo adotar o padrão chinês, China está indo a Cuba oferecer o padrão chinês com o Ginga. Ou seja, o que chamou atenção para a adoção foi justamente essa facilidade de uso e a possibilidade da linguagem NCL/Lua. O Brasil vendeu isso para outros países, então o governo não pode deixar as rédeas soltas do jeito que está.

OP - Saindo da academia e indo para a parte prática, o que o Ginga mudaria hoje na minha vida, na minha casa?
Luiz - Você que é uma pessoa que tem acesso a todas as facilidades de Internet, diria que em termos de serviços para você não vai fazer nenhuma diferença. O que faria diferença para você? Seria uma nova TV. É entretenimento de uma forma diferente. É você ver um jogo de futebol, por exemplo, e poder escolher o ângulo que a câmera vai passar. É você pode ver o tira-teima na hora que quer e não na hora que o Galvão Bueno quer. É você ter a televisão personalizada para você. Na hora de receber uma propaganda dizendo: “Beba cerveja A ou B”, vai fazer: “Beba cerveja A ou B no boteco do seu Joaquim, que é do lado de sua casa”, é a personalização da TV. A possibilidade que só o Ginga tem que é você acabar com essa ideia de que televisão é uma telinha. Televisão são múltiplos dispositivos. A sua casa hoje é um ambiente que tem computador, celular, televisão. Então, a exibição de televisão não pode ser mais só na tela. Você tem que ter exibição na tela, no computador, no celular, tudo junto. E tudo isso vai fazer você ter uma sensação de inclusão, aí no sentido de inclusão no ambiente de percepção daquela informação que está sendo transmitida, seja ela qual for. Isso para você vai fazer diferença. É uma nova TV, completamente diferente e aí vamos precisar ter aplicações bem feitas. As aplicações que hoje as radiodifusoras estão fazendo são muito pobres, muito mal feitas.

OP - Onde é que o governo brasileiro erra e onde acerta com a TV Digital?
Luiz - O governo não errou em nenhum momento. O erro que cometeu não foi de visão, foi erro de omissão. Teve um período em que ele se omitiu e não poderia ter se omitido, deveria ter se imposto mais. Até 2007, o governo foi bastante atuante, mas depois ele deixou...

OP - Como o Brasil está em relação aos países do Primeiro Mundo na questão da TV Digital?
Luiz - Muito na frente. E a razão é única. Nos Estados Unidos, ninguém nunca deu bola para a questão da TV digital por razões óbvias. É um país rico, você faz a inclusão (digital) pela Internet, não existe TV aberta, só a cabo. O Brasil é uma coisa única no mundo em termos de TV aberta.

OP - E em relação à Europa?
Luiz - A Europa escolheu um padrão que é o MHP, da mesma forma como a gente tem a parte Java e a parte declarativa. Só que demoraram a escolher esta parte declarativa, começaram a aparecer várias implementações, pulverizou. O próprio MHP, por questão de royalties, morreu. Aí você tinha Itália com uma coisa, França com outra, Alemanha com outra. Moral da história: morreu, não teve exatamente essa hiper-operabilidade, não conseguiram fazer a tal hiper-operabilidade. Na época, diziam que o padrão europeu estava em 68 países e o padrão japonês só estava no Brasil e Japão, naquela época era só no Brasil e Japão. E isso incomodava a gente muito. Pô, 68 a 2! Estamos tomando de goleada! Quando um amigo resolveu fazer uma continha, se você somasse a população desses 68 países não dava a população do Brasil e Japão. Nosso mercado era muito maior com os dois países.

OP - Estamos à frente, então?
Luiz - Estamos. Tecnologicamente, ainda estamos à frente. Ainda.

OP - Por que ainda?

Luiz - Porque a tecnologia é muito rápida, ela evolui muito rápido, se a gente não evoluir... Por exemplo, todo o dinheiro passado para a academia – e olha que foram 76 institutos de pesquisa envolvidos no desenvolvimento do sistema – todo esse dinheiro parou, acabou. Desenvolveu, acabou. Só que não é só assim. Quando você acaba de desenvolver hoje, tem que desenvolver o de amanhã. Se você não desenvolve o de amanhã, vem outro e substitui. A academia hoje deveria estar investindo no futuro. Ainda está. Você ainda encontra... Outro dia somei, são 22 universidades só com pesquisas sobre o Ginga. Agora já não fazem mais naquele volume que faziam antes. Se ficar muito tempo sem dinheiro, não vai conseguir e os outros estão avançando, eles (americanos e europeus) não são bobo.

Fonte: O Povo Online

TV Unesp entra no ar dia 4

A Televisão Universitária Unesp entra no ar, em caráter experimental, no dia 4 de novembro, às 20 horas. A transmissão, inicialmente analógica, será em sinal aberto e poderá ser captada em Bauru pelo canal 45 UHF. Em breve, a emissora passará a transmitir em sinal digital, com som e imagem em alta definição. Na internet, já pode ser acessada no site www.tv.unesp.br.

A primeira transmissão oficial da TV Unesp terá uma hora de duração e será uma amostra dos programas que a emissora vai levar ao ar. Entre eles está o “Fórum”, um programa de entrevistas interativo. Por meio das redes sociais na internet e um chat disponível no site da TV Unesp, o público envia perguntas, comentários e responde a enquetes. A primeira entrevista exibida é com o reitor da Unesp, o professor Dr. Julio Cezar Durigan.

Outras estreias ao longo da semana são os programas “Artefato”, que discute cultura, tecnologia, literatura, arte e entretenimento, aproximando-os do cotidiano; e o “Som e Prosa”, que divulga o trabalho de bandas e músicos da região, além de discutir temas contemporâneos do cenário musical. Exibidos semanalmente, esses programas têm reapresentações em horários alternativos (confira abaixo). Boletins diários também trazem notícias, informações de interesse público e a previsão do tempo em parceria com o Instituto de Meteorologia da Unesp, o IPMet.

A TV Unesp chega com a proposta de ser uma emissora multimídia, sintonizada com as tecnologias convergentes. Assim, o público poderá assistir à programação não apenas na tela da televisão, mas também via internet, seja pelo computador, celular ou tablets, simultaneamente à transmissão aberta. O conteúdo também poderá ser acessado a qualquer hora, sob demanda do usuário, no site da emissora. Nas redes sociais (facebook.com/tvunesp; twitter.com/tvunesp; youtube.com/tvunesp), o público pode opinar, sugerir e participar das pautas dos programas.

Além dos conteúdos próprios produzidos em Bauru, a TV Unesp retransmitirá a Bauru a programação do Canal Futura, um dos mais prestigiados canais educativos da televisão brasileira. A emissora bauruense faz parte da rede de 30 universidades parceiras do Futura e vai colaborar com conteúdos que serão exibidos também nacionalmente.

Fora das telas, a TV Unesp cumpre sua função de ser uma televisão universitária, colaborando com projetos de ensino, pesquisa e extensão da Universidade. Dessa maneira, o canal se mostra um campo fértil para pesquisas, experimentação, formação profissional e prestação de serviços à comunidade.

Fonte: Bom Dia